Não sei dialogar

Dialogar é atributo humano. Não complexo, mas simplório. No entanto requer de uma sutileza que só quem está disposto a servir é capaz de compreender

Você sabe dialogar de maneira que as pessoas não fiquem constrangidas? Consegue conversar com as pessoas sem que elas se sentem ofendidas, ou questionadas como se tivesse colocando-as contra a parede? Dentre várias maneiras existentes de começar um dialogo, parece nunca ser o suficiente. Isso acontece pelo fato de as pessoas estarem com um pé na defesa e outro no ataque. Devido a isso vários diálogos nunca são suficientes e concluídos. É o resultante certo para uma insatisfação no relacionamento, que o deixará gasto, ferido e também dúbio.

Se os relacionamentos fossem de cunho harmônico e não pueril, a capacidade do dialogo seria de forma tranquila, sem ataques e defesas. Tem-se muito ainda que aprender sobre as relações humanas, questões relevantes que são deixadas de lado pelo mero desejo de perpetuar o egoísmo e alavancar o orgulho. O orgulho tem a predisposição de ferir a visão, alterar a postura mental. Isso gera preconceitos que se não trabalhados insistentemente no cotidiano para uma reforma digna de respeito em relação as existência ao redor, fará com que a indisposição no diálogo seja constante e burocraticamente meticulosa nos tratados mentais do ser enquanto pessoa atuante na sociedade.

Falar é um processo de sentir o sonar das palavras, a junção das letras e formulação de frases de maneira adequada a cada situação, momento, ou pessoa. A formalidade no pronunciar exige um ambiente formal. Também não se trata formalmente questões que se apresentam de maneira informal, é uma relação de respeito com a maneira de se comunicar.

Ser letrado é apenas uma disposição de esforço dedicado ao longo de alguns anos e constante reciclagem, no entanto isso não é um certificado eterno e inflexível para um processo de dialogo. O verdadeiro detentor de letras é aquele que sabe harmonizar o dialogo para que não infle de orgulho só pelo fato do saber que possui e nem rebaixe os que ainda não possuem. Deve sim falar e dialogar no mesmo patamar de quem o escuta. Não o falar desrespeitoso, mas o sincero, aquele que mesmo você não falando em gíria, quem assim o fala, entenderá.

O dialogo é uma relação profunda comigo mesmo. Essa é a atitude mental que devemos exercer. É o alicerce da eficácia no processo da comunicação. Olhe com sinceridade para quem estiver com você, respeite, ouça e converse escutando cada palavra que estiver sendo construída na mente. Crie a capacidade de pensar na maneira e na forma da conversa. E respeite pausadamente os sinais que a mente estiver transmitindo em relação ao dialogo exposto.

Empresas e empreendedores deixam de prosperar justamente por não acreditarem na capacidade do dialogo, do relacionar-se de forma harmônica no processo de conversação. Muitos líderes baseiam-se na chefia numa conversão falsa de chefe embutido de líder. E o resultado é sempre o mesmo, problema não resolvido, dificuldades surgindo a cada momento nas atividades a serem executadas. Além da antipatia gerada que leva a um arrombo estrondoso que afetará o financeiro, tanto da empresa quando nas questões do lar.

Para o empreendedor. Não se empreende em negócios, nem em pessoas, mas se empreende na capacidade que cada humano possuem intrinsicamente. A propósito mesmo com toda elegância do diálogo ele só terá valor se quem o conduzir também saber servir.

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