Não leia! As próximas linhas não irão te confortar

“Quão grandes seriam certos homens, se não fossem tão arrogantes”.

Talvez um artigo mais realista e intitulado como foi não seja dos mais atraentes. Estamos acostumados com títulos motivacionais, queremos saber quais são as maiores empresas da atualidade, quem detém o maior market share, quais são as tendências para os próximos anos e quem são os maiores influencers para que os sigamos em nossa rede profissional.

O que pode saber de útil um “jovem futuro administrador”? Sei pouco. Quase nada! Mas talvez isso possa representar o começo para alguém.

Segundo o portal R7, no final de 2014, os estudantes universitários representavam quase 4% da população brasileira. Cidadãos privilegiados que, com seu conhecimento teórico, podem transformar o atual cenário. Muitos desses estudantes são bilíngues ou até mesmo poliglotas, trabalham em multinacionais cobiçadas e demonstram claramente seu orgulho por tal fato. Além disso, são “planilheiros” de mãos cheias, direcionam-se aos seus superiores com confiança, questionam a razão pela qual estão fazendo algo e dominam atalhos e sistemas como nunca se viu antes.

Qual seria então o problema perante tantas qualidades e competências técnicas?

“Dê o poder ao homem, e descobrirá quem ele realmente é”.

Um fragmento de status já é o suficiente. Nem sempre obtém-se a sensação de poder pelo salário que se recebe ou pelo cargo que se tem. Em alguns casos basta uma responsabilidade um pouco mais vistosa.

Não ficaria feliz ao usar um tom acusativo ou julgador. Gostaria de relatar minha experiência, o que me motivou a escrever esse texto.

Costumava classificar os que não pensavam como eu simplesmente como estúpidos. Partindo do princípio do “eu tenho certeza”, “eu sei mais”, “eu posso mais”, cheguei muito longe! Obviamente de maneira negativa. Hoje olho para trás e vejo relações estremecidas por orgulho e egoísmo.

Descobri há pouco tempo que havia uma bomba relógio fixada ao meu corpo e que ela detonaria a qualquer momento, destruindo a mim e a qualquer um que se importasse comigo.

Quando me dei conta desse fato, comecei a analisar como desarmar essa bomba, qual seria o primeiro fio a ser desconectado e como desconectá-lo. Não é fácil evitar comentários desagregadores, julgamentos a qualquer coisa que nos desagrade, caras e bocas ao primeiro sinal de insatisfação e respostas rápidas e afiadas, mas ao lutar contra isso, é notável como as pessoas tornam-se mais genuínas e como a empatia é algo valioso e imensuravelmente importante.

Como profissionais, desejamos crescer, somos ambiciosos, mas particularmente, não consigo enxergar um profissional de sucesso como alguém que chegou ao auge humilhando os demais, desmerecendo seus colegas ou colocando-se num pedestal. O que resta de nós após nossa morte é nossa memória e nunca sabemos “qual hora é nossa hora”. Como quer que se se lembrem de você?

“Os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, porque a gratidão é um peso e a vingança, um prazer”.

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