Negócios que Compartilham Valor

O valor compartilhado entre o lucro nos negócios e a solução dos problemas sociais.


Atualmente muitos estudos tem sido feito sobre qual seria a fonte de vitalidade de uma economia e se até que ponto, uma economia pode crescer simplesmente investindo a poupança em capacidade produtiva. Todavia o que se tem descoberto é que a vitalidade vem muitas vezes da inovação. Seria o sistema capitalista capaz de poder evoluir e investir em novas atividades que reflitam metas maiores da sociedade e, com isso, realinhar as pressões de seleção?
E se descobríssemos que algo aparentemente fundamental para o capitalismo, a concorrência, talvez não fosse, na verdade, tão central assim. Imagine que se dê primazia à inovação.
Alguns estudiosos da Harvard Business School afirmam que a competição destituída do posto central abre espaço para permitir a colaboração. Dessa forma o foco do capitalismo muda para a busca do valor do maior bem para o maior número. É importante lembrar que essa também é uma formulação que não rejeita o lucro financeiro, mas permite que se situe facilmente ao lado da busca de outras formas de ganho.

Segundo um renomado professor de Harvard o valor compartilhado entre o lucro nos negócios e a solução de problemas sociais como redução da poluição e diminuição de acidentes de trabalho tem feito surgir uma nova ideia de capitalismo.
A visão simplista de que as empresas não investiam na redução da poluição ou na diminuição dos acidentes de trabalho porque era muito cara e reduziria seus ganhos tem perdido sua força e tem dado lugar a um novo nível de pensamento onde as organizações são protagonistas na solução do problema, pois isso gera lucros e dividendos a sua marca global.
Vejamos como exemplo o caso da Fibria que é uma empresa brasileira com forte presença no mercado global de produtos florestais e investe no cultivo de florestas como fonte renovável e sustentável de vida, para produzir riqueza e crescimento econômico, também auxilia no desenvolvimento humano e social e mantém um nível razoável de conservação ambiental.
Outro caso exemplar é o da Dow Chemical que diante dos grandes desafios da humanidade, elegeu quatro prioridades de economia sustentável para a América Latina: Economia Circular, Mudanças Climáticas, Bem-estar e Água; e conseguiu combinar esses temas com quatro mercados onde há maior potencial de crescimento: Energia, Infraestrutura, Consumo e Alimentos.
Isso amplia a visão de que os problemas sociais são apenas demandas apenas de ativistas políticos e Organizações Não Governamentais. A responsabilidade de construir um Brasil melhor é de cada cidadão, seja ele trabalhador ou empresário. E cabe a cada um de nós nos fazer a seguinte pergunta: como colaborar para a prosperidade da nossa nação?

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