Nem transformers, nem máquinas: simplesmente humanos

Quando ligamos para uma empresa, seja de telefonia, serviços ou venda de produtos, por vezes esquecemos que quem nos atende é apenas um representante e muitas vezes temos momentos de fúria e soltamos cobras e lagartos pra cima daquela pessoa que nem é máquina e nem é a empresa

Os transformers, como as pessoas, têm líderes, objetivos, missão, conflito de interesses e entram em disputas e guerras. Tem todo tipo de robô e todo tipo de gente, cada um com as suas qualidades, competências, forças e também pontos fracos. Sim, porque nem mesmo as máquinas são perfeitas. Pode acabar a bateria, superaquecer, explodir, queimar, se virar contra nós ou pifar.

Tem gente que pensa que gente é máquina. Quando ligamos para uma empresa, seja de telefonia, serviços ou venda de produtos, por vezes esquecemos que quem nos atende é apenas um representante e muitas vezes temos momentos de fúria e soltamos cobras e lagartos pra cima daquela pessoa que nem é máquina e nem é a empresa. Às vezes esquecemos que são pessoas, com sentimentos, personalidade e opinião própria.

O mesmo ocorre em boa parte das empresas, entre chefes e subordinados ou entre pares. A lei da selva visa à sobrevivência, onde aparentemente predominam os mais fortes, dominantes e agressivos. Talvez fosse mais simples de enxergar o humano por trás da carapaça ou da carapuça se tentássemos nos colocar no lugar dele, parando para pensar como nos sentiríamos se fossemos nós ouvindo gritos e ofensas.

E dizem que a maior defesa é o ataque. Então, quantas pessoas inseguras, carentes, amedrontadas existem por trás de uma postura forte, uma voz firme, algumas grosserias e uma atitude agressiva? Quantos destes não são prisioneiros das fantasias que criaram para sobreviver? E quantos não são vitimas dentro de si mesmos, no seu intimo, no seu esconderijo.

“Todos somos seres de luz e de sombras”.

Somos humanos e justamente por isso, cometemos erros.

Nós Pensamos. E por esta capacidade de pensar, nos equivocamos, analisamos, criamos, criticamos e também julgamos.

Não temos botão de liga e desliga. Às vezes falamos demais, aceleramos muito, perdemos o filtro.

Temos limitações físicas e emocionais. Tem dia que dá e tem dia que fica difícil.

Sentimos e temos dificuldade de equilibrar as nossas emoções. Tristeza, alegria, frustração, euforia e uma infinidade de outras.

Sonhamos, planejamos e perseguimos ou desistimos de nossos objetivos.

Caímos em tentação e variamos entre os sete pecados capitais: gula, avareza, luxúria, ira, soberba, vaidade e preguiça.

Vivemos em sociedade, em núcleos, em famílias e nem sempre respeitamos as regras e as pessoas.

Somos humanos porque temos a capacidade de amar e de perdoar.

Também magoamos, machucamos, agredimos, manipulamos.

Questionamos ética e também falhamos nos princípios éticos.

Criamos e desrespeitamos normas e regras.

Queremos ser ouvidos, mas nem sempre somos bons ouvintes.

Humanos são tristeza e alegria. Guerra e paz. Amor e traição. Sonho e conquista. Aprender e esquecer. Ganhar e perder. Realidade e ilusão. Corpo e mente. Espelho e imagem. Luz e sombra. Fazer e acontecer. Cansar e desistir. Começar e recomeçar. Empáticos e antipáticos. Guerreiros e guerrilheiros. Fortes e frágeis. Complexos e complicados.

Somos todos absolutamente perfeitos em meio a nossas muitas imperfeições.

Caso aconteça de esbarrar com outro humano por aí, olhe-o com carinho e trate-o com respeito, pois vocês são da mesma espécie rara, em extinção e que deve ser preservada.

Eu vejo você. E você, o que vê?

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