Não vai ter golpe! O que vai ter é impeachment!

Se para alguns o impeachment significa golpe, então haverá muito governista sendo chamado de golpista, na medida em que o PT e seus partidos-satélite (PSOL, Rede e PCdoB) estiveram ao lado dos que apoiaram e conduziram o impeachment do Collor.

Em que pese todo o aparato institucional e toda a propaganda ideológica do governo Dilma para desconstruir o processo de impeachment contra ela, chamando tal processo político-jurídico de golpe, mais um passo foi dado para a abertura, instrução e julgamento do impedimento da Presidenta da República. Por 272 votos a 199 no Plenário da Câmara dos Deputados, governistas foram derrotados na formação da comissão especial que avaliará o pedido de impeachment protocolizado por Hélio Bicudo e acatado pelo Presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Sobre o processo de impedimento presidencial que se inicia, não há como ignorar a visão casuística assumida pelo Partido dos Trabalhadores em relação ao referido processo: quando estava na oposição ao governo Collor, em 1992, o PT e partidários de suas atuais legendas-satélite (PSOL, Rede e PCdoB) defendiam e incitavam o processo de impeachment do então Presidente da República. Hoje, o entendimento da organização comandada por Lula mudou radicalmente: o que era um processo político dotado de legalidade e legitimidade passou a ser considerado golpe.

Não se pode negar os fatos contra Dilma, referendados pela crise econômica que tomou conta do país: a incompetência político-gerencial da Presidenta da República, combinada com a ausência de um programa de governo que foi mascarada por um mix de marketing político, Bolsa Família, militância fundamentalista, ofensas a adversários políticos e promessas inverídicas, resultou no aceite pela Câmara dos Deputados do pedido de impedimento feito por um grupo de cidadãos com notório saber jurídico e com profundo conhecimento da realidade política nacional.

Ainda sobre as promessas feitas e não cumpridas por Dilma durante sua campanha à reeleição, não há maior golpe à nação do que esse, visto o impacto que a sociedade brasileira sofreu em seu moral ao confiar nos compromissos assumidos por Dilma, criando expectativas em relação a essas promessas e vendo-as caírem por terra logo após as eleições, com o aumento das tarifas de energia elétrica, dos combustíveis, da inflação e do desemprego, além da recessão no PIB nacional.

Dessa forma, não há que se falar em golpe. O que existe é um processo formal de impeachment, juridicamente embasado e politicamente apoiado pela maioria da população, que não vende sua alma ao governo em troca de cargos, regalias e proteções, não ofende quem pensa diferentemente, tampouco ameaça pegar em armas e pôr o “exército do Stédile” nas ruas para perseguir e agredir os que se opõem ao processo de venezuelização pelo qual o Brasil vem passando nos últimos 13 anos.

Por derradeiro, fica o convite para quem trabalha e estuda durante a semana e não é financiado por organizações políticas para protestar contra tudo e contra todos que se opõem ao PT: dia 13 de dezembro, todos juntos nas ruas contra o vazio moral e a incompetência político-gerencial com que o PT e sua turma se apropriaram do país, dos anseios e do futuro do povo brasileiro.

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!

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