O ambiente organizacional e as relações no desempenho ético-profissional

Como profissional no ambiente do emprego, na própria condição de empregado, o profissional subordina-se a um poder patronal , a uma condição especial de relacionamento obediente, e que exige subordinação de vontades. Neste ambiente, a perspectiva de perda do emprego produz a vontade de preservá-lo, de praticar o que lhe é comandado, e de como o empregado realiza uma tarefa mesmo consciente de que não é a melhor, ou perde o emprego ou até sua condição de sobrevivência

O ambiente organizacional e as relações no desempenho ético-profissional.

A atuação profissional em suas relações de trabalho, acontece nos seus diversos aspectos, como:

1- Empregado, particular ou público

2- Sócio de uma empresa fechada

3- Autônomo, individual e coletivo

4- Sócio de uma empresa consorciada

5- Participante de uma empresa multinacional

6- Sócio dirigente de uma empresa aberta. Nos diversos ambientes citados, as relações são definidas, exigindo condutas compatíveis.

O autor do livro Ética profissional, Antonio Lopes de Sá, faz uma referência a cada ambiente da seguinte forma: Como empregado ou colaborador da empresa pública ou privada, o profissional deve seguir uma linha de dependência hierárquica, e pode ocupar cargos consultivos, diretivos ou só executivos. Pode ainda ser empregado de empresa particular ou de instituição pública.

Como autônomo, o profissional exerce diferentes tipos de tarefa e exerce uma ampla liberdade no campo da vontade. Como sócio de sociedade fechada, empresa familiar, por exemplo, apesar de possuir o poder de decisão e de controle, tem também uma conduta empresarial a cumprir, ou seja, a sua vontade deve ser exercida em harmonia com o conjunto. Essa harmonia que precisa existir em uma sociedade profissional, que obriga a uma solidariedade, inclusive a aceitar atos que podem contrariar a vontade de um sócio, mas que não contrariam ao da maioria que vem com o poder de decisão. Como sócio de uma sociedade aberta ou multinacional, tem pouca autonomia, por conta da dependência de muitas estruturas dessas empresas multinacionais.

As diversas variações de ambiências organizacionais, tornam complexo o quadro da conduta humana. No entendimento de Lopes de Sá “quanto mais a pessoa humana venha a perder sua importância para uma organização, tanto menos ética poderá ser sua atuação, pois enfraquece sua condição de vontade”. Para Lopes de Sá, não é o que beneficia só a um grupo que pode ser considerado como conduta ética, o que pode favorecer grupos pode prejudicar a maioria.

O próprio ambiente de trabalho pode influenciar sobre a atuação do ser humano, mas a conduta só será de teor ético se for virtude em si. Como profissional no ambiente do emprego, na própria condição de empregado, o profissional subordina-se a um poder patronal , a uma condição especial de relacionamento obediente, e que exige subordinação de vontades. Neste ambiente, a perspectiva de perda do emprego produz a vontade de preservá-lo, de praticar o que lhe é comandado, e de como o empregado realiza uma tarefa mesmo consciente de que não é a melhor, ou perde o emprego ou até sua condição de sobrevivência. Mesmo aquele profissional autônomo, um contador, por exemplo, poderá ser comandado para realizar determinados lançamentos que interessam à Diretoria, mas que pioram a qualidade técnica administrativa. O empregado, como profissional, tem sua ética voltada ao compromisso com as finalidades empresariais ou instituições específicas, e em especial dentro dos limites de sua responsabilidade e autoridade.

O emprego consome grande parte de nossa vida, por isso trabalhar para apenas se remunerar quase sempre compromete a qualidade do serviço. E ainda corre o risco do empregado permanecer na zona de conforto, acomodado, acreditando que não vai perder aquele emprego tão bem remunerado.

O emprego deve se transformar em um estímulo de vida para o profissional , de modo que este se identifique com ele e suas virtudes de berço passam a ser transplantadas por toda sua tarefa , e com a preocupação de sempre fazer o melhor.

Muitos são as virtudes de um profissional competente, e são indispensáveis ao exercício ético competente, seja qual for a entrega do serviço, pois “ninguém é obrigado a aceitar um empenho profissional, mas se obriga ao aceitá-lo”.

O importante é que não falte todo o esforço e cuidado para que o serviço do profissional se exercite em favor do cliente, mesmo em condições adversas. A entrega dos serviços exige qualidade, e preço marcado no tempo certo e no momento certo, com a plena satisfação garantida.

ExibirMinimizar
aci baixe o app