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Mercado de Celular pode chegar a 65 milhões

Depois de fazer algumas rodadas de checagem com a indústria de telefones e as operadoras celulares, o Yankee Group revisou para cima suas previsões de expansão da base brasileira de telefonia móvel. De 58 milhões - estimativa efetuada no início do ano -, o instituto de pesquisas saltou para 65 milhões de telefones em dezembro deste ano. "O salto é grande e decorre de dois fatores básicos", afirmou o diretor geral do Yankee Group no Brasil, Luis Minoru. Um deles refere-se à redução drástica das barreiras antes impostas aos usuários pelas operadoras. "As empresas desconectavam os telefones pré-pagos que não efetuassem créditos a cada dois meses. Isto não está ocorrendo mais", disse o consultor, resultando numa expansão significativa do número de clientes mantidos na rede. O segundo motivo aparente consiste no parcelamento, que se tornou freqüente, de dez a doze vezes, facilitando o acesso das camadas C e D da população. Nas previsões anteriores do Yankee Group, a receita média por usuário tendia a cair menos, porque quem não gerasse tráfego seria excluído. Por outro lado, a expansão seria menor, já que não se contava com a agressividade comercial manifestada posteriormente pelas operadoras. No final das contas, a receita geral é a mesma. "Há mais usuários mas eles gastam menos", constatou o consultor. Em função de as operadoras não terem começado a se preocupar com o retorno do investimento, focadas que estão na expansão da base, as previsões feitas para este segundo semestre são remetidas a meados de 2005. "Neste estágio do ano, provavelmente a base de clientes estará consolidada e as empresas vão começar a oferecer mais serviços, a fim de ampliar os gastos dos clientes e obter rentabilidade", afirmou Minoru.
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