Marketing vai além da propaganda e nele tudo faz diferença

Jay Conrad diz: “marketing não é um evento, mas um processo. Ele tem um começo, um meio, mas nunca um final, pois ele é um processo. Você melhora, aperfeiçoa,e até interrompe, mas nunca para o processo completamente”. Lembre-se sempre, tudo faz diferença

Uma boa forma de começar a compreender o marketing é através das suas próprias experiências como cliente. Você lembra da última vez que realizou uma compra e ficou satisfeito? Um evento que lhe encantou ou foi diferente dos demais que participou? Até mesmo as experiências negativas que você obteve ao adquirir um produto ou serviço, podem contribuir nesse aprendizado, toda a sua experiência está relacionada com o marketing que realizaram.

A extensão mais aparente do marketing é na maioria das vezes o da propaganda. Frequentemente trata-se uma coisa como sinônimo da outra. Essa interpretação equivocada do tema é responsável por falhas de gestão e estratégia em empresas dos mais variados setores e tamanho, comprometendo severamente os planos de crescimento de qualquer negócio. Muitas vezes, analisando determinadas empresas, é possível perceber o quanto o investimento em propaganda não obtém o retorno esperado. Ressalta-se, contudo, que todas as empresas que obtiveram grandes resultados com marketing, o enxergaram de maneira ampla, consideraram de forma consistente seus quatro pilares centrais: praça, preço, produto e promoção. Os Ps devem estar completamente alinhados, minuciosamente analisados. Por exemplo, todo marketing da Apple e da Disney está baseado na experiência. E talvez não exista uma palavra mais adequada para definir marketing do que experiência.

Uma significativa parcela da população possui uma visão fragmentada ou mesmo deturpada do marketing. É comum a impressão de que a atividade se resume a promover um produto ou serviço através de um comercial de TV, um anúncio no jornal, ou em qualquer mídia que o divulgue. É ainda habitualmente confundido com a tentativa de convencer alguém a comprar algo, e na pior das hipóteses, é tratado como uma estratégia para ‘enganar alguém’. O marketing político muito contribuiu para que esse pensamento fosse fortalecido. Quão prejudicial essa percepção é para o desenvolvimento de uma empresa, de uma figura política, de um profissional, ou de um serviço. O próprio "pai do marketing", Philip Kotler, sabendo da dificuldade na compreensão da ciência que envolve todos os setores de uma organização, relatou que demora para se aprender marketing. Infelizmente, leva-se uma vida inteira para ser um mestre.

O marketing é muito mais profundo do que se imagina. É possuir uma visão de negócios, é ter conhecimento do seu público, da sua organização, ter percepção à frente do seu tempo e ter bem definido todos os Ps. Em resumo, o marketing é uma guerra mental, que conforme relatado por Drucker, tem como meta conhecer e entender o consumidor tão bem, que o produto ou serviço se molde a ele e se venda sozinho.

Para fazer marketing e garantir resultados é preciso entender de gente, gerir as experiências das pessoas com você e com seus produtos e serviços, estudar profundamente as necessidades e expectativas das pessoas e surpreende-las, entregando valor. É errôneo também pensar que os resultados virão em curto prazo, normalmente os resultados acontecem a médio e longo prazo, pois construir uma marca sólida não é trabalho para um dia.

O executivo de marketing deve ter uma visão plural, muito além do seu próprio setor. A forma como seu atendente recebe as pessoas irá influenciar diretamente na satisfação do seu público a cerca do seu produto, pode-se fazer uma venda espetacular através de um site confiável e dinâmico na internet, com um preço justo, por exemplo, mas, se a logística falhar na hora da entrega, todo seu esforço de venda será em vão. Portanto, marketing é um processo, não é uma roupa bonita que se veste em um determinado produto ou serviço. Começa dentro e o fora é consequência, é essência, entrega de valor, relacionamento, fidelização de clientes, onde tudo leva a experiência, onde tudo faz diferença.

O executivo de marketing não deve ter sua visão limitada a promoção, mas, sobretudo, olhar para a fábrica, ver o que pode ser melhorado, observar a logística, o atendimento, enfim, um olhar generalista. Este profissional deve possuir uma postura intraempreendedora, pois tudo está relacionado à rentabilidade do seu negócio. O marketing precisa direcionar o seu olhar para tudo que está no business. É uma função fundamental, principalmente para a liderança. David Packard fundamenta esse pensamento quando diz: “O marketing é importante demais para ser entregue ao Departamento de Marketing”.

Deve-se buscar acima de tudo a excelência, ser perseverante no melhor e o principio para isso é ter foco. O foco dita a quão boa vai ser sua execução. É primordial fazer um bom plano, que deve ser seu guia, seu mantra, o que você vai perseguir? Qual o objetivo deste plano? As estratégias devem ser simplificadas, coerentes, fortes e principalmente objetivas.

O sucesso de uma boa estratégia de marketing é nunca pensar no comum, sair da caixa, pensar diferente. Por fim, a execução. Se houver uma grande capacidade analítica, mas você não conseguir executar suas fases de forma efetiva, nada adiantará. Para que a execução possa ser realizada é preciso trabalhar em equipe e envolver todos na sua visão, compartilhar seu plano e fazer com que as pessoas o abracem. Ter o engajamento dos times é fundamental para que a estratégia saia do papel. A frase celebre de Walt Disney retrata bem isso: “você pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas é necessário ter pessoas para transformar seu sonho em realidade”.

No marketing tudo se envolve, desde as boas vindas que sua equipe dá a um cliente ou parceiro, até a forma de cobrança do dividendo. É um trabalho minucioso e ligado a todos os setores de uma organização. Foque na experiência, tente entregar as pessoas a melhor experiência possível, preste atenção aos detalhes.

Finalizo com a definição de Jay Conrad que diz: “marketing não é um evento, mas um processo. Ele tem um começo, um meio, mas nunca um final, pois ele é um processo. Você melhora, aperfeiçoa, e até interrompe, mas nunca para o processo completamente”. Lembre-se sempre, tudo faz diferença.

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