O Casamento Profissional

Por Nathalia Gaddini Mais importante do que as competências técnicas adquiridas na carreira, muitas empresas valorizam o perfil comportamental do candidato e buscam as afinidades necessárias para construir uma relação de sucesso.

Mais importante do que as competências técnicas adquiridas na carreira, muitas empresas valorizam o perfil comportamental do candidato e buscam as afinidades necessárias para construir uma relação de sucesso.

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Façamos analogia a um casamento: um primeiro encontro que pode ou não vir a ser um relacionamento, no qual ambas as partes, neste caso a empresa e o candidato, almejam atingir uma relação sadia e duradoura.

Nesse primeiro encontro a cordialidade é imprescindível. A empresa tem interesse em conhecer um pretendente que tenha afinidades com ela. Busca envolver o candidato, para que ele aja naturalmente, sem máscaras. Limita-se a fazer poucas perguntas e ouvi-lo atentamente. Suas respostas são analisadas de modo que permita ao entrevistador prever seu comportamento futuro com base em ações realizadas no passado. Como em um encontro inicial, a empresa quer saber se encontrou a sua cara metade.

O candidato tem essa mesma expectativa desse encontro: conhecer uma empresa pela qual se interesse para então formalizar o tão sonhado casamento perfeito. Quando os pretendentes encontram uma boa oportunidade de emprego sabem que serão observados em todos os sentidos.

Nós, profissionais da área de Gestão de Pessoas, gostamos de candidatos observadores e questionadores. Pessoas inconformadas e dispostas a empreender o novo. Costumamos dizer que buscamos profissionais flexíveis, que trabalham bem em equipe, saibam solicitar e oferecer ajuda, tenham um bom relacionamento interpessoal, sejam curiosos pelo aprendizado constante, inovadores e interessados em atuar por um propósito.

Quando ambas as partes se encontram para atingir esse bem comum é chegado o momento do SIM. As expectativas são alinhadas e o compromisso é selado com a contratação do candidato. A partir daí a relação entre a empresa e candidato está só no começo.

Por vezes, a relação exige mudanças significativas de comportamento do candidato, devido a cultura organizacional ou às adaptações aos diferentes estilos de liderança. Contudo, para que o novo colaborador se desenvolva no dia-a-dia desse "casamento", fazendo com que o negócio também prospere, é fundamental que o novo "casado" jamais perca sua essência ou deixe de agir com prudência. O respeito por seus princípios e valores pessoais e também os da organização é o que mantém a relação equilibrada e sustentável no longo prazo.

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