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NÃO RESISTA PLANEJE E ADMINISTRE SUA EMPRESA

NÃO RESISTA PLANEJE E ADMINISTRE SUA EMPRESA Planejar e administrar já estão ficando cansativos, e redundantes nos artigos, nas palestras, nos cursos e nos livros, mas, por que tanta ênfase neste assunto? Como já sabemos o empresário brasileiro é um empreendedor notável, mas, é ainda resistente ao planejamento; talvez devido aos inúmeros planos econômicos fracassados, ou pelo descontrole da inflação do passado, ou até mesmo pela cultura brasileira do jeitinho. Acredito que tudo isso já é coisa do passado, não podemos mais ficar colocando a culpa nos planos, na inflação, na ineficiência dos governantes, na corrupção dos parlamentares, na reforma trabalhista que não sai, na reforma tributária que está emperrada, na reforma política que não interessa aos próprios políticos, na concorrência desleal dos chineses; no protecionismo americano ao seu mercado; etc.etc. Nós é que temos de mudar a maneira de pensar, temos que nos preparar, temos que voltar aos bancos das escolas, incentivar nossos funcionários a estudar e não segura-los após o expediente para fazer horas extras, com essa atitude você só terá um funcionário improdutivo, desmotivado e cansado no dia seguinte. Devido ao empreendedorismo tupiniquim todos querem ter seu próprio negócio, mas, poucos se preocupam com as regras básicas da abertura e administração deste negócio, resultado, 60% delas não chegam ao 5º. ano de vida. No Brasil, as micro e pequenas empresas constituem um universo de aproximadamente 3,5 milhões de unidades, formando um contingente estimado de 60 milhões de pessoas, entre empreendedores, famílias e funcionários, respondendo por 98% dos estabelecimentos industriais, comerciais e de serviços, e praticamente 60% dos empregos urbanos (Sebrae-1998). As empresas de pequeno geralmente são administradas pelos próprios sócios, que tem formação técnica ou conhecimento geral ligado ao seu negócio, mas sem a formação ou conhecimento de gestão, tais como administração, finanças, economia, marketing, etc. isto tem levado a um grande numero de falências, concordatas e fechamento nos seus primeiros anos de vida. Sem o conhecimento do mercado, da concorrência, da formação de preços, do controle dos gastos, do controle dos estoques, do fluxo de caixa, do ponto de equilíbrio, de um planejamento tributário, da legislação pertinente ao seu negócio, tomam decisões incompatíveis com os objetivos da empresa levando-as a morte precocemente. Os escritórios de contabilidade que indiretamente administram quase que 100% dessas empresas não estão preparados e não tem na maioria deles, um sistema de gestão com informações seguras e antecipadas, com alternativas de tomadas de decisões. Nesse sentido torna-se relevante também o papel dos escritórios de contabilidade na gestão e orientação das empresas de pequeno porte, utilizando dos seus próprios instrumentos tais como: a informação contábil, fiscal e gerencial, interpretando-as para informar, orientar e guiar a administração no seu processo de gestão e tomadas de decisões mais convenientes e integrar o sistema de informações contábeis ao sistema de gestão empresarial. Segundo o U.S. Small Business Administration (SBA, 1998), uma das principais razões de falência das pequenas empresas americanas é a falta de planejamento do negócio, exatamente como ocorre no Brasil. Quando se considera o conceito têm-se pelo menos três fatores críticos que podem ser destacados: Toda empresa necessita de planejamento do seu negócio para poder gerenciá-lo e apresentar sua idéia a investidores, bancos, clientes, etc. Toda entidade provedora de financiamento, fundos e outros recursos financeiros necessita de um plano de negócios da empresa requisitante para poder avaliar os riscos inerentes ao negócio. Poucos empresários sabem como escrever adequadamente um bom plano de negócios. A maioria é micro e pequeno empresário e não tem conceitos básicos de planejamento, vendas, marketing, fluxo de caixa, ponto de equilíbrio, projeções de faturamento etc. Quando entendem o conceito, geralmente não conseguem coloca-lo objetivamente em um plano de negócio. Assim, é possível afirmar que a mortalidade das empresas está associada, principalmente, a: (1) deficiências no planejamento prévio do negócio; (2) deficiências na gestão empresarial; (3) insuficiências de políticas de apoio; (4) conjuntura econômica deprimida (baixo consumo e elevada concorrência); e (5) problemas pessoais dos sócios-proprietários. Com relação ao último ponto citado, vale lembrar que, mais da metade das MPEs paulistas opera com menos de 5 pessoas (em geral 1 ou 2 sócios, 1 familiar e 1 ou 2 empregados). Em muitos casos, a empresa se confunde com o próprio dono do negócio e é muito dependente dele, uma vez que é ele quem realiza as operações de compra de insumos, supervisiona a produção, se relaciona com os clientes, além de participar das atividades administrativas. Portanto, o sucesso de um empreendimento de pequeno porte depende muito da situação pessoal dos próprios donos. Assim, eventualmente um desentendimento entre os sócios, uma separação de casais ou qualquer outro problema de ordem pessoal pode contribuir para o insucesso do negócio. Outra observação importante diz respeito à conjuntura econômica do país, cuja situação depende de políticas macroeconômicas e que pode ser afetada por crises externas. Finalmente, vale observar que apesar da conjuntura econômica e dos problemas pessoais, fatores sobre os quais o controle do empresário e do formulador de políticas públicas é baixo, os três primeiros itens (planejamento prévio/ gestão empresarial/ políticas de apoio) podem ser objeto de uma ação mais sistemática, mais forte e mais profunda, visando à redução da mortalidade das empresas. Nos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), as taxas de mortalidade de empresas, por exemplo, chegam à metade das observadas neste estudo (OCDE, 1998). Segundo Peter Drucker, os piores exemplos de pobreza de espírito empresarial são geralmente encontrados nas pequenas empresas dirigidas por um único ditador, que não tolera oposição e que insiste em tomar decisões, sozinho. Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas. Site: www.razaconsultores.com.br. e-mail: c.raza@terra.com.br;
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