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O administrador funcional e os seus 12 talentos

Notamos que esta escala de exigência civilizatória "desqualifica" quase 90% dos atuais perfis de administradores de tecnologia e engenharia (o que dirá o perfil de administradores públicos, ou o de administradores privados mentalmente preguiçosos?)

No futuro breve, então, a exacerbação em escala geométrica das crises locais e globais fará com que as soluções de problemas devam ser eficazes e duradouras – com utilidade, funcionalidade e austeridade – em todos os campos da atividade humana.

Uma falha será um escândalo e ajudará a provocar catástrofes. Muitos administradores classe mundial preconizam metas como falha zero, ou ocorrências de disfunções restritas à PPM - Partes por milhão, em ordem de 1 PPM a 10 PPM (ou 0,0001% a 0,001% - convertendo para porcentagens).

Notamos que esta escala de exigência civilizatória "desqualifica" quase 90% dos atuais perfis de administradores de tecnologia e engenharia (o que dirá o perfil de administradores públicos, ou o de administradores privados mentalmente preguiçosos?).

Os governos tem trabalhado mais com as “3 desgraças humanas”, em seu nível de responsabilidade, do que as empresas, as ONGs e a comunidade – (1) ignorância, (2) baixa qualificação e (3) má fé.

Os escândalos sucessivos que os governos exibem, para a sociedade, decorrem de uma deficiente “célula de cooperação” que são como prestadores de serviços aos contribuintes, e como utilizadores constante das “3 desgraças humanas”. Muito pouco dá certo em suas ações executivas e as raízes de fundo, das suas causas, estão relacionadas na inépcia de formar boas “células de cooperação”.

Um dos conceitos importantes para início de um bom fluxo cooperante está correlacionado com as “janelas de observação” dos indivíduos em suas jornadas existenciais e coletivas:

(1) o indivíduo sabe e o grupo não sabe,

(2) o grupo sabe e o indivíduo não sabe,

(3) o indivíduo e o grupo sabem e

(4) o indivíduo e o grupo não sabem.

A fruição da lógica de solução de problemas dentro da “célula de cooperação” adquire um fluxo mais intenso quando os elementos cooperantes – indivíduo e grupo – têm plena consciência da “janela de JOHARI”, matriz do conceito anteriormente referido.

A falta dessa consciência provoca o temor das especulações, das falácias e dos sofismas e induzem à alguma calamidade crítica ou catástrofe mais à frente – médio e longo prazos.

As próximas gerações irão confrontar-se com a “vingança da natureza ou da retaliação social”, tendo como legado tudo de falso e fraudulento que se adotou na utilização das “3 desgraças humanas” em “células de cooperação” que falsearam seus talentos e confinaram o destino coletivo às trevosas conseqüências de tais atos omissivos – em atos dolosos ou culposos.

Deus tudo vê e tudo sabe! Assim não se escapará da retificação das coisas e da retidão de caráter a que as almas serão convocadas.

A “parábola dos talentos” – de Jesus – tem o total fundamento na sentença de “muitos os chamados e poucos os escolhidos”, onde a negligência e a omissão são de fato os mais hediondos “pecados” que se faz com a humanidade.

Os talentos são para uso correto dos seus portadores, mesmo que se tenha um apenas – não podemos enterrá-los e simplesmente devolvê-los ao senhor.

Quase todos sonegam seus talentos e desconhecem a si mesmos obnubilando as suas visões de contribuição – daí os poucos escolhidos.

As “células de cooperação” funcionarão em plenitude quando, além de utilizarem os talentos agregados dos seus indivíduos, tiverem um nivelamento adequado em relação às técnicas mentais de solução de problemas, sem haver a presença das “3 desgraças humanas”.

Desde os anos 1960 os administradores japoneses implementam as equipes de solução de problemas. Elas visam eliminar todas as disfunções técnicas, humanas, econômicas, ambientais e sociais.

Criaram os CCQs – Círculos de Controle da Qualidade, para operários e técnicos e os TQs – Times da Qualidade, para técnicos, engenheiros, administradores e cientistas. E tais grupos trabalham em laços de colaboração e cooperação, tanto entre setores em ordem de fluxo, quanto em escalas de hierarquias.

Existem técnicas mentais de solução de problemas que estabelecem os procedimentos científicos de diagnósticos, análises de dados e fatos e as resoluções viáveis de tais problemas.

Observando na literatura referente a estrutura japonesa da administração e engenharia, com enfoque nas equipes de solução de problemas – de empresas japonesas e brasileiras - pudemos distinguir a presença de talentos cabalísticos e que quando existentes, dentro das “células de cooperação”, em menor ou maior completude podem favorecer soluções menos ou mais eficazes, respectivamente.

Os talentos cabalísticos, assim denominados, são exatamente 12 (doze), daí a conotação “cabalística”.

Jesus teve 12 apóstolos e 12 são os signos do zodíaco. Cada apóstolo era de um signo e isso nos arremete à constatação de uma “sabedoria celeste” presente nos enredos históricos da existência humana no planeta terra.

A cada signo um talento, e suas derivações de proximidade com os agentes zodiacais de outros signos, produz matizes de talentos dentro de um mesmo signo – mas haverá sempre um mais marcante para um mesmo signo.

Quais seriam esses talentos? São discerníveis dentro das atividades humanas? Citaremos os talentos sem fazer referência ao signo correspondente, para evitar polemizar os enquadramentos usualmente adotados. E a ordem de citação dos talentos não tem a ver com maior ou menor importância dos mesmos:

Talentos presentes nas “células de cooperação”:

1. Animador que mantém o impulso contínuo de realização das tarefas – agitador que não deixa esmorecer.

2. Controlador das aquisições cognoscíveis e dos dados – zelador do saber.

3. Interpretador das ambigüidades que agiliza a compreensão – tecelão que faz a trama do saber.

4. Criador inventivo de argumentos intuitivos e racionais – guia dos caminhos que levam ao saber.

5. Quebrador de paradigmas cristalizados e invisíveis – apontador de caminhos que levam ao saber.

6. Harmonizador de temperamentos que confere equilíbrio nas relações - embaixador das condutas.

7. Destruidor, em contestações permanentes, de consensos de fácil aceitação – criador da “fênix”.

8. Realizador das tarefas e das obras – obreiro que justapõe pedra sobre pedra.

9. Condutor que articula a ordem das coisas – governador do rumo ao saber.

10. Mentor e guardião dos princípios e dos significados – guardião dos códigos.

11. Dosador que dimensiona a intensidade e a medida das coisas – aferidor das grandezas.

12. Comunicador que relata a conformidade das tarefas e das obras – relator do saber e dos códigos.

Um vigoroso sistema de seleção de Recursos Humanos nascerá para podermos identificar a presença desses talentos nos indivíduos cooperantes, conduzindo a um processo de revisão da metodologia ortodoxa de recursos humanos.

Não deveremos admitir um método que execute expurgos ou que venha a criar crenças preconceituosas, mas aquele que seja capaz de fazer a classificação dos talentos e sua distribuição equilibrada dentro da empresa, da comunidade e dos governos.

Não vale apenas o gênio do saber, mas um conjunto de talentos cooperantes à solução de problemas comuns e crônicos, que se não forem resolvidos poderão desencadear uma progressão geométrica ou exponencial em suas funções que conduzirão às catástrofes e às crises.

O mundo está caminhando para o colapso! Uns afirmam.

Outros dirão que ele está sob controle e em breve as progressões manifestas estarão se normalizando. Quem está nos enganando?

Nessa questão há uma farta literatura que o homem comum desconhece, além das novas gerações, – que herdarão a terra -, e que seu destino está em risco.

Se só o gênio não basta, será preciso que o homem simples tenha respeitado o seu direito humano de saber que seu mundo está “doente”, para poder contribuir com seus outros talentos que não o de “plenipotenciário de conhecimento”.

O mundo precisa não só dos PHDs, dos MBAs e dos Masters.

Vimos que muitos talentos estão sendo relegados, e cheios do princípio moral que complementa o princípio intelectual.

Em Roma antiga a presença do centurião significava a presença de uma centúria – milícia de 100 soldados – e assim a “célula romana de guerra” tinha uma distribuição de ordem, talentos e recursos. É óbvio que quanto mais capacitação, e escolaridade houver, teremos soluções mais sólidas e duradouras, mas devemos dar a notícia das progressões aos mais simples para que possam dar a sua contribuição talentosa e de sua individualidade cooperante - fora da cooperação não haverá salvação.

O maior ato humano de “caridade” será o das comunidades, e ONGs, exigirem dos governos, por meio de um sistema político mais humano, a minimização acelerada do uso das “3 desgraças humanas” e a estimulação incondicional do desenvolvimento das “células de cooperação”.

A “célula de cooperação” original só ocorreu na era cristã com o advento missionário de Jesus e seus 12 apóstolos. A missão de levar às 12 tribos de Israel, a mensagem do cristianismo, está rica da prática dos 12 talentos. E o maior exemplo da mais avançada aplicação do conceito de “cooperação” ocorreu há 2000 anos, com a peregrinação de Jesus.

Pelas profissões dos apóstolos podemos deduzir as características predominantes que o senhor recorreu para fecundar a terra com seu sublime conceito de amor.

Na era moderna, com a tecnologia exacerbada e idolatrada, as equipes de solução de problemas revelam um perfil semelhante ao da “célula de cooperação” original. E implementar o cristianismo foi uma sucessão interminável de solução de problemas – em processo mental intuitivo e fervoroso – sem a cientificação ou o cientificismo hoje presente nas empresas.

Mas – “onde um ou mais estivessem em seu nome ele estaria entre eles”, de Jesus – o modelo original da “célula de cooperação” impregnou-se e fruiu solenemente entre tribos e gerações anunciando sua validade para a libertação das almas – dos homens – e das mazelas humanas.

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