Modismos gerenciais

Assim como nós, as empresas passam por tempos de grandes mudanças, e para enfrentar os desafios advindos dessas constantes transformações, elas utilizam metodologias gerenciais que visam à solução dos problemas pertinentes a mesma

Assim como nós, as empresas passam por tempos de grandes mudanças, e para enfrentar os desafios advindos dessas constantes transformações, elas utilizam metodologias gerenciais que visam à solução dos problemas pertinentes a mesma.

Existem inúmeras ferramentas no mercado que são direcionadas unicamente para a resolução de problemas organizacionais – as ferramentas e técnicas gerenciais - como, por exemplo, o 5S que tem a finalidade de buscar a eficiência dos processos, a motivação dos colaboradores e a satisfação dos clientes.

Mas quando o assunto se trata do “resolver problemas da organização”, é necessário que possamos estar atentos sobre qual estratégia irá ser adotada para determinar a escolha correta da ferramenta que será utilizada pela instituição. Muitos gestores procuram por “novidades” que possibilitam alinhar a estratégia traçada ao negócio, e acabam aceitando essas novidades porque ouviram dizer que elas trazem resultados rápidos e milagrosos à gestão.

O fato de aplicar uma nova ferramenta em uma empresa exige planejamento e cautela, pois requer a necessidade de se olhar a ferramenta com uma perspectiva sistêmica, ou seja, de forma ordenada levando sempre em consideração o seu todo.

É preciso questionar como adotar, quais serão os custos e como a empresa deverá se preparar para que esse sistema possa dar novos resultados quando implantado, considerando todos os aspectos intrínsecos ao mesmo. Cada empresa possui uma identidade, por isso, não devemos utilizar uma ferramenta só porque em outra empresa ela apresentou bons resultados (isso não garante que você possivelmente se poupará de problemas futuros e não se decepcionará com os resultados obtidos pelo sistema).

De que adianta a implantação de uma ferramenta e a situação do ambiente organizacional continuar a mesma coisa? Esse é o grande problema do modismo: achar que podemos solucionar problemas de anos em alguns dias. O erro pode estar presente em toda estrutura, em uma empresa que não se prepara para a economia, que não pesquisa seu público alvo, em um patrão que não ouve seus funcionários (muitas vezes a solução está com este, que consegue enxergar quais são os reais propósitos que a instituição necessita). Temos também a má gerencia do tempo. Para solucionar estes déficits, precisamos ter em mente que isso levará tempo e planejamento, afinal, o que seria de uma organização em si sem um planejamento?

O tempo é um dos elementos principais da organização de uma empresa. Reuniões intermináveis, que geram estresse nos participantes, e que terminam, muitas vezes, sem uma decisão final, são um bom exemplo de como o tempo é mal utilizado e desperdiçado. Daí a necessidade de que haja a estruturação do planejamento organizacional, para que o tempo seja um recurso eficiente empregado a favor do crescimento da empresa.

É imprescindível nesse sentido o papel que o gestor irá executar, pois não basta somente aplicar uma metodologia gerencial na organização, é necessário que ele saiba construir novas noções e relações de trabalho (através dos conhecimentos e experiências adquiridas pelo mesmo durante o tempo) para que essa ferramenta seja executada de forma adequada e que se defina quem será “premiado” pelos benefícios por ela gerada.

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