MARKETING DE GUERRILHA: EU PRATICO!

Continuando a linha de pensamento da semana passada, vou tentar exprimir aqui o que penso sobre um outro termo proveniente dos manuais de guerra e que está sempre presente no dia-a-dia empresarial: o marketing de guerrilha. Marketing provém da palavra inglesa market que significa mercado. Daí a dedução de que, quem faz marketing, não está fazendo nada além do que tentar vender seu produto em um lugar qualquer que, por hora, definimos como mercado. Esse produto pode ser um alimento, uma roupa, uma marca, uma idéia, uma opinião, enfim, qualquer coisa, pois tudo o que existe é passível de ser alvo do marketing, pois tudo que existe pode ser vendido. Porém, há uma grande diferença entre vendas e marketing. A nosso ver, venda é algo muito mais simples, decorrente da necessidade intrínseca de um ser consumir determinado produto. Sejamos mais claro: se uma pessoa possui uma certa quantidade de água e deseja vendê-la, basta a essa pessoa achar alguém que não possua nenhuma forma de consumir água a não ser comprando aquela que você está vendendo. Como ninguém consegue viver sem beber água, o detentor desse bem facilmente realizará a venda, desde que só ele, ou outros poucos privilegiados, tenham água para vender. Essa relação de predisposição a vender e necessidade de comprar é típica de mercados primários, em fase de estruturação. No entanto, a partir do momento em que o mercado passa a ficar saturado de gente vendendo a mesma coisa é preciso mais do que simplesmente ter um bem disponível para a venda. É preciso fazer com que o consumidor escolha, dentre inúmeras possibilidades, o produto que VOCÊ está vendendo. É aí que entra o marketing. Ele planeja estratégias que farão que o consumidor prefira a sua água e não a do seu vizinho. Nesse ínterim, algumas organizações passam a praticar o marketing de guerrilha, seja pelo seu efeito nos consumidores, seja pela própria falta de recursos para o estabelecimento de uma campanha de marketing mais arrojada. Guerrilha vem do espanhol guerrilla, que significa guerra pequena. Quem opta pelo marketing de guerrilha vive uma pequena guerra a cada dia para vender seus produtos, pois precisa inverter a relação comprador-fornecedor. Ao invés de por seu produto a venda e esperar pelo consumidor, o guerrilheiro precisa ir atrás do consumidor; provar a ele que seu produto é o melhor; negociar preços; entre outros. Esse modo de vender produtos é mais trabalhoso, pois carece do contato interpessoal, que demora mais tempo para se firmar. Mas é muito mais rentável pois estabelece uma relação de confiança. É isso que leva pessoas e organizações a pagarem vendedores ambulantes, estruturarem planos de vendas em suas vizinhanças e, entre outras, importunar seus conhecidos com e-mails não solicitados, porém de bom conteúdo, oferecendo seus produtos. Este texto, que enviarei por e-mail para meus contatos, é um exemplo.
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