O coaching e os 8 Is do ciclo da imbatibilidade
O coaching e os 8 Is do ciclo da imbatibilidade

O coaching e os 8 Is do ciclo da imbatibilidade

O ciclo da imbatibilidade é uma metodologia que, atrelada ao processo de coaching, pode potencializar ainda mais organizações e pessoas

Você se considera uma pessoa criativa e inovadora? Costuma ser alguém que enfatiza mais as soluções em detrimento aos problemas gerados por uma determinada situação?

Se você respondeu negativamente para as duas perguntas acima, leia este artigo até o fim e ponha em prática a metodologia dos 8 Is do ciclo da imbatibilidade.

O ciclo da imbatibilidade é fruto de um conceito desenvolvido pelo engenheiro Anselmo Nakatani e, posteriormente, estudado pelos professores Américo Fialdini Júnior e Victor Mirshawka, cujo objetivo é conduzir as pessoas para a melhor tomada de decisões diante das circunstâncias organizacionais. A metodologia citada visa, dentre outros aspectos, contribuir com o estudo da inovação e criatividade à medida que possibilita uma melhor avaliação das alternativas trazidas por novas ideias.

As premissas dessa metodologia (iniciativa, informações, ideias, inovações, insistência, integração, implementação e introspecção) são de importante valor para o mundo organizacional, como também para a nossa vida pessoal, uma vez que criatividade e inovação serão as palavras de ordem nas organizações pós-gerencialistas. Para novas demandas, as antigas práticas corporativas já não servem mais.

Dito isto, vamos aos conceitos que cada premissa carrega.

Iniciativa: para Fialdini e Mirshawka, uma pessoa que tem iniciativa necessariamente traz em seu DNA três fatores – obrigação, autoridade e responsabilidade. A iniciativa ocorre quando se está motivado, quando se deseja a mudança, quando se tem velocidade para se atingir os objetivos pretendidos. O que as organizações pedem é que as pessoas tenham agilidade para se chegar às metas, sem esquecer do valor gerado para os usuários de produtos e serviços. Sendo assim, o indivíduo com iniciativa tem proatividade, é dinâmico, tem responsabilidade e sabe lidar com a urgência, sem relegar a criatividade e a inovação necessárias à solução de problemas.

Informações: na era da sociedade do conhecimento, gerenciar informações relevantes é extremamente estratégico. Para Fialdini e Mirshawka, o conhecimento adquirido com as constantes informações coletadas pelas organizações é um dos pilares para a criatividade e inovação na medida em que serve de ponto de partida para a análise de novos conhecimentos. Ver algo por outro ângulo nos permite dar novas interpretações ao que é "obsoleto". Ao superar antigos paradigmas, a informação é transformada em valor e, consequentemente, em vantagem competitiva.

Ideias: as ideias são essenciais para a criação de novos projetos ou para mudar rotinas organizacionais. Para tanto, as pessoas precisam ter uma mente visionária e imaginativa, além de contar com um ambiente que estimule a profusão constante de ideias. Logo, é imprescindível que as organizações alimentem a curiosidade e inspiração dos indivíduos, proporcionando a estes autonomia para arriscar.

Inovações: para que haja um ambiente propício à inovação, as organizações precisam responder algumas questões. A primeira fala sobre o que deve ser feito para transformar a invenção em inovação, ou seja, analisar as oportunidades para que as novas ideias sejam eficazes e pragmáticas; a segunda questão fala sobre o que não se deve fazer quando se busca a inovação - é desaconselhável querer que as ideias novas sejam abrangentes, complexas ou inteligentes ao extremo; a terceira questão aborda quais condições são necessárias para se chegar à inovação (iniciativa, informações precisas, ideias, foco nos pontos fortes da organização, além de visar às necessidades do mercado).

Insistência: esta premissa está relacionada à mudança de comportamento, atitude, em relação ao novo. Para superar a resistência à novidade, a pessoa criativa precisa ter vontade de fazer, além de saber que questionamentos e erros são inevitáveis durante o processo de aperfeiçoamento de produtos e serviços. A maneira mais adequada para eliminar objeções à inovação é dar explicações que justifiquem as mudanças que se deseja implantar, fazendo perguntas ou mesmo dando respostas específicas e com segurança, somada à capacidade de influência positiva sobre os stakeholders (poder de liderança) na "venda" do novo projeto.

Integração: de nada adianta ter boas ideias se as mesmas não caminham juntas. Dito isto, a integração é necessária para que haja entendimento das pessoas envolvidas no novo projeto, bem como gerar credibilidade no processo de inovação e criatividade, cujo objetivo é o maior fluxo de informações relevantes, geradoras de conhecimento e eficiência, além da diminuição de resistências. Segundo Fialdini e Mirshawka, pode haver também a desintegração dentro das organizações quando: as informações são sempre as mesmas; as informações são esquecidas; as informações causam indignação ou irritação; surgem fatos inesperados; não há análise de cenários e as mudanças são imperceptíveis.

Implementação: esta premissa diz respeito à realização do projeto que foi planejado e das ações desenvolvidas. De certa forma, a implementação é uma fase de convencimento, sendo preciso conquistar a confiança das lideranças organizacionais. Esta premissa requer que as pessoas envolvidas estejam motivadas, cientes do seu trabalho em equipe e empoderadas (aqui entra em cena o processo de Coaching como metodologia a proporcionar aumento de performance e novas soluções para antigos problemas).

Instrospecção: passadas as fases anteriores, cabe agora a avaliação do que foi realizado. Esta premissa é considerada a fase do feedback. sendo colocadas em jogo perguntas como: as ações realizadas foram adequadas? Os clientes internos pensam nos processos implantados? Os novos produtos ou serviços atenderam a contento os clientes externos? Se estes questionamentos não forem satisfatórios, é hora de reordenar, reestruturar, refazer produtos ou processos, visando ao maior equilíbrio entre os riscos e as certezas diante da jornada de inovar nas organizações.

Atrelado ao ciclo da imbatibilidade, o processo de Coaching funciona como a mola propulsora para o empoderamento dos indivíduos nas organizações, instruindo-os com ferramental importante para a implementação de mudanças corporativas, e aqui é incluída uma maior abertura para o processo de inovação e criatividade, objetivando, portanto, maior vantagem competitiva.

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