O Âmago da Crise

As bases racionais da modernidade foram minadas pelo relativismo e perderam a beleza do seu individualismo.

Ouso-me parafrasear o dileto Carlos Alberto Di Franco que sabiamente afirmou que há no cerne da crise uma profunda raiz ideológica que muitos intelectuais escamoteiam sua verdadeira lógica. Na verdade, as bases racionais da modernidade foram minadas pelo relativismo e perderam a beleza do seu individualismo. Rompeu-se, dramaticamente, o nexo de união entre vontade e razão, deixando muitos sem nenhuma ação. Dessa forma, as pessoas passaram, no seu comportamento prático, a confundir gosto com vontade, sem conseguir captar as profundas diferenças existentes entre ambos e acabaram por perder sua individualidade. Por isso cada vez mais o gosto, o capricho, o prazer (incluindo as suas manifestações mórbidas e doentias) passaram a impor sua força cega, tudo vale para viver suas loucas utopias.

Um dos traços comportamentais que marcam a decomposição ética da sociedade é, efetivamente, o desaparecimento da noção da existência de relação entre causa e efeito que casou o desvanecer do que é direito. A responsabilidade, consequência direta e lógica dos atos humanos, simplesmente desapareceu, temos saudades do seu apogeu. O fim justifica os meios, sempre; isso é a mentalidade do inconsequente.
Trata-se da consequência lógica do raciocínio construído de costas para a verdade e para a ética que nos conduz a uma triste estética. O político não tem limites na busca do poder, todavia há interessados em este ciclo romper. O burocrata avança no dinheiro público e se utiliza de um discurso deveras muito lúdico. E alguns empresários vendem carne estragada para aumentar a lucratividade do negócio, enquanto outros lutam para sair do seu ócio. É terrível, mas é assim.


A desestruturação da família está também no miolo do caos social. É no âmbito da família que se desenvolve o cidadão honrado que no mundo atual vive deveras preocupado. E é na sua ausência que cresce a sombra da futura delinquência. Não é difícil imaginar em que ambiente familiar terão crescido os integrantes de gangues que se divertem assaltando o Estado, roubando a sociedade e esbofeteando o sofrimento do cidadão que labuta diariamente para conquistar seu pão.


Se não houver uma profunda renovação moral da sociedade, seguiremos a deriva em alto mar ou até uma revolução silenciosa começar. As análises dos especialistas esgrimem inúmeros argumentos, embora ocultem muitos de nossos sentimentos. Fala-se de tudo. Menos das raízes profundas da crise: o relativismo ético, a ausência de limites, a impunidade e a ruptura da família, sem a qual não se desfruta da verdadeira alegria. Mas o nó está aí. Se não tivermos a coragem e a firmeza de desatá-lo, assistiremos a uma espiral de comportamentos criminosos e antiéticos sem precedentes e o aumento frequente de futuros delinquentes.


Sem uma profunda renovação moral da sociedade seguiremos arando no mar e isso me causa um grande mal estar.


Embora exista uma falta de esperança seria interessante que houvesse um partido que nos trouxesse o ideal requerido:

Que nos abrisse um sorriso
Que nos dissesse que a liberdade veio para ficar
E certamente lhe seríamos muito agradecido
Pois a nossa individualidade iria aflorar

Algo Novo
Para sermos Novo
E pudéssemos dizer: Eu sou Novo
Não podemos a realidade negar

Liberdade com responsabilidade
Riqueza e prosperidade
Agência individual sem igual

Menos falso coletivismo
Mais empreendedorismo
Mais liberalismo

Menos burocracia
Mais alegria
Reine a meritocracia

Menos governo
Menos errros
Mais acertos

Utilizando-se de boas práticas
Desenvolvendo uma nova sistemática
Solucionado toda problemática.

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