Não ouça com os seus ouvidos. Ouça com a sua mente.

Todo mundo tem tempo para carregar 20 sacos de 5 kilos de açúcar; ninguém tem tempo para escrever uma dissertação de 20 linhas sobre um plano de trabalho para a sua própria vida. Tudo bem se estivéssemos no século dezenove. O fato é que já estamos no século vinte e hum. DESLIGA ESSA MALDITA TELEVISÃO!!!! PÁRA DE CONSUMIR, VAMOS PRODUZIR!<br />

Todo mundo tem tempo para carregar 20 sacos de 5 kilos de açúcar; ninguém tem tempo para escrever uma dissertação de 20 linhas sobre um plano de trabalho para a sua própria vida. Tudo bem se estivéssemos no século dezenove. O fato é que já estamos no século vinte e hum. DESLIGA ESSA MALDITA TELEVISÃO!!!! PÁRA DE CONSUMIR, VAMOS PRODUZIR!

Querida(a) Amiga(o),


O assalto que a igreja católica empreendeu a partir do Século X contra os muçulmanos foi em parte retratada no filme Cruzada que em 2005 chegou as telas de cinemas em todo o mundo, e um dia desses, chega a sua telinha depois da novela das oito e do jornal nacional.

O filme mostra a ignorância-ganância dos cristãos no assalto aos pagãos muçulmanos. Assalto que terminou em desastre. O massacre dos seguidores do papa é retratado em duas batalhas durante o filme. Em ambas, os cruzados são destroçados. Em ambas, a estratégia dos cruzados é vencer, destruir e conquistar, não importa o meio, não importa o processo, o que interessa são os fins. Zero de estratégia, zero de estudo, zero de preparo, zero de liderança (fora a idéia em si). As cruzadas dos cristãos, duraram mais de 200 anos, não serviram para nada, a não ser gerar milhares de mortos, ódio e ignorância entre as culturas do ocidente e oriente que dura até hoje sem prazo para acabar.

Na segunda metade do filme, o mocinho, Ballian de Ibelin, abraça a responsabilidade de salvar o povo de Jerusalém do gigantesco exército de Saladin. Antecipando-se a poderosa aproximação do exército inimigo que aconteceria em alguns dias, Ballian usa pedras e giz para criar sinais a 400 metros, 300 metros, 200 metros e 100 metros distante das muralhas da cidade sagrada. Quando a batalha se inicia, o exército de Saladim inicia o avanço em direção as muralhas. Saladim lança pedras incendiárias em direção a cidade. O exército de Jerusalém aguarda ansioso o aviso de Ballain. Quando Saladim atinge a marca dos 400 metros, Ballain lança o contra-ataque com suas catapultas; Quando Saladim atinge os 300 metros, Ballain coloca os arqueiros em ação; quando Saladim atinge os 100 metros, é tiro para todo lado.

Desde os tempos antigos, os povos se utilizam de avisos, marcas, sinais e fronteiras para ajudá-los a ver o perigo o mais cedo possível. Assim nasceram as fronteiras, Se você passar dessa linha, você estará me dando um sinal de que você violou o nosso acordo de paz. Assim nasceram os índices de performance, Se 5% dos clientes disserem que estão insatisfeitos com o produto X, alguma coisa DRAMATICAMENTE DIFERENTE terá que ser feita.

Nesses tempos modernos em que vivemos, no campo ou no escritório, os sinais e índices de performance não contam muito.

DANEM-SE OS SINAIS, DANEM-SE OS ÍNDICES DE PERFORMANCE, se no final do mês o resultado for alcançado, É CERVEJA PARA TODO MUNDO!!!.

Mentira?

Brasil versus Gana, Copa de 2006, os mesmos terríveis erros dos três primeiros jogos da Copa se repetem: Dida com a bola nas mãos não tem com quem sair jogando, bola com o Brasil na entrada da grande área inimiga vai de pé em pé de volta a nossa a própria grande área. O time não tem nenhuma jogada preparada. Nada. Os melhores do mundo são os piores do mundo. Os jogadores andam em campo. Uma mediocridade avassaladora. Apatia geral.

Mas, foi só o Zé Roberto fazer o terceiro golzinho medíocre da seleçãozinha, para a torcida e o técnico esquecerem os sinais claros de um fracasso que se aproximava, e aplaudir a turma, e ainda dizer que o jogo foi muito bom, os caras estão melhorando, agora vai, eu gostei, os caras detonaram, que jogo!.

E os sinais claros da mediocridade?

E os índices de performance?

E as jogadas erradas?

DANEM-SE, certo?!

O que interessa é o resultado.

E o resultado danou-se.

Cena típica nos escritórios de vendas. Estamos a 50% da meta do mês as 8:00 hs da manhã. É o último dia do mês. Por volta das 19:00hs, estamos com a meta batida. 50% feito em apenas um único dia. O gerente, realizado, liga para o disque pizza, e manda chamar 10 pizzas e 10 coca-colas de 3 litros para celebrar o feito. O Diretor, que andava insatisfeito com a performance da equipe de vendas, cumprimenta o Gerente pelo ótimo resultado e promete happy hour para a semana seguinte com todos os guerreiros de vendas. O marasmo dos primeiros vinte dias do mês vão para o ralo. Ninguém mais duvida dos comportamentos duvidosos. Quem vai se importar em discutir o processo se os fins justicam os meios, certo?

É isso o que acontece quando a turma ouve com os ouvidos ao invés de escutar com a mente.

Eu não tenho nenhuma admiração por aqueles que surpreendem os clientes. Superar as expectativas dos clientes é coisa de fracassado, desorganizado e perdedor. Eu admiro quem sabe se preparar para o futuro, quem nunca diz surpresa!, quem nunca diz eu não sabia. Eu admiro quem dá valor aos sinais, marcas e fronteiras. Eu admiro quem tem tempo para notar o que acontece durante os meios.

Eu admiro quem se pergunta todos os dias: O que me deixa preocupado? O que coloca a minha empresa em risco?

Vendas!, ok, o quê mais?

Clientes!, ok, quais?

Funcionários desmotivados!, ok, quem?

Falta de dinheiro!, ok, para quê?

A falta de novos projetos idealizados por gerentes de nível médio e inferior é um dos sinais que mais preocupa um empresário que eu conheço, Eu arranco os meus cabelos quando descubro que estagiários, supervisores e gerentes SENTARAM em cima de uma idéia e não fizeram nada a respeito porque o diretor da área não os chamou para conversar, Eu pulo de alegria quando eu vejo um grupo de estagiários de diferentes departamentos reunidos na sala de reunião rabiscando idéias em um flip-chart sem a presença de gerentes ou diretores, É claro que eu me preocupo com o número de vendas, a lucratividade, e o volume de dinheiro no banco, mas eu me preocupo ainda mais com os sinais que o dia-a-dia oferece.

O telefone não toca. O vendedor não faz ativo, isso é um sinal? Um sinal de quê?

POR FAVOR não assuma que você sabe a resposta.

POR FAVOR não diga que a solução é trocar o vendedor.

POR FAVOR não diga que a solução é criar uma campanha de incentivo para motivar o cidadão a fazer 50 ligações por dia.

POR FAVOR não diga que fazer 50 ligações por dia é a solução.

POR FAVOR não diga INCLUSIVE que fazer o telefone tocar é a solução.

O telefone não toca. O vendedor não faz ativo não é um sinal, é um FATO. Você precisa desafiar as crenças que você tem antes de responder a essa pergunta.

Por mais de uma década Jack Welch desafiou a General Electric com sua filosofia Se você não for o número 1 ou número 2 no seu mercado, eu vou chutar você para fora dessa companhia. A filosofia de Jack Welch foi para o vinagre quando um gerente médio novato perguntou a ele, Mister Welch, qual é o espaço que temos para crescer sendo o número 1 no mercado?. Essa pergunta fez Jack Welch repensar seu modelo mental, rever os mercados de atuação, dobrar o faturamento da empresa, Você está certo, respondeu Welch, Quem se importa em ser número 1 ou número 2, vamos participar de um novo mercado.

Desafie os fatos. Questione os preconceitos. Observe os sinais. Ouça com a mente.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?

Ricardo Jordão Magalhães
Observador de Sinais
E-Mail e Messenger: ricardom@bizrevolution.com.br
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EU SOU FÃ DO SER HUMANO! E Você?




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