Não queira comer o bolo sozinho, divida

Se tenho um projeto que não sai do papel, mas tenho total confiança de ser "um bom negócio", devo fazer com que saia do papel e se torne realidade, ou mesmo se tenho algo que pode crescer, expandir horizontes e não tenho condições para tal, devo pensar o quão importante pode ser o fato de transformá-lo em fatias, chamando outros para desfrutar junto. Devemos pensar mais no coletivo e pensar que "remando sozinho" não deixarei de avançar, mas estarei tão devagar que muitos me passarão a frente, e poderei até naufragar

Muitas vezes nos deparamos com a situação de estarmos defronte a um belo bolo, e a vontade que temos é de devorá-lo inteiro, imagina a dor de barriga que poderá ter, e assim pode acontecer com algum negócio que iniciamos e/ou pensamos. Pode ter chegado a determinada proporção que já não teríamos condições de tocá-lo sozinho, e é neste momento que precisamos parar e ver se temos condições de ficar com o bolo inteiro, ou se seria melhor fatiar.

Se pararmos para analisar o documentário "Gigantes da Indústria - A nova máquina(Parte 4), veremos claramente esta situação. John Davison Rockefeller, que após décadas fazendo tudo para esmagar a concorrência, é levado aos tribunais e vê a empresa que criou do nada (Standard Oil Company) ser acusada pela lei "antitrust", lei que pune práticas anticompetitivas, e é obrigado a dividir a empresa.

Se olharmos do ponto de vista da pessoa que começou do nada e montou um império, parece injusto a divisão, mas do ponto de vista da sociedade, o monopólio não parece uma coisa sadia, somente um esta ganhando e ganhando muito.

Ao contrário do que pensaríamos, Rockefeller que foi obrigado a dividir seu império em empresas (34) , mas deteve ações de cada uma delas (O bolo foi dividido), ficou ainda mais rico. Para ele, o que chamavam de "Monopólio" era na realidade "Empreendimento", e como um gênio, soube fatiar o bolo, reservando para si partes de cada fatia.

Apesar de dizer que para ele não era Monopólio e sim Empreendimento, ficava claro a intenção de domínio total.

Se tenho um projeto que não sai do papel, mas tenho total confiança de ser "um bom negócio", devo fazer com que saia do papel e se torne realidade, ou mesmo se tenho algo que pode crescer, expandir horizontes e não tenho condições para tal, devo pensar o quão importante pode ser o fato de transformá-lo em fatias, chamando outros para desfrutar junto. Devemos pensar mais no coletivo e pensar que "remando sozinho" não deixarei de avançar, mas estarei tão devagar que muitos me passarão a frente, e poderei até naufragar.

Rockefeller deixou de ter grupos brigando contra ele, e os que vieram ajudaram a impulsionar mais o barco.

No mesmo documentário, se apresenta o caso de Henry Ford que ao contrário de Rockefeller, não tentava constituir um "Monopólio" para a construção de veículos. Levado aos tribunais, tem ganho de causa, e pode assim realizar o desejo de construir automóveis para o povo.

Em ambos os casos, fica claro que tudo fluiu de maneira mais harmônica quando se pensou na coletividade, foram milhares de empregos gerados, uma enorme transformação com as linhas de montagens das fábricas que pode ser visto em "Tempos Modernos", as pessoas ganhando passam a ser um potencial para compra, assim a economia consegue girar.

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