Café com ADM
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O advento do comércio eletrônico e a resposta da ECT

Mais do que em qualquer tempo, as empresas estão num processo de transição inevitável. Não basta somente satisfazer necessidades. É necessário buscar novos mercados e novas oportunidades, não ficando alheio às necessidades dos seus clientes. Os negócios virtuais criaram aquilo que se chama de Nova Economia. Esta nova forma de relacionamento comercial vem propor uma nova forma de empresa, de cliente, de visão do negócio e, portanto, de marketing. Marketing quer dizer mercado em movimento, e nada pode ser mais movimentado do que o mercado virtual. O que se tem hoje como verdade absoluta, pode amanhã ser classificado como obsoleto. A internacionalização dos processos produtivos sempre afetou as operações de comércio que antecederam a era do Marketing. As transações de importação de especiarias do Oriente, as atividades de comércio no Mediterrâneo, as companhias de navegação, o comércio de produtos primários ocorrido durante o período do colonialismo e o domínio dos países industrializados sobre as importações de matérias primas e seu controle das exportações de bens de consumo, máquinas e bens duráveis devem ser considerados como as primeiras expressões do fenômeno denominado nos anos 80 e 90 como Globalização e que a partir daí, ganhou maior intensidade, sobretudo em função dos mercados financeiros e das redes de informação. Ela modificou as dimensões geopolíticas de continentes, nações, estados e países causando alterações substanciais nas relações entre os participantes destes grupos. Talvez a mais antiga atividade humana que aproxima e mantêm pessoas associadas - além das relacionadas ao amor e à reprodução da espécie - seja o comércio. E comércio nada mais é que a troca de mercadorias ou serviços por moeda, por outras mercadorias e serviços ou por promessas de dinheiro. E a forma mais contemporânea do comércio se dá por meio da intensificação do uso de tecnologia, a qual abriu caminho para o comércio eletrônico. É a realização de operações tradicionais de compra e venda (ou movimentação de valores financeiros) de uma forma mais rápida, segura e barata do que seria possível sem a utilização dos recursos da telemática. Na verdade, já se pratica o comércio eletrônico há muitos anos, apenas sem utilizar este nome. Sempre que se compra com cartão de crédito, encomenda mercadoria ou aceita pedidos por fax, efetua pagamentos com cheques eletrônicos ou pedidos por telefone ocorre um comércio eletrônico. O que ocorre é que muitas destas inovações (como fax, caixa automático ou cheque eletrônico) levaram décadas para se firmar em nosso país ou no cotidiano das pequenas e médias empresas. O fato é que a trilha de transações digitais que o mundo está criando e transformando está se solidificando. O amadurecimento de um processo faz com que suas falhas diminuam até que tudo se torne corriqueiro, uma experiência comum na vida das pessoas, tanto quanto emitir cheques ou comprar por telefone. Tudo é uma questão de tempo e confiança. E quando falamos em confiança, no comércio eletrônico ela é depositada ainda hoje, principalmente em empresas tradicionais de varejo, que possuem lojas de tijolo, uma base sólida a quem se possa recorrer. O progresso das telecomunicações e o surgimento da Internet pressupunham o fim da importância dos serviços dos Correios e o que ocorreu foi exatamente o contrário. Este desenvolvimento abriu novos focos de negócios, entre eles o comércio eletrônico e a entrada na ECT nesse nicho. Os bens podem ser comprados a qualquer hora e em qualquer lugar do mundo. Mas o transporte e a entrega física dos bens adquiridos continua indispensável. A capilaridade e estrutura logística dos Correios, sem falar na experiência na prestação de serviço de Reembolso Postal, que pode ser considerado o avô do comércio eletrônico, permitem a prestação desse serviço com qualidade inigualável. A forma de comercializar pode ter sofrido importantes modificações, mas a entrega do bem adquirido, em sua essência, não mudou nadinha. Pelo menos até que o tele-transporte se torne realidade.
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