Mudar não é difícil, difícil é guiar esse navio da maneira mais fluida possível

As sugestões para mudanças, os infinitos tópicos do que não agrada, inúmeras opiniões de como mudar... Mas, afinal, por que na prática a mudança é algo tão temido?

Em qualquer conversa com colaboradores de uma empresa, há sempre uma lista infindável de itens que os mesmos gostariam de mudar: sejam processos dos seus respectivos setores, sejam processos da empresa, podem até ser ferramentas ou metodologias. Sempre há uma opinião de como tornar as coisas melhores.

Entretanto, por mais que se aspire, por mais que se saiba as melhorias que irão advir dessa mudança quando a mesma se inicia deixam de ser aspirações e passam a ser temidas. Mas afinal, por que isso acontece?

No fundo, por mais que se diga com convicção o quanto se gosta de mudanças, poucas pessoas de fato estão preparadas para mudar e sair de suas zonas de conforto. Poucas pessoas sabem fazer dessas mudanças uma oportunidade de crescimento e amadurecimento. E dentro desse cenário, é muito mais fácil dizer que uma mudança não deu certo ou mesmo se retrair e se fechar a coisas novas do que vencer essa barreira cultural que é o mundo além da nossa zona de conforto.

Contudo, existem sempre pequenas maneiras de tornar essas mudanças menos drásticas, menos dramáticas e mais tranquilas para todos. O primeiro passo que se esquece nessas horas é o de ouvir aqueles que estão lá, trabalhando e lidando com esses problemas diariamente. Essas tendem a ser as pessoas mais criativas para a solução desses problemas. Delas surgem inúmeras ideias e inovações, as quais podem ser muito fáceis de serem aplicadas. Todavia, deve-se tomar essas ideias como sugestões e fazer uma análise do quão viáveis serão, o impacto que terão para solucionar o problema e se todas as demais pessoas que lidam com o mesmo tipo de problema podem vir a concordar com essa solução.

Consideremos que após essa primeira etapa, as sugestões levantadas estão de comum acordo entre os envolvidos. O que fazer, então? É necessário nunca esquecer de priorizar o que se vai fazer. Independente do tipo de atividade e do nível de impacto, priorizar é a melhor maneira de colocar um plano em ação. Portanto, quais dessas sugestões vai resolver o maior problema que se possui? Qual dessas ideias tem que ser implementada antes? Algumas vezes, ao priorizar e já colocar em prática uma ação, consegue-se resolver outros problemas que poderiam não ter sido previstos ou cujas ações não eram tão prioritárias.

Além disso, ao priorizar as ações e implementa-las aos poucos, a mudança cultural que se gera é menor, pois se move as pessoas aos poucos para fora da zona de conforto, dando a elas a chance de se adaptarem e estarem prontas para a nova mudança, ampliando sua zona de conforto. Pelo fato de terem sido consultadas e estarem junto nesse processo, a mudança cultural se torna menos dolorida, pois é algo que eles desejaram e é algo pelo qual trabalharam.

A seguir, é importante consulta-los para verificar se a ação teve de fato sucesso ou se é necessário realizar alguma adaptação ou ação corretiva para alcançar o objetivo desejado. Novamente, é importante o trabalho em equipe e a priorização dos fatos. As pessoas tendem a imaginar todos os seus problemas no mesmo nível e querer resolver todos de uma vez apenas. É aí que o papel do gestor é fundamental, para saber guiar seus colaboradores para identificarem suas próprias prioridades.

Com esses pequenos passos, tendo paciência, mantendo transparência nas decisões e uma boa comunicação, as mudanças podem ser aplicadas mais facilmente, suas expectativas melhor geridas e a mudança se tornar um fluxo contínuo de busca pela inovação e melhoria. Mudar não é difícil, difícil é guiar esse navio da maneira mais fluída possível.

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