Na pior das hipóteses

Nenhum caminho é tão ruim que não valha à pena o primeiro passo, seja qual for a direção.

Dia desses acordei com aquela vontade de "fazer acontecer". Sinceramente, não sei de onde veio a motivação. Foi daquelas que acontecem de repente e faz a ideia mais simples parecer genial.

Depois de um dia inteiro de brainstorming e inspirações, lembrei de uma versão melhorada de um ditado popular, dito por um hippie, daqueles que a gente adora os artesanatos, com quem tive a oportunidade de conversar: "Mente vazia é oficina... da criatividade." Pronto. Era o que eu precisava pra entender a minha vontade de produzir em meio ao caos que é a falta do que fazer. A partir daí, pra dar certo - lê-se: ter uma experiência agradável - eu só teria que me libertar dos preconceitos. Meus e dos outros.

Como filha da classe média, recebi toda a instrução que meus pais puderam me dar e comecei a seguir aquele caminho óbvio que os pais dessa geração sempre planejam. No momento em que eu decidi não seguir mais esses planos eu tive que abrir mão da ilusão de que filho de classe média só trabalha no escritório do pai - ou equivalente. Abrir mão da ilusão de achar que eu sou boa demais para estar na rua.

Dia desses acordei e percebi que não é preciso ter medo e que se eu quero caminhar com as minhas próprias pernas, eu tenho que começar! Não importa se é de cima. Muito menos se é de baixo. O fato de ser o começo de alguma coisa já a torna importante.

Resolvi transformar meu ócio em oportunidade, porque na pior das hipóteses eu vou voltar pra casa com uma cesta cheia de brigadeiros.

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento