Não, o seu cliente não quer pagar barato

Nem sempre optar pelo menor preço significa fazer uma boa compra

Quando se trata de compra, uma das primeiras coisas que nos vem à cabeça é o preço; toda vez que precisamos ou queremos adquirir um bem ou serviço, o fator dinheiro é uma das principais variáveis na hora de tomar a decisão correta. Logicamente ao fazer uma comparação em diferentes lojas/empresas para a aquisição de algo, ao nos depararmos com um preço muito menor que outros encontrados em outros lugares, a primeira coisa que pensamos é que esse preço será o fator decisivo para tal compra.

Porém, nem sempre a empresa com o melhor preço vai tão bem assim, nem sempre o preço mais barato leva vantagem; mas então por que mesmo em um período de crise como o atual, algumas empresas com preços altos estão constantemente com fluxo grande de pessoas e boas vendas? E em contrapartida, empresas com bons preços algumas vezes não vão tão bem assim?

Uma boa compra está diretamente ligada ao valor do seu produto e não somente ao seu preço. Existe alguma diferença entre um e outro? Sim, existe e é totalmente relevante tanto na aquisição de algo quanto na disponibilização de um produto ou serviço ao consumidor.

Vamos começar falando do preço de uma mercadoria ou serviço e fazer um paralelo com uma teoria associada a Karl Marx, teoria essa denominada Teoria do valor-trabalho. Tal teoria diz que toda atividade econômica é coletiva e o valor econômico (preço) de uma mercadoria é determinado pelos custos envolvidos na produção e pela quantidade de trabalho que, em média é necessário para a produzir, incluindo todo o processo anteriormente desenvolvido para a produção de matérias-primas, equipamento, máquinas, etc. Então, a grosso modo o preço que uma mercadoria chega até o seu vendedor nada mais é, do que basicamente custos e o trabalho empenhado na produção.

Já na hora da aquisição desse mesmo produto, o consumidor atual leva em consideração alguns fatores que podem ou não levá-lo à comprar tal bem ou serviço. O cliente irá fazer um conjunto de análises sobre a situação, irá levar em conta a real necessidade em adquirir, o preço, a disponibilidade, qual a “dor” que essa aquisição irá curar, se a localização do estabelecimento é boa, se possui um bom atendimento, se possui estacionamento, se a loja disponibiliza ar condicionado, se o produto é de boa qualidade, se o atendimento foi satisfatório e uma infinidade de outros pontos relevantes de acordo com suas ideias e necessidades.

Ou seja, o fator muitas vezes definitivo para a compra e para a sensação de boa compra, é o valor percebido pela pessoa que irá adquirir tal produto. É basicamente um somatório das impressões geradas pelo produto (preço, qualidade, necessidade atendimento das expectativas, satisfação...), somado a alguns outros fatores como: o estabelecimento que está vendendo, a localização, a comodidade, o bom atendimento e etc. Quando sentimos que pagamos caro por alguma coisa, muito provavelmente para nós naquele momento, o produto custa mais do que vale e quando pensamos o contrário ou seja, que pagamos barato, estamos sentindo que o produto ou serviço vale mais do que custa (devido as impressões percebidas naquele momento).

Então vale muito à pena estarmos atentos ao cenário ao nosso redor e fazermos nossas escolhas baseados no conceito de valor das coisas e não pelo preço. O consumidor moderno procura um somatório de fatores na hora de adquirir algo, procura diferenciação e uma prova disso é que mesmo numa época de crise como a atual, muitas empresas tidas como caras, vem despontando e atraindo cada vez mais clientes, trabalhando em cima de uma proposta de valor para suas vendas, agregando em atendimento e diferenciação da concorrência.

Não, o seu cliente não quer pagar barato, ele quer pagar o preço justo pelo produto e ficar com a sensação de satisfação naquela compra. Por isso, uma boa estratégia de posicionamento, um marketing bem desenvolvido,levantamento do perfil dos clientes, pesquisas de satisfação, produtos de qualidade e um ótimo atendimento podem fazer com que mesmo tendo preços mais altos, sua empresa consiga a tão disputada estabilidade nessa economia tão imprevisível e ao mesmo tempo tão instigante à qual vivemos hoje.

Até a próxima! Empreenda-se!

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