O COMPORTAMENTO FINANCEIRO DO PROFISSIONAL DE ODONTOLOGIA

O COMPORTAMENTO FINANCEIRO DO PROFISSIONAL DE ODONTOLOGIA Alexandre Amorim de Souza Laudelino Bastos e Silva Nadia Maria Fava dos Santos Vitor Hugo Bazeggio THE FINANCIAL BEHAVIOR OF THE DENTISTS O planejamento financeiro pessoal significa uma série de medidas e estratégias adotadas, dirigidas para a acumulação de bens e valores que irão formar o patrimônio de uma pessoa e de sua família. Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa aplicada nos profissionais odontólogos de Florianópolis, Santa Catarina, que objetivou identificar no universo pesquisado, o comportamento financeiro destes profissionais, bem como se existe espaço para a criação de produtos específicos para esta categoria. Palavras-chave: planejamento financeiro odontólogos The personal finance planning means many ways and strategies taken and head for, to accumulate wealthes and values that will make the patrimony of a person or your family. This article shows the results of a research applicated on dentists, of Florianopolis, Santa Catarina, was objectived to identify in the group of research, the financial behaviour of this professionals, and if exists opportunity to create specific products to this category. Key-words: financial planning dentists 1. INTRODUÇÃO A gestão financeira pessoal, ou planejamento financeiro pessoal consiste em estabelecer e seguir uma estratégia precisa, deliberada e dirigida para a acumulação de bens e valores que irão formar o patrimônio de um indivíduo. Tal estratégia pode estar voltada para o curto, médio e longo prazos e atingi-la não é uma tarefa das mais simples. A dificuldade está nos imprevistos e incertezas da vida e ainda em tantos outros fatores que ocorrem para que ao final da caminhada apenas alguns poucos indivíduos tenha conseguido alcançar o objetivo alcançado. Entretanto, quando as pessoas são conscientes e determinadas, fica mais fácil para elas mesmas planejar e seguir certa conduta, o que abre bastante suas possibilidades de concretizar este objetivo. A tranqüilidade financeira é uma expressão bastante subjetiva, que traduz o estado de satisfação de uma pessoa ao alcançar um objetivo por ela mesma definido como o montante suficiente para manter um determinado padrão de vida. A gestão financeira pessoal, ou familiar, não é de maneira alguma algo rígido ou inflexível. Ao contrário, cada um pode estabelecer metas para si próprio. Mas, uma vez que as defina, deve sempre mantê-las em sua mente e lutar com determinação para alcançá-las. Assim como nenhuma empresa pode progredir a longo prazo se não tiver um foco ou objetivo, também o indivíduo precisa saber antecipadamente as metas que pretende atingir. Isto não quer dizer que, depois de definidas, as mesmas não sofram alterações. Faz parte do planejamento realizar reuniões periódicas, de preferência uma vez ao ano, de modo a confirmar se certos investimentos e gastos são realmente necessários, ou se deveriam ser eliminados, assim como para redefinir objetivos de curto, médio e longo prazos. Percebe-se neste momento que um espírito de autocrítica constante é aconselhável e desejável, especialmente quando há mudanças importantes no panorama econômico-financeiro ou quando certas condições pessoais se alteram e assim o exigem. A sociedade em si exerce uma grande pressão sobre o comportamento financeiro dos indivíduos, através da mídia, das escolas, das universidades etc. Atualmente as informações que chegam através da mídia ou de outros meios de comunicação, influenciam enormemente as pessoas e na maioria das vezes acabam moldando algumas atitudes em relação ao dinheiro. Entretanto, nem sempre quem transmite esta informação age de forma ética, imparcial e racional. Portanto somente com um conhecimento dos produtos que o mercado oferece cursos na área ainda ou com o aconselhamento de um profissional certificado para exercer este papel é que as pessoas poderão gerenciar o seu dinheiro de forma a poder alcançar os objetivos traçados. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 A MOTIVAÇÃO PARA A PESQUISA A disputa de mercado na Odontologia Privada é acirrada, tal qual em outras categorias profissionais. A cada ano ingressam no mercado cerce de 10.000 novos profissionais. Soma-se a isso, o fato de a clientela-alvo da atividade odontológica, constituída basicamente por seguimentos das classes média e alta, não apresentar o mesmo crescimento. Os desafios e perspectivas para a odontologia estão inseridos em sua inovação, procurando acompanhar as rápidas transformações que estão ocorrendo em todos os setores. Esta inovação advém inicialmente da quebra de paradigmas, para que se possa buscar o preparo e os conhecimentos. Florianópolis enquadra-se perfeitamente neste cenário. É uma cidade que vem enfrentando problemas com o grande surto migratório de pessoas de outras regiões do país, que atraídos pelos altos índices de qualidade de vida, segurança e pelas belezas naturais vem buscar aqui o que perderam em suas cidades de origem. Atualmente conta com uma população estimada em torno de 350.000 habitantes. A cidade concentra uma grande população de profissionais em odontologia, que se concentram em clínicas privadas, consultórios particulares e clínicas que prestam atendimentos via planos de atendimento odontológicos. São profissionais na sua grande maioria bem remunerados e que não possuem um conhecimento específico e detalhado de como gerir seus recursos, haja vista a distância que existe entre a sua área de formação profissional e o mercado financeiro propriamente dito. Portanto, com base nestes argumentos, surgiu a motivação para que através de uma pesquisa de opinião, traçar o perfil de investidores dos profissionais odontólogos de Florianópolis, que visa basicamente identificar o seu comportamento, saber qual sua capacidade de investimento e se há espaço para criar produtos específicos para estes profissionais, tais como cursos sobre finanças ou ainda aconselhamento financeiro (personal finance). 2.2 FINANÇAS COMPORTAMENTAIS Um assunto altamente importante no mundo acadêmico financeiro e que vem ganhando espaço em discussões e estudos nas grandes academias do pensamento econômico mundial é o conceito finanças comportamentais. O que destaca hoje em se tratando de finanças comportamentais é a incorporação de conceitos de outras áreas (como Psicologia e Sociologia) à Economia para explicar as decisões financeiras dos indivíduos. Os estudos relacionados às finanças comportamentais (behavioral finance) foram incorporados ao contexto das finanças nas últimas décadas, em decorrência das anomalias irracionais produzidas pelas crises financeiras que não conseguiram ser explicadas pelo modelo moderno de finanças. As finanças comportamentais contestam a idéia de que os agentes e os mercados atuam sempre com racionalidade e passam a considerar o ser humano como suscetível a cometer erros, agindo freqüentemente sob impulsos irracionais e passionais. Um dos trabalhos pioneiros na área de finanças comportamentais foi de Kahneman e Tverski (1979), porém nos anos 90 é que a academia começou a questionar o modelo moderno de finanças (HAUGEN, 2000; REKENTHALER, 1998; THALER, 1985 e 1995), e a incentivar os trabalhos ligados ao comportamento irracional do investidor. Os trabalhos de De Bondt e Thaler (1985), e de Shiller (2000) suscitaram polêmica, principalmente, porque desenvolveram teorias que implicam em irracionalidade. A grande transformação no contexto das finanças começou na década de 50, com o nascimento das finanças Modernas. As finanças modernas surgiram com os princípios de portfólio de Markowitz (1952) e conceitos que ainda hoje são utilizados para a diversificação de investimentos, provando matematicamente que não se deve colocar todos os ovos no mesmo cesto. Continuou ainda com Modigliani e Miller (1958), que questionaram todo o conhecimento existente sobre estrutura de capital. Na década seguinte, nasceria o modelo predominante até hoje para determinar o custo do capital das empresas, o CAPM de Sharpe (1964), Lintner (1965) e Mossin (1966). Fama (1970) introduziu um dos pilares das finanças modernas, a teoria dos mercados eficientes. Nos anos 70, tem-se a Teoria de Precificação de Opções de Black (1973), Scholes (1973) e Merton (1973), utilizada ainda hoje para avaliação de opções, bem como o nascimento da Teoria Comportamental de Finanças - a Behavioral Finance. A batalha entre as finanças comportamentais e a teoria tradicional de finanças está concentrada principalmente na eficiência de mercado conceito que, segundo Statman (1999), tem dois significados: de um lado, eficiência de mercado significa que não há uma forma sistemática de vencer o mercado, de outro, significa que os preços das ações são racionais, isto é, refletem somente características utilitaristas ou fundamentais, tais como risco, mas não características psicológicas e sentimentos. O foco das finanças modernas está voltado para os resultados do mercado, tais como preço, volume, dividendos e assim por diante, esquecendo das causas que produzem estes resultados. Nenhuma atenção é dada aos atores que atuam no mercado, como os investidores administradores de carteiras, entre outros. O centro das pesquisas na área de finanças comportamentais reside na preocupação em descobrir anomalias que questionam a eficiência de mercado. As finanças tradicionais usam um mínimo de ferramentas visando construir uma teoria unificada que pretende responder às questões de finanças (STATEMAN, 1999). No Brasil, um trabalho de referência no contexto de finanças comportamentais foi produzido por Halfeld e Torres (2001). Os autores fazem uma revisão das pesquisas sobre o tema e um levantamento dos principais pontos fortes e deficiências das finanças comportamentais. Os seguidores das finanças comportamentais ressaltam que o mercado está cercado por pessoas que buscam demonstrar como as pessoas deveriam pensar e não se preocupam em como elas pensam. A autoconfiança excessiva - outro postulado das finanças comportamentais caracteriza o fenômeno comportamental que induz muitos investidores a comprometam seus resultados. 2.3 O PLANEJADOR FINANCEIRO O profissional capacitado e experiente, cuja função precípua é orientar com coerência, ética e responsabilidade as pessoas físicas no sentido da condução de suas finanças pessoais. Deve ser dotado de multiespecialidades, com uma visão estratégica e um grande conhecimento em administração de recursos e carteiras, investimentos imobiliários, operações de crédito, previdência e planejamento sucessório e doméstico em âmbito nacional e internacional. Sua qualificação o permite analisar através de metodologia específica a auxiliar na definição, implementação, acompanhamento e adaptações de um plano financeiro individual ou familiar. O Profissional Financeiro Qualificado deverá ser qualificado através de uma certificação concedida pelo IBCFP Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros, a qual permite a livre atuação no mercado nacional. Ser um profissional financeiro qualificado significa ter experiência, ética e educação e estar em constante aperfeiçoamento, proporcionando com isto uma prestação de serviço idônea e profissional acima de tudo. A fim de poder prestar um serviço de qualidade que atenda às expectativas da pessoa que o está contratando, o profissional financeiro deverá obedecer a um roteiro pré-determinado, que o auxiliará na prestação de seus serviços. Basicamente este roteiro consiste em definir a forma de relacionamento entre planejador e cliente, obtenção de informações, dados e objetivos do cliente, análise e avaliação das condições financeiras do cliente, desenvolvimento e sugestões de alternativas de planejamento para o cliente, implementação das recomendações do planejamento e monitoração das recomendações do planejamento. 2.4 PRINCIPAIS PRODUTOS OFERECIDOS PELO MERCADO O mercado financeiro nacional apresenta-se de uma forma tão bem estruturada atualmente, que possui capacidade de atrair todas as classes de sociais, proporcionando os mais diversos produtos financeiros que atendem a todas as demandas da população nacional. Deve-se destacar neste ponto que hoje, no Brasil, todas as pessoas tem capacidade de adquirir produtos financeiros, é claro que respeitadas as diferenças entre renda e capacidade de poupança. Portanto, na seqüência estarão sendo citados os principais produtos oferecidos pelo mercado, onde os profissionais que foram pesquisados poderão aplicar suas economias. Basicamente, deve-se registrar que a pessoa física quando decide por investir seus recursos no mercado, deverá procurar os serviços de um banco, ou de uma corretora, se o seu desejo for aplicar no mercado acionário. O indivíduo poderá decidir por si só, ou com o auxílio de um profissional certificado para tal, e poderá optar por algumas das opções abaixo, conforme seu perfil de investidor, ou seja, se está aceitando correr mais ou menos riscos ou não correr riscos. Num primeiro momento pode-se citar os produtos classificados como sendo de renda fixa, onde encontra-se uma infinidade de fundos que possuem características próprias e proporcionam diferentes taxas de remuneração do capital investido. É bom lembrar que existe por trás de tudo isto o papel fiscalizador da CVM Comissão de Valores Mobiliários, que é o órgão responsável por normatizar às ações deste setor. Alguns profissionais de mercado costumam classificar a CVM como o xerife do mercado. Os títulos de renda fixa apresentam-se sob a forma de pós-fixado que seguem a taxa de Certificado de Depósito Interbancário CDI, seguindo a taxa SELIC. Configura-se como um investimento de menor risco e apresentam-se sob a forma de fundos DI, CDB pós-fixado e Letras Financeiras do Tesouro, Tesouro Direto. Já títulos de renda fixa pré-fixados, onde o investidor escolhe na hora da contratação a taxa de juros que irá remunerar o seu capital apresenta as opções de fundos pré-fixados ou de renda fixa, CDBs pré-fixados e Letras do Tesouro Nacional, Tesouro Direto. Existem outras modalidades de títulos de renda fixa, como títulos públicos, debêntures e por que não a poupança que se constitui no investimento mais procurado pela população nacional. Há investimentos em imóveis, que se constituem num negócio rentável, mas com pouca liquidez e depende de muitas variáveis demográficas para que o investidor possa auferir lucro. Há que opte por investir em ouro ou ainda em commodites. Com relação ao mercado de renda variável, pode o investidor optar por contratar os serviços de uma corretora para aplicar no mercado de ações, dólar, derivativos, opções entre outros. Os bancos de investimento também oferecem diversas opções deste tipo de investimento, apresentando fundos que se concentram em aplicações no Índice da Bolsa de Valores de São Paulo IBOVESPA, dólar, algumas companhias estatais entre outras. Porém a grande vedete do mercado atualmente no Brasil e que vem captando cada vez mais investidores é o mercado de home broker, ou seja, o investidor não precisa sair de sua casa para decidir sobre seus investimentos. Porém esta opção não é indicada para principiantes, ela requer muita experiência, coragem para enfrentar os riscos envolvidos na operação e uma dedicação diária de no mínimo três horas, para acompanhar as principais tendências do mercado, aproveitando com isso as melhores alternativas de investimento. 2.5 A PESQUISA De acordo com o questionário aplicado junto aos profissionais, conforme consta do anexo nº 1, foram obtidos os seguintes resultados e feitas as seguintes considerações: 1) DR. (A), O SENHOR INVESTE NO MERCADO FINANCEIRO ? O gráfico demonstra que independente dos tipos de investimentos a maioria da classe investe, só não o fazendo, como registram os documentos da pesquisa, quando a renda é insuficiente. 1.1 ) EM CASO POSITIVO: QUAL O TIPO DE INVESTIMENTO? Não diferindo da maioria da população brasileira, o odontólogo opta pela aplicação em poupança, dado relevante se comparado as respostas dos itens 1.1.2 e da pergunta 3, que tratam do aconselhamento e que registram que há uma forte tendência a seguirem orientações de não especialistas e orientações informais com colegas e parentes. 1.1.1) QUANTO PERCENTUALMENTE DE SUA RENDA MENSAL O DR(A). POUPA VIA MERCADO FINANCEIRO? A análise deste gráfico comprova o alto índice de investimentos, mas comprova o baixo percentual de direcionamento para tal, podendo demonstrar falta de planejamento. 1.1.2) ONDE O DR.(A) BUSCA ORIENTAÇÃO NO MOMENTO DE TOMAR UMA DECISÃO DE INVESTIMENTO ? Este gráfico é comprobatório da necessidade de uma orientação profissional especializada, explicando também o alto índice de aplicação em poupança e renda fixa (pergunta 1.1). 2) SE O DR. (A) RECEBER R$ 100.000,00 DE HERANÇA, COMO APLICARIA PERCENTUALMENTE ESTE VALOR NOS INVESTIMENTOS ABAIXO ? A análise dos percentuais aplicados e onde investidos, quando herdados, revelou-se diferentes da realidade exercida por um profissional num mesmo questionário quando o dinheiro é advindo de seu labor, comprovando assim que também entre os odontólogos o dinheiro é tratado de maneiras diferentes, com pesos e valores diversos. 3) O DR. (A) ACHA NECESSÁRIO TER UM ACONSELHAMENTO FINANCEIRO PROFISSIONAL NO MOMENTO DE DECIDIR SOBRE UM INVESTIMENTO? Aqui fica demonstrado que estes profissionais estão conscientes da necessidade de uma orientação profissional, abrindo uma oportunidade de negócio. 3.1) EM CASO POSITIVO O DR. (A) CONSIDERA QUE O GERENTE DE BANCO É O PROFISSIONAL INDICADO PARA LHE PRESTAR O ACONSELHAMENTO? A leitura da pesquisa deixa claro que mesmo aceitando o gerente de banco como seu orientador num percentual de 41,33% o odontólogo percebe ser uma orientação tendenciosa e que este não é o melhor profissional para orientá-lo, mas comprovando um comportamento de massa. 4) O DR. (A) CONSIDERA IMPORTANTE PARA A CARREIRA DE ODONTÓLOGO CONHECER FINANÇAS? Este certamente traduz e fundamenta a pesquisa realizada, pois através de um esmagador percentual, 98,67%, comprova a percepção da classe para a necessidade de buscar e ter uma orientação profissional especializada. 3.CONSIDERAÇÕES FINAIS Na busca da gestão financeira pessoal, a classe estudada demonstrou seguir estratégias aleatórias, sem um aprofundamento de conhecimento ou de utilização de orientador capacitado (personal finance) para gerir e orientar a acumulação de bens e valores que irão formar o patrimônio individual que é o objetivo primário do planejamento financeiro. A análise das respostas aos questionamentos levantados traçou um perfil de fácil percepção ao analisador. Onde se pode afirmar, sem medo de errar, que a maioria dos odontólogos de Florianópolis investe no mercado financeiro baseados, não antes em um planejamento, mas de forma circunstancial e sazonal. A que se salientar que a gestão financeira pessoal, ou familiar, não é de maneira alguma rígida ou inflexível. Ao contrário, cada um pode estabelecer metas para si próprio, mas há que se estabelecer metas e diretrizes a serem seguidas mesmo que necessitem serem redefinidas ou suspensas frente às variações econômicas pessoais ou do mercado financeiro do país. Estas considerações reforçam e corroboram para atender os anseios demonstrados pelos odontólogos ao afirmarem e acatarem a necessidade da orientação profissional especializada. Ficando assim em aberto uma lacuna, que se não demonstrasse o enorme risco financeiras a que estas pessoas estão expostas, poder-se-ia considerá-la positiva, pois abre um espaço de trabalho importante para os especialistas em finanças criarem produtos específicos para estes profissionais, tais como cursos sobre finanças, através da aplicação de cursos à classe ou ainda aconselhamento financeiro ( personal finance ), individuais ou via parceria com órgãos competentes. 4.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FORTUNA, E. Mercado financeiro produtos e serviços . 14. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001. SILBIGER, S. MBA em 10 lições. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998. DA SILVA, J. Análise financeira das empresas . 6. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2004. FRANKEBERG, L. Seu futuro financeiro . 6. ed. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1999. GITMANN, L. Princípios de administração financeira . 7. ed. São Paulo: Habra, 1997. KAHNEMAN, D. and TVERSKY, A. Prospect Theory: an analysis of decision under risk. Econometrica, v. 47, n. 2, p. 263-291, mar 1979. HALFELD, M., e TORRES, F. F. L. Finanças comportamentais: aplicações no contexto brasileiro. Revista de Administração de Empresas, v. 41, n. 2, p. 64-71, abr./jun 2001. LINTNER, J. The valuation of risk assets and the selection of risky investments in stock portfolios and capital budgets. Review of Economics and Statistics, 47, p.13-37, February 1965. MARKOWITZ, H. M. Portfolio selection. The Journal of Finance, 7, p.77-91, March 1952. MERTON, R. C. Theory of racional option pricing. 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ANEXOS INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS COMPORTAMENTO DE INVESTIMENTO NA CLASSE ODODNTOLÓGICA Nome do Profissional:........................................................................... Data de nascimento:.........../........./.......... Data da Graduação:.........../......../............ Pós Graduação:..................................................................................... E-mail:.................................................................................................... 1. Dr(a), o senhor investe no mercado financeiro? Sim ( ) Não ( ) 1.1 Em caso positivo: Qual tipo de investimento o Dr(a) costuma fazer? ( ) mercado de ações ( ) renda fixa ( ) poupança ( ) imóveis ( ) fundos de investimento ( ) moeda estrangeira ( ) fundos de previdência; 1.1.1 Quanto percentualmente de sua renda mensal o Dr(a) poupa via mercado financeiro? ( ) 5% a 10% ( ) 10% a 15% ( ) 15% a 20% ( ) 20% a 25% ( ) + de 25% 1.1.2 Onde o Dr(a) busca orientação no momento de tomar uma decisão de investimento? ( ) Pai / Mãe ( ) Colegas ( ) Gerentes de Bancos ( ) Jornais financeiros ( ) Mídia ( ) Profissional da área ( ) CorretoreS ( ) Intuição 1.2 Em caso negativo: Por quê? ( ) prefere outro tipo de investimento ( ) não dispõe de recursos para o investimento ( ) desconhece as opções ( ) não se sente seguro (quanto aos riscos) 2. Se o Dr(a) receber R$ 100.000,00 de herança, como aplicaria percentualmente este valor nos investimentos abaixo ? ( % ) residencial para uso próprio; ( % ) comercial para uso próprio; ( % ) Imóveis para locação (para ter renda com aluguel); ( %) Imóveis para especulação (esperança de que subam de preço) ( % ) Renda Fixa ( % ) CDB de curto prazo; ( % ) CDB de longo prazo; ( % ) Fundos de Investimento ( % ) Ações; ( % ) Poupança; ( % ) Moeda estrangeira ( % ) Fundos de Previdência; 3. O Dr(a) acha necessário ter um aconselhamento financeiro profissional no momento de decidir sobre um investimento? ( )Sim ( )Não. Por quê?........................................................................ 3.1 Em caso positivo a Dr(a) considera que o gerente de banco é o profissional indicado para lhe prestar o aconselhamento? ( )Sim ( )Não. Por quê?........................................................................ 3.2 O Dr(a) considera importante para a carreira de odontólogo conhecer finanças? ( ) Sim ( ) Não ( ) Nunca pensou a respeito

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