O comércio e a teoria da administração

Na atualidade o comércio predomina nos grandes centros urbanos, onde visualizamos as teorias da administração sendo aplicadas, das mesmas maneiras que foram usadas no inicio do século XIX

Mesmo depois de um século do surgimento das “Teorias da Administração”, ainda é possível encontrar na sociedade empresas que empregam o conceito de “Taylor”, onde as pessoas recebem por aquilo que produzem.

Tomando esse conceito e aplicando sistemicamente em outras áreas, como o comércio por exemplo, é possível identificar que as pessoas recebem pelo que vendem, ao contrário daquela época em que se recebia por produção.

Se comparado com o que acontecia no século XIX, esses funcionários trabalhavam por várias horas seguidas, muitas vezes sem folgas, para poder aumentar seu ganho, como definia Taylor, que a grande massa trabalhadora só se sentia feliz se tivesse um estimulo financeiro. “Quanto mais se trabalha, mais se ganha”. Isso levou muitos outros autores a definir essa classe proletária de “Homo economicus”, ou seja, aquele que trabalha somente pelo dinheiro.

Observando os dias atuais pode-se dizer que a maioria dos comércios empregam as teorias clássicas, cientificas e burocráticas. Algumas lojas de diferentes seguimentos, como lojas de roupas, sapatos, móveis, eletrodomésticos, drogarias, autopeças entre outras, mas que visam somente o lucro, independente de como alcançar, sem pensar nos funcionários que chegam a trabalhar mais de doze horas consecutivas, na maioria das vezes de pé.

Analisando com mais cautela, nota-se que as empresas inverteram o “modus o operandi”, onde os empresários cobravam cada vez mais vendas dos atendentes. De um tempo para cá criaram as chamadas metas, onde aqueles que alcançam o valor de venda estipulado, ganham “x” a mais e se não alcançam não ganham, alterando a responsabilidade para os próprios funcionários.

Muitas empresas acabam estipulando metas absurdas, fazendo com que os vendedores não consigam atingir o a meta e assim não precisam pagar as comissões, gerando descontentamento na equipe.

Algumas empresas adotam os chamados prêmios e bonificações, onde a cada etapa alcançada as equipes ganham um valor a ser divido entre eles, vales brindes, jantares e até viagens, mostrando que se preocupam com o bem estar das pessoas.

De um modo mais organizado, criaram processos onde cada um tem sua vez no atendimento, evitando assim desentendimentos entre os funcionários, que frequentemente acusavam um ao outro de “roubar” seu cliente, instituíram novos cargos como supervisor e gerente de vendas para que a cobrança por vendas seja cada vez mais eficaz.

Traçando um paralelo com as condições de trabalho de hoje com as do inicio do século XIX mostrado no filme “Tempos Modernos” e na série “Gigantes da Industria”, ocorreram mudanças significativas. Os locais se tornaram mais limpos e arejados, uso obrigatório de EPI´S (Equipamentos de Proteção Individual), foram criadas as chamadas CIPA´S (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), entre outras medidas criadas pelo próprio governo na tentativa de proteger os empregados.

Mesmo com todas essas melhorias alcançadas, ainda é possível ver nas empresas pessoas se afastando do trabalho por “LER” (Lesão por Esforço Repetitivo), como mostrado no filme de Chaplim.

Conclui-se que as teorias criadas por Taylor, Fayol e Weber para ajudar a aumentar a eficiência das indústrias nos meados de 1900, podem ser empregadas em qualquer ramo de atividade.

ExibirMinimizar
Digital