Neuromarketing – mitos e verdades
Neuromarketing – mitos e verdades

Neuromarketing – mitos e verdades

Tenho visto muita gente misturando estações, inventando moda, falando sobre o tema como se este fosse uma ferramenta milagrosa, ao invés de tratar a matéria como uma ciência séria e que ainda requer muito e muito estudo

Quando pesquisava um tema chamado micromarketing, em 2003, ao me deparar com uma palavrinha nova, até mesmo esquisita, dessas que você olha e até mesmo desconfia ter sido uma invenção, algo que gera desconfianças e até mesmo descrédito. Eu não imaginaria como minha curiosidade em investir alguns minutos pesquisando sobre ela iria mudar os rumos de minha carreira e, até mesmo, do marketing no Brasil...

Estou falando do Neuromarketing. Um tema que, se não se tornou uma paixão em minha vida, virou uma obsessão focada e direcionada.

Naquele momento em que pesquisava sobre o tema, descobri que nada havia em português, pouco havia em outros idiomas e que eu e minha equipe teríamos muito trabalho pela frente se quiséssemos ser os pioneiros no Brasil e entrar na vertente de pesquisadores mundiais preocupados em oferecer às pessoas e às empresas estudos aprofundados, com forte embasamento teórico e experimentado e com a necessidade de formarmos profissionais sérios, sem apenas o senso de oportunismo que rege o mercado atualmente, tanto em relação a esse e a diversos outros temas.

Em 2005, ao mergulhar de vez sobre o tema, viajando por vários países e literalmente quebrando muito a cara pela escassez de informação e falta de profissionais que trabalhavam com essa matéria, consegui encontrar um eixo de estudos de neurocomunicação, neurociências e metáforas, ligados aos processo de tomada de decisão, que regem o consumo e determinam os padrões de pensamento dos clientes nos momentos de alta tensão relacionados ao processo comercial. Isso fez a diferença... e acabou gerando uma grande repercussão. Surge, então, a ideia de escrever os dois primeiros livros sobre Neuromarketing em português e um dos primeiros sobre o tema em todo o mundo.

Hoje... Alguns anos depois... o tema ainda é incipiente e esse conhecimento realmente incrível e inovador tem ajudado muito as empresas, entidades de ensino e pesquisas, bem como alunos e profissionais da área de comunicação nesse novo momento da economia que pede precisão e o perfeito entendimento do que, finalmente, os clientes querem. Afinal, entender mais a mente do consumidor, aquilo que ele realmente quer e muitas vezes nem sabe, a melhor forma de passar a mensagem para que entendam são possibilidades incríveis dessa área, o que minimiza erros e aumenta a acuracidade das estratégias comerciais e campanhas publicitárias.

De um tempo pra cá, tenho ouvido e visto muita coisa boa e ruim... Tenho visto muita gente misturando estações, inventando moda, falando sobre o tema como se este fosse uma ferramenta milagrosa, ao invés de tratar a matéria como uma ciência séria e que ainda requer muito e muito estudo. Vejo muitos oportunistas e também, muita gente séria. Vejo pessoas extremamente engajadas e outras tratando algo tão profundo como se fosse apenas um modismo. Eu tenho visto pessoas lerem um livro de Neuromarketing e saírem vendendo palestras e consultorias sobre o tema – sem nunca terem entrado em um laboratório. É como se você quisesse virar um corredor de cem metros rasos, mas sem nunca ter ido para a pista correr. Observo pessoas descrentes, fãs e também completos desconhecedores desse tal de neuromarketing. Mas, como tudo na vida, um conhecimento pode ser usado para o bom e o mal. A questão é sabermos filtrar quem utiliza o tema para um lado ou para outro.

Não existe milagre... O neuromarketing é uma ciência que estuda o comportamento do consumidor em sua base mais profunda e em suas reações mais abertas. Estuda desde a psicologia do consumo, a antropologia, a etologia e através dos estudos de neurociências e das áreas do cérebro que reagem aos estímulos, começa a traçar um mapa do comportamento dos clientes. Ainda temos muito a fazer... Portanto, cuidado com “Pílulas que trazem resultados imediatos” ou me digam quem faz isso, quem sabe me convenço... Aposto que não.

Neuromarketing é uma ciência. Apenas isso... o resto é um show vendido a um preço caro que as empresas poderão pagar dentro de suas estratégias e com o que tem de maior valor, seus clientes.

Posso citar alguns exemplos de bons profissionais, como o professor João Carlos, o Dr. Mauro, o Billy Nascimento, o Bruno Perin (que vem realizando um excelente trabalho com Neuroempreendedorismo) e o Dr. Stephenson, além de colegas como o Pedro, o Marcelo, o Renato, o Ricardo, que vêm trabalhando, divulgando, estudando e contribuindo muito com o tema. Poderia citar outros, mas, com certeza, esqueceria alguém e seria injusto.

O Neuromarketing é sensacional, mas, procure um profissional sério e use-o “com moderação”, afinal de contas, o tema vem sendo construído e estudado com 1% de inspiração, 90% de busca por informação e o resto por experimentação.
Agora em outubro sai meu próximo livro: "Neuromarketing - Mitos e Verdades!

Quem estiver interessado, entre em contato... Vai ser um prazer estarmos juntos.

Bom... Acredito que é isso aí pessoal... Esse artigo é apenas para deixar um alerta sobre os cuidados que você deve ter ao selecionar a quem vai dar ouvidos e para quem é empresário... Cuidado! Sua empresa não é um laboratório de testes e seus clientes não são cobaias. Lembre-se: somos informívoros. Cuidado com a qualidade da informação que você se alimenta.

Amplexos!

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