Nada se cria, tudo se recicla

É fato comprovado que o tema Inteligência Emocional vem despertando a atenção de vários interessados das mais diferentes áreas de atuação, principalmente pessoas que buscam desenvolver suas aptidões por meio de competências emocionais. Mas, eu queria te fazer uma pergunta, uma pergunta simples e aparentemente fácil de responder: você sabe quem criou a inteligência emocional? A inteligência emocional ficou mais conhecida e divulgada no mundo através do PhD, Psicólogo e Jornalista Daniel Goleman que em seu livro (Inteligência Emocional, 1995), coloca ao dispor do público em geral descobertas neurológicas sobre a mente humana, até aí tudo bem. Neste livro são contrariadas as idéias de que a razão e a capacidade intelectual são mais importantes para a obtenção do sucesso pessoal e profissional do que as competências emocionais. Pois, ao longo de muitos anos houve, e ainda há, uma supervalorização do Q.I. (coeficiente de inteligência), em que pessoas com altos índices de Q.I. eram tidas como as mais inteligentes, mesmo se essas fossem incapazes de conviver em sociedade e preservar relacionamentos. Isso também quase todos sabem. No entanto, se vocês não sabem, a expressão Inteligência Emocional, mundialmente conhecida, não foi criada por Goleman. Ela teve a sua origem um pouco antes, em 1993 para ser mais exato, e seus criadores foram os também psicólogos John Mayer, da Universidade de Hampshire, e Peter Salovey, da Universidade de Yale. Segundo Mayer e Salovey, a inteligência emocional provém de quatro componentes do DNA que, quando alimentados pela experiência, permitem desenvolver habilidades e aptidões específicas. Se a expressão venho antes de Goleman lançar seu livro, muito, põe muito antes nisso, vieram os conceitos. Ao examinar as Teorias da Administração e da Psicologia, podemos verificar que essas habilidades e aptidões relatadas por Mayer e Salovey e as competências emocionais citadas por Goleman tem antecedentes ainda mais antigos. Na Teoria das Relações Humanas, por exemplo, o grande Elton Mayo já falava, com outras palavras, em inteligência emocional, ou seja, na importância que algumas competências inerentes à fatores comportamentais exerciam sobre o profissional de sucesso. Segundo as Teorias de Traços de Personalidade, o bom líder possuía algumas características marcantes de personalidade que o diferenciava dos demais e através dessas características eles podiam influenciar no comportamento de outras pessoas. Essas teorias baseadas nos traços de personalidade do líder foram bastante influenciadas pela teoria do grande homem em 1910, que foi definida por Carlyle. É amigos, parece que as teorias organizacionais que estão surgindo hoje são novas roupagens das antigas. Será que não há mais o que inovar? Isso nada mais é do que a mudança de uma frase muito conhecida: nada se cria, tudo se copia. Na qual passa a ser: nada se cria, tudo se recicla. Para finalizar vou repetir aquela perguntinha que fiz no início: você sabe quem criou a inteligência emocional?
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