Na dúvida, posso ficar com os dois?

Afinal, quem disse que para se ter sucesso profissional é preciso abrir mão de uma vida pessoal saudável?

Todas as empresas dispõem de recursos financeiros, mercadológicos, materiais, tecnológicos, administrativos e humanos, sendo que este último é responsável por gerenciar os outros, afinal, nem tudo é automático né? São as pessoas (se é que podemos chamar de recursos...) que fazem uma organização funcionar, afinal são elas que produzem, inovam, criam, mantêm contato com clientes, etc, sendo responsáveis pelo equilíbrio das organizações. E, para isto, devem estar motivadas, pessoal e profissionalmente, para serem produtivas e alcançar resultados.

Para se ter produtividade no trabalho, as pessoas devem estar bem, fisicamente e psicologicamente, em todas os campos de suas vidas. Ninguém tem nervos de aço (embora tenha gente que diz que tem...), todos somos seres humanos e estamos sujeitos a problemas pessoais e profissionais, que mais cedo ou mais tarde irão interferir no desempenho da função. Todos nós sabemos que o ideal é separar a vida pessoal da profissional, mas às vezes isso não é possível, pois somos feitos de emoções também, não importando o grau de controle delas na vida profissional. Para nos sentir bem consigo mesmo, precisamos estar motivados, no lado pessoal e profissional.

A motivação pessoal caminha lado a lado com a motivação profissional. As pessoas estão sempre buscando melhores condições de vida através do trabalho, e quando não se é satisfeito com o que é e o que se têm, as pessoas se sentem frustradas, e a chance de desconcentração, de erros, de mau desempenho no trabalho é maior. O efeito é o mesmo quando alguém passa por problemas familiares, como a morte ou doença de um ente querido. Por sua vez, alguém que não é satisfeito com o seu trabalho, seja em termos financeiros, benefícios, ambiente, relação com os colegas, não terá um motivo sequer para dar tudo de si para a empresa, estará desmotivada, e não hesitará em aceitar uma oportunidade melhor, caso surja.

A motivação plena acontece quando o indivíduo está realizado tanto no campo pessoal quanto no profissional, ou seja, tem uma vida profissional bem-sucedida e uma vida pessoal saudável (por que abrir mão de um se posso ter os dois?!), pois um indivíduo de bem com a vida está mais disposto a cumprir metas, superar desafios, conquistar resultados, isso se o profissional gostar do que faz aliado com as conquistas pessoais. Isso faz com que ele se sinta útil, importante, feliz, criando um ciclo de motivação pessoal e profissional, uma gerando outra, tanto positivamente quanto negativamente. Portanto, existe sim um elo entre motivação pessoal e profissional, e as empresas e os próprios profissionais devem estar atentos a isso. Se a vida pessoal vai bem ou mal, isso acaba interferindo no trabalho e vice-versa.

Mas, e quando o profissional está desmotivado? A casa caiu? Felizmente não há motivo para pânico! A boa notícia é que a desmotivação profissional pode ser evitada, ou ao menos minimizada, tanto pelas empresas como pelos indivíduos. As empresas devem construir um ambiente propício para a motivação profissional, cujos critérios dependem de empresa a empresa (participação de resultados, plano de carreira, etc.), tendo como ponto de partida saber o que motiva as pessoas a vestirem a camisa da empresa. Muitas se preocupam com o custo de se implantar um método para motivar pessoas, mas não percebem que ter as pessoas desmotivadas é mais caro ainda (olha o preço da rotatividade!) e que é preciso apenas atitude (e às vezes sem investir muito) para que se ter resultados.

As pessoas também são responsáveis pela busca da automotivação, devendo procurar ter uma postura profissional melhor, vontade de superar desafios, dar o melhor de si, se atualizar através de leituras e cursos especializados. É necessário que o próprio profissional tenha a iniciativa de se motivar, descobrindo o que faz sentido para ele, se o que faz é o que realmente gosta e não uma obrigação e ter um plano de carreira bem definido, para que a motivação esteja sempre aguçada e não deixar que o comodismo tome conta. A automotivação está dentro de nós, independe de promoção, reconhecimento, aumento salarial, por isso ninguém pode motivar ninguém. Um profissional motivado vê seu trabalho gerar resultados, e consequentemente, tem um grau de empregabilidade maior, tendo satisfação consigo mesmo, sentimento de realização e, por que não dizer a felicidade tanto almejada por todos.

Podemos dizer que o maior ativo de uma empresa são as pessoas, então é importante que as organizações tratem seus colaboradores como realmente são: GENTE (sem ser paternalista, até porque empresa não é mãe!), que tem uma vida social também e podem ser felizes tanto no lado pessoal como no profissional. Quanto aos profissionais, é possível ter os dois sim, basta que as empresas considerem a importância (e muita!) disso, se quiserem aproveitar ao máximo o potencial de seus colaboradores e se os próprios profissionais quiserem ter mais qualidade de vida. Deve-se tomar muito cuidado de não virar um workaholic, uma vez que convivemos cada vez mais com a correria do dia-a-dia. Afinal, quem disse que para se ter sucesso profissional é preciso deixar em segundo plano o pessoal, trabalhando frequentemente noite adentro e até mesmo nas férias? Ah, tenha dó, né? Vamos ganhar o pão nosso de cada dia e viver, mas muito bem motivados, é claro...

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