Navegar é preciso. Viver com a falta de competência, não

Navegar é preciso. O que não é preciso é viver com a falta de competência de quem está comandando o barco.

Planejamento, estratégia, finanças, gestão de pessoas, marketing, design thinking, storytelling, empreendedorismo, negócios...

Ufa! É tanto conhecimento sendo criado e compartilhado a cada momento e de maneira mais intensa, que não é por falta de saber que uma pessoa não consegue construir uma empreitada de sucesso. O “pulo do gato” para o sucesso (ou o final feliz de uma storytelling) está, justamente, em trabalhar esse estoque de conhecimento, de maneira a conjugá-lo com habilidades (saber fazer) e atitudes (querer fazer ou saber ser) e entregar uma proposta de valor que atinja o público certo, da maneira certa e no momento certo.

Trazendo um pouco para o caso concreto, por meio dos recursos de storytelling, pensemos num país que tinha tudo para ser um espetáculo do crescimento e que se tornou um dos freios do crescimento econômico mundial nos últimos anos. Esse país tem o 5° maior mercado consumidor mundial, um vasto território, inúmeros recursos naturais e um povo alegre, criativo e trabalhador.

Porém, esse país vem sendo afetado por algumas escolhas que um povo faz acreditando que serão as escolhas mais adequadas. No entanto, eis que surge uma força-tarefa denominada Operação Lava Jato e faz valer o que está escrito nas Sagradas Escrituras em Mateus 10, 26: “nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se”.

Com isso, o que parecia justo e correto, revelou-se oportunista e inescrupuloso, e os cidadãos desse belo país ficaram reféns de pessoas que, a princípio, pareciam ser estadistas com espírito público, mas que, na verdade, estavam preocupadas tão somente com seus interesses de se manterem e se perpetuarem no poder. Para tanto, esse grupo de pessoas que se alojaram no poder se valem de uma estratégia de guerra replicada e executada por milhões de militantes, e que está apoiada nos seguintes eixos:

1. Construção de uma ideologia que sirva de amálgama e de diretriz para os diferentes grupos/movimentos a serviço do projeto de poder em questão.

2. Fortalecimento de uma figura que seja capaz de conduzir o projeto de poder, funcionando como uma espécie de "messias dos exércitos".

3. Cooptação de potenciais opositores ao projeto de poder.

4. Perseguição dos que se opõem efetivamente ao projeto de poder.

5. Divisão interna nos grupos políticos opositores ao projeto de poder, por meio da cooptação de alguns membros e da infiltração de "agitadores" no seio do grupo opositor.

Somado à estratégia de guerra supracitada, esse país ainda tem que lidar com a falta de competência técnico-gerencial desse grupo que está no poder, o que impede o país de se desenvolver e promover o equilíbrio adequado entre a livre iniciativa, a justiça social e o papel normativo e regulador do Estado.

Como resultado, esse país vem sofrendo com a deterioração de indicadores econômico-sociais, o que vem minando a alegria de seu povo: queda do PIB, inflação em elevação, desemprego em alta, serviços públicos de qualidade duvidosa, doenças como dengue, zika e chikungunya, dentre outros.

Algumas soluções são possíveis e viáveis à reversão do quadro acima, como as reformas política, tributária, trabalhista, previdênciária e do aparelho do Estado. Porém, o grupo que detém o poder no país insiste em ficar se vitimizando e se eximindo de responsabilidade em relação aos insucessos, ao mesmo tempo em que atribui a culpa pelos seu erros aos seus opositores e a uma crise mundial que não existe, além de ignorar as soluções existentes, a criatividade de seu povo e seu espírito trabalhador.

Diante do que foi contado até aqui, qual será o final dessa história? Só o tempo e a vontade do povo em mudar esse estado de coisas dirão. A única certeza que se tem do futuro desse país é a de que navegar é preciso. O que não é preciso é viver com a falta de competência de quem está comandando o barco.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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