Natal é encontro… com a inteligência universal

É tempo de refletir a vida. A expressão repetida a cada final de ano perde, com o tempo, em convicção e naturalidade

É tempo de refletir a vida! A expressão repetida a cada final de ano perde, com o tempo, em convicção e naturalidade. Progride em senso protocolar e artificial. Igual ao cumprimento e resposta afirmativa de todos os dias "Como vai, tudo bem!?". O momento sugere reflexão! É quando nos dispomos a fazer o que deveria ser uma freqüência mental: avaliar nossas atitudes e reações diante das pessoas e do mundo que nos rodeia.

Cada vez nos servimos menos da inteligência natural e mais importância damos ao racionalismo. Que só aceita o que se passa pela razão e os cinco sentidos. Há como que uma atitude preconceituosa quanto aos sentimentos, a intuição, e a ordem espiritual. Estamos mais próximo da matéria e mais distante da espiritualidade.

O século passado, da ciência, foi também o século do maior distanciamento entre técnica e religiosidade. A tecnologia avançou, como nunca em qualquer época da humanidade, e o espírito recuou. Valores foram invertidos e a sabedoria perdeu terreno para a esperteza.

Entramos em um quadrado quando abandonamos a terra. A terra cultivada passou a ser menos importante como meio de sobrevivência e fonte geradora de alimentos. As famílias abandonaram os campos. Deixaram de sentir o sol como energia e de se encantar com a amplitude das noites enluaradas. Perderam o costume das novenas e o saudável hábito da salutar convivência com os vizinhos. Correram a engrossar os índices de urbanização e viajaram a procura das rendas que as terras abandonadas deixaram de oferecer.

Entramos em um quadrado com a era da industrialização. A pesquisa tecnológica evoluiu em velocidade não planejada. A máquina se sobrepôs ao homem. As pessoas passaram a ser menos importante que carros. Observe a batalha de todos os dias entre motoristas e pedestres. As máquinas substituíram pessoas.

As cidades incharam, as famílias se desintegraram, cresceu o exército de desempregados e desesperados. As periferias urbanas foram ocupadas pelos excedentes vindo dos campos, sem oportunidades nas cidades. As rendas para os necessitados foram reduzidas ou passaram a inexistir.

Entramos em um quadrado com a criação de demandas acima da nossa capacidade de absorção. O esforço para acompanhar a evolução da tecnologia passou a ser a agenda de todos os dias. O estímulo ao consumo desenfreado é de tal prioridade que as relações familiares foram reformuladas.

É cada vez menor o momento de convivência com as pessoas que deveriam se amar e serem amadas. Os esgotamentos físicos e mentais, inexistentes há quarenta ou cinqüenta anos, passou a ser considerado natural da rotina e até elogiado a quem o tem, embora mate.

As informações sobre as mudanças no mundo e o que elas fazem com a nossa vida passaram a ser servidas em bombardeios diuturnos e contínuos. E pouco é o tempo disponibilizado para usufruto dos resultados obtidos pelo esforço agonizante de cada um.

Este diagnóstico, embora seja lugar-comum, representa, aqui e neste momento, o início de uma reflexão com o propósito de repensar o sentido da mudança e a mudança de sentido em nossas vidas.

Estamos embriagados pela mensagem mecânica do racionalismo científico e a lógica dos sentidos. Fomos ensinados a só aceitar como verdadeiro o que passa pelos cinco sentidos e a razão. E pelo raciocínio lógico, indutivo e dedutivo.

Lampejos de lucidez, entretanto, sinalizam a vontade de mudar, de rever valores, de redefinir conceitos, de promover um rearranjo com o todo - com o Universo e com Deus. Então, vamos sair do quadrado!?

À todas as minhas jovens amigas e jovens amigos de todas idades, desejo um Natal pleno de paz, serenidade, coagem e sabedoria ... e um Ano Novo preenchido com a Força de Inteligência Universal contribuindo para a realização de todos sos eus sonhos e dos sonhos dos que lhes são caros.

Nos encontraremos nos Caminhos dos Êxitos e nas Estradas do Sucesso. Lembrando sempre que "TODOS NASCEMOS para VENCER!!!"

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