No que você sonha como legado pessoal?
No que você sonha como legado pessoal?

No que você sonha como legado pessoal?

Em inglês, a ideia de "moonshot" (tiro em direção a lua) traduz um projeto grandioso e de legado para cada um

Um moonshot (tiro em direção a lua, em tradução livre), de acordo com a onisciente Wikipedia, é um “projeto ambicioso, exploratório e disruptivo que é assumido sem expectativas de lucro ou benefícios em curto prazo, muitas vezes também sem uma investigação real de riscos potenciais ou dos benefícios”.

Em outras palavras, é um objetivo no longo prazo com a esperança de sucesso mas ao mesmo tempo com a consciência que nem todos os resultados estão sob o nosso controle.

Fiquei pensando sobre isso enquanto lia uma série de “propostas de moonshot” de pessoas que trabalham em grandes projetos.

A seleção inclui muito sobre o que você pode encontrar no caminho (tem muito relatos sobre ambição, projetos nobres, especialmente nas áreas de ciência e tecnologia). Meu favorito, no entanto, é o de Tyler Cowen, que frequentemente traz uma perspectiva fora do comum ou única. Ele começa seu texto definindo o seguinte:

“Minha meta é ser o economista que teve mais sucesso ao usar a internet como uma plataforma de compartilhamento do conhecimento. Como vejo, a internet está mudando tudo e a maioria dos intelectuais (pessoas de negócios também) continua subestimando a importância dessa realidade”.

Ele então demonstra uma série de pontos em que contribui na busca do objetivo dele. Para ser específico, ele escreve diariamente no seu blog (há 14 anos e contando!), produz um canal do YouTube que é popular, publica livros a cada dois anos, organiza conversas com outros intelectuais etc. Os itens específicos dessa lista não são tão originais. O interessante é a perspectiva temática que cada um deles está alinhada, assim como a consistência com que Tyler os produz. (De novo: um blog diário há 14 anos!)

A ideia dele é similar à minha no sentido de que não estou tentando realmente ir até a lua ou fazer algo extraordinariamente disruptivo. O valor disso, e em certo sentido a intangível essência da atitude, recai na devoção consistente e coletiva de criar.

Por muito tempo o meu moonshot era visitar cada país no mundo. Quando atingi aquele objetivo (sem nunca ir à lua — afinal ela não é um país) tive que arrumar o que fazer em seguida.

Continuo trabalhando na minha lista e nos últimos dois anos tenho focado em remover alguns itens dela ou ajustar outros. Ela inclui:

  • The Art of Non-Conformity, meu blog quinzenal e minha “casa” online (Nota: estou atualmente no meio de uma atualização, redesign e redefinição do site. Ele precisa de algumas mudanças que estão por vir)
  • Side Hustle School, meu podcast diário que comecei em 1º de janeiro de 2017 (420 episódios e contando)
  • Os eventos que produzo e organizo, em particular o World Domination Summit (WDS) que já acontece há oito anos.
  • Meus livros, geralmente publicados a cada ano ou, às vezes, com 18 meses de diferença
  • Minhas turnês de palestras e eventos em dezenas de cidade ao redor do mundo, normalmente coincidindo com as publicações dos livros.
  • Responder os emails dos leitores, mais de cem por dia nos últimos dez anos e contando (infelizmente não consigo responder a todos — e se você me escreveu algum e não teve resposta, peço desculpas)

Existe ainda uma gama de outras coisas que faço: negociações, aulas independentes, viajo quase que semanalmente e por aí vai. Mas não necessariamente vejo todas essas coisas como perfeitamente alinhadas com a ideia geral. Em tempo, quando estiver avaliando sua vida pode ser de boa ajuda se perguntar “O que permaneceu?”. Baseado nessa questão, muitos dos meus outros projetos não entraram na lista acima.

Há um bom tempo utilizei a frase legado de trabalho para descrever essa distinção. Legado de trabalho, diferente de muitas outras tarefas que ocupam nosso tempo e atenção, pode reforçar ou criar uma melhora real na vida das pessoas que interagem com ele.

Como sou escritor, palestrante e faço podcasts, ouço histórias diariamente de como meu trabalho interferiu na vida dos outros. Raramente compartilho essas histórias, em parte porque não sinto que elas são minhas para poder dividir, mas também porque não quero tomar crédito pela mudança que alguém criou para si mesmo. Eles é quem estão fazendo o trabalho!

Ainda assim, nesses casos eu fico feliz que contribui com algo. Dá a sensação de sentido e preenchimento ao fazer algo que outras pessoas valorizam e contribui para um ciclo virtuoso de querer fazer mais.

Você tem um moonshot pessoal? Talvez você nunca tenha pensado sobre isso dessa forma antes, mas talvez agora você vá. Pergunte a si mesmo como se parece a sua maior missão e como aquela missão pode ser realizada diariamente.

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