Não se engane! Em tempos de crise, brasileiro é educador financeiro

Os cortes realizados pelos brasileiros a fim de aumentar as receitas e diminuir as despesas são relevantes para uma gestão financeira eficiente. Entretanto, após passar esse período de crise, o brasileiro continuará com a sua gestão financeira...?

Parece até piada, mas é a pura verdade! A crise tá aí! Dizem que em 2016 será pior. Proporcionalmente a crise, o brasileiro começa a melhorar a sua gestão financeira. Um dos pontos que me deixa indignado é ver alunos formados em administração, que ao saírem da universidade não controlam as suas finanças pessoais! Falei pessoais, e não organizacionais. Como é que esta pessoa irá administrar as contas da sua própria empresa, ou qual a empresa que irá contratá-lo para administrar as contas?

Atualmente, estamos vivenciado o atual cenário de estagnação econômica. Isso é um fato! Queda nas receitas, demissões, perda de potenciais clientes e entre outras coisas são algumas das consequências da famigerada crise. Por outro lado a setores que não estão sofrendo com o atual cenário. O setor que está “correndo por fora” é o de serviços. Mais precisamente, o mercado de limpeza e conservação que fazem serviços residenciais. Esse setor está aproveitando a brecha que foi dada a elas a partir da Lei das Domésticas, e muitos patrões estão despedindo as suas empregadas devido ao pagamento de horas trabalhadas, férias, horas-extras, FGTS etc. Por outro lado, encontramos o mercado de propaganda que precisa buscar novas formas de atrair clientes para anunciar. Pois, no atual cenário as empresas cortam as verbas de marketing e publicidade.

Atualmente, as pessoas estão buscando novas formas de complementar a renda, pois o salário não está cobrindo todas as despesas familiares. Dados do setor financeiro indicam que os brasileiros estão sacando mais dinheiro da poupança do que depositando! Milhões e mais milhões estão sendo retirados diariamente. Em relação a despesas, os brasileiros estão transferindo seus débitos (financiamentos) para outros bancos a fim de obterem menores juros, e melhores negociações.

Conversando com colegas universitários pude perceber que os maiores cortes dentro de casa foram em relação a entretenimento. Outro fator foi à alimentação, já que em vez de comprar na rua as pessoas fazem a refeição em casa e levam ao trabalho. No quesito entretenimento encontramos: cancelamento da TV por assinatura, redução da velocidade da internet, evitar trocas de celular a cada seis meses etc. A lista é extensa! Sem falar, que os brasileiros estão poupando: energia, água e feira! Podemos analisar friamente que as famílias estão se comportando da maneira que deveriam independente do cenário econômico do país. O lado negativo do atual cenário é que muitas famílias não pouparam recursos anteriormente, e hoje, estão vivendo com o valor das despesas acima da receita.

De maneira geral, o brasileiro começa a refletir sobre os impactos da falta de gestão financeira. Os cartões de crédito estourados, o cheque especial e outros débitos mostram a grande “enrascada” que o brasileiro caiu! Entretanto, pode-se, entender que o salário mínimo é baixíssimo, e impossível do cidadão honrar seus compromissos (habitação, saúde, educação...) como está descrito na Constituição Federal de 1988. Mesmo assim, a vida segue... E poupar é necessário!

Em suma, entramos num eixo paradoxal: os brasileiros estão atuando desta forma devido à crise? Outro corte paradoxal: quando o cenário crítico passar, e voltarmos a ter facilidade crédito e consumo, o brasileiro continuará com a “política econômica pessoal?”

Esta é a pergunta que não quer calar... O que você acha leitor?

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