Marketing sensorial: muito além do toque nas telas

Nossas experiências sensoriais podem ir muito além do tato frenético nas telas, do visual restrito aos retângulos dos devices, do frio dos “abraços de bits” nas redes sociais, do gosto amargo da sensação de estar sempre atrasado com relação ao movimento do mundo

Sempre que me pedem um conselho sobre como melhorar a persuasão, a comunicabilidade, o poder de venda, eu digo para trabalharem a Percepção, esta nossa habilidade inata de assimilar o mundo através dos sentidos. Um tema sempre presente em meus treinamentos, por eu acreditar que esta “ferramenta”, que está disponível em todos, quando bem utilizada, amplia exponencialmente nossa capacidade de nos conectar com o outro e estabelecer uma sintonia harmoniosa e produtiva.

Esta minha crença vem se confirmando cada vez mais com os avanços do Marketing Sensorial – uma vertente do Marketing que se ocupa em criar e aplicar maneiras de estimular os nossos sentidos, nos remetendo a lembranças, reminiscências, desejos, enfim, a um estado de bem-estar, que faz com que aquela vivência fique registrada em nossa mente com mais definição, como uma recordação indelével, que quer ser repetida.

É no ponto de venda que essas ações de Marketing Sensorial vêm sendo mais sentidas. Você entra numa loja de lingerie e sente um aroma super agradável que gostaria de sentir em seu quarto ou ao abrir a sua gaveta de peças íntimas… Já na loja de roupas, a trilha musical, de alguma forma, lhe proporciona uma sensação tão boa, que você não tem vontade de sair daquele local e, fatalmente, acaba comprando mais. Logo na entrada da sorveteria, você já sente os deliciosos sabores da infância… hummm… e esquece a dieta! A área de eletrônicos da megastore é um show visual que chega a hipnotizar e faz você ter vontade de levar aquela sensação para casa…

Agora, imagine receber o seu cliente com uma experiência (presencial ou virtual) que transcende o bom atendimento, a boa oferta de produtos e serviços, o preço justo? Algo que ele leve na memória para compartilhar e querer repetir? Isso é navegar em águas do oceano azul e fugir do mar vermelho (se você leu “a Estratégia do Oceano Azul” sabe do que estou falando).

O Marketing sensorial surgiu há anos, mas agora ganha novo impulso, pois está sendo fundamentado pelos estudos avançados do Neuromarketing - união do Marketing com a Neurociência, que estuda a lógica do consumo procurando entender os desejos, impulsos e motivações das pessoas por meio do estudo das reações neurológicas a determinados estímulos externos. Tudo isso tem fascinado pelo imenso leque de possibilidades que se abre para oferecer uma experiência de marca inesquecível ao cliente – estratégia eficaz para encurtar o caminho na conquista da sua lealdade. Saímos do básico para envolver o cliente numa vivência que, a princípio, passiva e emocional, resulta numa participação ativa e intelectual, que o compele, naturalmente, a uma reação de “gratidão” e de “recompensa”.

Algumas iniciativas de marcas, principalmente do varejo, têm comprovado resultados surpreendentes nessa área. Estão transformando suas lojas físicas em verdadeiras disneylandias, sensibilizando o cliente em todos os pontos – principalmente o bolso! O cliente pode até comprar pela Internet, depois. Mas não sem antes vivenciar a Marca… literalmente! E o que é melhor: compartilhar a experiência.

E você, o que pensa sobre isto? Deixe seu comentário.

Publicado originalmente em http://consultoriasr.com.br/blog/marketing/marketing-sensorial-muito-alem-do-toque-nas-telas/

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