Nada será como antes

Estamos em meio a uma mudança de era. A economia compartilhada e tecnologias disruptivas estão mudando o modo como vivemos e nos relacionamos com as marcas. Novos comportamentos exigem uma nova postura dos empresários para poderem continuar no jogo

A economia compartilhada e tecnologias disruptivas estão mudando o modo como vivemos. O Google mudou como a informação disponível no mundo é organizada. A Wikipédia aposentou as enciclopédias, item raro e difícil de encontrar hoje em dia.

O Waze acabou com os antigos mapas rodoviários e até mesmo com os GPS automotivos, que há poucos anos, eram uma novidade. Em cidades do mundo inteiro vemos protestos de taxistas contra o Uber, a indústria hoteleira, principalmente em cidades turísticas, já começa a sentir os golpes do AirBnb, tal como foi a da música pelo Napster, que por não respeitar o equilíbrio de Nash, não teve sustentação e foi substituída por aplicativos de streaming, como o Spotify.

O Netflix é um desafio para o negócio das locadoras de vídeo e até mesmo para a TV por assinatura, pois permite assistir suas séries ou filmes preferidos em qualquer device e em qualquer lugar. Tão importante quanto a luz e a água nas residências, o plano de internet faz parte do item básico de sobrevivência das famílias brasileiras.

Algoritmos mapeiam, traduzem e antecipam comportamentos e grandes empresas e governos já atuam somente sobre orientação do Big Data.

Casamento e adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo, inúmeras classificações de gênero, novas formatações de família, nova liberdades de um lado, novas restrições de outro. Todos são policiados ao tempo todo e nunca foi tão difícil expor uma opinião e não ser julgado ou classificado. Novos valores nascem na sociedade junto ao novo nível de consciência batizado por Ken Wilber de Eu-sensível, onde lutamos por igualdade, e somos regidos por um espírito comunitário, em rede e sem ganância. Pessoas vão às ruas reclamar contra o status quo. A corrupção é desmascarada como nunca antes e pessoas antes inatingíveis estão sendo presas. Antigas instituições estão caindo.

Novos hábitos de consumo, novos hábitos de vida, novas formas de experienciar o prazer. A substituição de um modelo industrial de organizar e viver a vida por um modelo com pequenos breaks hedonistas onde o prazer, o descanso e a felicidade são desfrutados em pequenas cápsulas. Onde as pessoas pulam entre estereótipos sociais como cangurus e transitam como camaleões em nossa sociedade.

O mundo está como o mar, em eterno movimento, em ondas. Uma nova onda se aproxima, estamos em meio a uma mudança de era. Como dizia Darwin, não são os mais fortes, são os com maior capacidade de se adaptar que sobreviverão.

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