Novo recorde - 57,3 milhões de brasileiros encontram-se endividados

A inadimplência no país bateu novo recorde, 57,3 milhões de brasileiros encontram-se endividados, este número corresponde a 39% da população adulta do país. Somente em 2015, houve o aumento de 2,7 milhões de novos devedores, que juntos devem no mercado a soma de R$ 246 bilhões. Como causa, predomina o cenário econômico bastante adverso à quitação das dívidas do consumidor

A inadimplência no país bateu novo recorde, 57,3 milhões de brasileiros encontram-se endividados, este número corresponde a 39% da população adulta do país. Somente em 2015, houve o aumento de 2,7 milhões de novos devedores, que juntos devem no mercado a soma de R$ 246 bilhões. Como causa, predomina o cenário econômico bastante adverso à quitação das dívidas do consumidor.

Já as empresas, respondem hoje por 4 milhões de CNPJs inadimplentes, se comparado a janeiro deste ano, houve um aumento de 14% no número de pessoas jurídicas com dívidas no mercado. Essas empresas perfazem o total de R$ 91 bilhões em contas atrasadas.

As empresas, especialmente indústrias voltadas ao consumo interno e micro e pequenas empresas têm sofrido mais dificuldades em manter suas contas em dia. Como justificativa principal temos a queda no PIB, o endividamento do consumidor e a alta do dólar, que tem provocado uma maior dificuldade na manutenção de suas contas.

O consumidor, por sua vez, pressionado pela diminuição do poder de compra, devido á elevada taxa de inflação, com dificuldade na tomada de novos créditos, provocada pelo aumento das taxas de juros, e por fim, devido à menores condições do mercado de trabalho e com o aumento do índice de desemprego, este consumidor têm experimentado um ambiente econômico ainda mais difícil de ser controlado. Por descontrole nos gastos, ou por situações diversas, o que temos é um consumidor com incapacidade de gerir sua renda e suas despesas, não conseguindo fechar as contas no final do mês.

Nesse contexto, não resta outra alternativa ao consumidor além de rever imediatamente seu nível de consumo, buscar ter novamente sua renda nas mãos, adiar novas aquisições de bens, para somente no futuro, voltar a consumir. E este é o ciclo que estamos vivendo: um consumidor endividado, adiando o consumo e provocando o desaquecimento do mercado; em uma constante baixa de venda, as empresas também passam a ter maior dificuldade em deixar suas contas em dia.

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A INADIMPLÊNCIA

- 63,5% das famílias brasileiras alegam estar endividadas; destas, 23,1% afirmam que já estão com suas contas atrasadas, e destas, 8,6% alegam não ter mais condições de quitar suas dívidas.

- Nos últimos 12 meses houve um aumento de 20,3% no número de famílias com contas em atraso e um aumento preocupante de 45,7% no percentual de famílias que afirmam não ter mais condições de quitas suas dívidas.

- Comércio de alimentos e bebidas, vestuário, veículos, peças e segmentos eletrônicos representam 46% dos inadimplentes.

- Principais motivadores da inadimplência: 77,9% descontrole com os gastos no cartão de crédito; 16,8% dívidas com carnês em lojas; e 13,7% referente a atrasos no pagamento de financiamento de veículos.

- Houve um aumento de 12,5% nas pendências com as contas de serviços básicos como água e luz.

- 48,17% do total das dívidas existentes correspondem à pendências bancárias.

- 49,43% das dívidas em atraso no país advém de consumidores entre 30 e 49 anos. Considerando ainda um aumento de 10,92% de inadimplentes com idade superior a 65 anos, e uma queda de 8,95% no número de consumidores inadimplentes com idade entre 18 e 24 anos.

- 42,9% dos inadimplentes possuem contas vencidas há mais de 90 dias.

- Com o empresário varejista mais cauteloso diante da tomada de crédito, o comércio teve um dos menores índices de aumento deste ano, ficando com alta de apenas 0,85%.

- Dos cheques emitidos no mês de julho deste ano, 2,29% deles foram devolvidos por saldo insuficiente, um total de 1.295.541 cheques.

- 71% dos consumidores inadimplentes estão incluídos no cadastro por mais de 12 meses, uma maior alta dos últimos anos, apontando de fato a maior dificuldade do consumidor em quitar suas dívidas antigas.

- A região sul conta hoje com 8,8 milhões dos brasileiros inadimplentes.

- A região norte é a que possui o maior índice de inadimplência, totalizando 46,3% da sua população adulta.

DICAS PRÁTICAS PARA O CONSUMIDOR INADIMPLENTE:

- Primeiramente: de forma alguma assuma novas dívidas;

- Faça um levantamento de tudo o que possui de contas a pagar;

- Separe as contas básicas como aluguel, luz, água e alimentação e procure a todo custo, manter estes compromissos em dia;

- Faça um levantamento das contas que se encontram em atraso;

- Procure o credor, ou a empresa. Dê uma satisfação quanto ao seu interesse em quitar o débito. Se possível, já faça uma renegociação da dívida.

- Pague e renegocie primeiro as dívidas com juros maiores.

- Se possível, busque uma segunda renda para auxiliar na quitação dos débitos.

- Se possível, venda algum bem de valor e utilize essa entrada de dinheiro para quitar alguma dívida.

- Mesmo que com valores mínimos, pague constantemente alguma parte de suas contas atrasadas.

- Mantra positivo para o consumidor inadimplente: Meu crédito é o meu maior patrimônio. Por isso não permita perder seu crédito, ele é o melhor facilitador na realização de sonhos.

DICAS PARA O EMPRESÁRIO DIMINUIR O RISCO DA INADIMPLÊNCIA

- Diante da concessão de crédito, exija sempre dados atualizados.

- Solicite comprovantes de endereço e folha de pagamento do último mês.

- Se seu índice de inadimplência está em forte alta, busque outras alternativas de venda, prefira trabalhar com ofertas e descontos à vista.

- Consulte sempre o Sistema do SPC antes de vender á prazo.

- Reduza o número de parcelas oferecidas para pagamento da compra e evite vender sem entrada.

- Caso, após efetuar a análise de crédito, a conclusão sobre o risco da venda for excessivamente alto, negue a venda.

- Diante da inadimplência: Cobre! E inclua imediatamente os dados do devedor no Sistema do SPC.

- Mantra positivo para a empresa diante do risco da inadimplência: Vender mais nem sempre é vender melhor. Por isso venda melhor, pois as empresas sobrevivem e se desenvolvem não daquilo que vendem, mas sim daquilo que recebem.

Fonte de dados: SPC Brasil, CNC e Serasa Experian.

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