Mais um ano, e uma única oportunidade!

Passamos o ano tão ocupados que quando percebemos já estamos em dezembro

Chegamos ao final de mais um ano, no qual nos preparamos para o Natal, mas nem tudo é festa.

Passamos o ano tão ocupados que quando percebemos já estamos em dezembro.

Passamos o ano mandando os nossos filhos para escola, outros levando os filhos até a porta da escola, outros levando até a sala de aula. Mas também, outros acompanharam seus filhos até a escola, verificando a sua agenda, as tarefas de casa, o boletim, ajudando nas tarefas e até participando do seu dia-a-dia.

Dentre estes, uma grande maioria conseguiu êxito, outros fracassam na frequência, outros no rendimento escolar, outros no comportamento, mas na maioria das vezes isto só é observado em dezembro, quando do resultado final.

Aí, pais, mães, familiares conseguem tempo para ir até a escola questionar o resultado dos seus filhos. De um lado os pais querem que os filhos passem a todo custo, pois não podem deixar que sofram decepções. Por outro, as escolas querem empurrar os alunos e passar de ano para que a escola demonstre o maior índice de aprovação e se coloque em destaque.

E assim vamos defendendo uma educação de qualidade, uma sociedade mais justa, mais humana e mais fraterna, com menos corrupção, com menos violência. Como queremos uma educação de qualidade e não acompanhamos o filho na escola: sua agenda, seu boletim, seu comportamento?

Como queremos uma sociedade mais justa, mais humana, mais fraterna, menos corrupta se não sabemos dizer não aos nossos filhos quando eles mais precisam? Se não defendemos valores éticos e morais dentro da escola e na própria família?

Como defendemos valores éticos e morais, menos corrupção, (palavra da moda) se queremos que os filhos ou os alunos passe de ano sem que tenha atingido méritos para isto?

É desta forma que defendemos uma sociedade mais justa, mais humana, menos violenta? E desta forma que defendo educação de qualidade?

Como pai, como mãe, como professor, como gestor da educação, devemos repensar a questão da aprovação ou reprovação de nossos filhos e alunos na escola. Devemos repensar a questão dos valores éticos e morais dentro da família e dentro da escola, pois a sociedade que temos é reflexos destes valores.

Devemos repensar a questão dos valores éticos e morais dentro da família, dentro da escola, pois estes vão refletir diretamente na qualidade da educação, e no tipo de sociedade que dizemos que queremos.

Se os nossos filhos ou alunos não conseguiram êxito no ano que estão cursando, façamos uma reflexão sobre passar ou reter “repetir de ano”. Se eles não conseguiram êxito e foram retidos, estamos dando uma nova oportunidade para que eles possam, mais uma vez estudar os conteúdos que não alcançaram.

Se eles passarem de ano sem que tenham conseguido êxito nos conteúdos estudados, estamos tirando a oportunidade de aprenderem aquilo que por algum motivo não conseguiram alcançar.

E isto eles só vão perceber quando chegarem em um estágio que necessite da base que não tiveram. E aí, muitos desistem de estudar, quando não desistem de ter uma vida pautada nos princípios éticos e morais, e você vai se perguntar: por que? Onde foi que errei?

Precisamos proteger nossos filhos, mas precisamos também mostrar para eles que a vida é feita de oportunidades, de conquistas, mas também de decepções e fracassos, principalmente quando não sabemos aproveitar as oportunidades.

Mas que as decepções e fracassos não são motivos para desistir, e sim, para refletir sobre os nossos atos, sobre as nossas ações, avaliar os nossos erros, aprender e criar oportunidades para um caminhar seguro dentro dos princípios éticos e morais, para construção da sociedade que, afirmamos ser o nosso desejo.

Portanto, senhores pais, mães, professores, gestores da educação que durante todo este ano procuraram dar o seu melhor para que possamos ter uma educação de qualidade, uma família construída nos princípios éticos e morais, trabalhando assim uma sociedade mais digna de respeito, vamos refletir sobre a conclusão do nosso trabalho.

Vamos refletir sobre o nosso papel de pai, de mãe, de professor, de gestor escolar. Vamos refletir sobre os nossos filhos e alunos, que família queremos, que tipo de sociedade sonhamos e vamos dar a nossa contribuição com respeito, responsabilidade e ética, seguindo os princípios morais, para que tenhamos pessoas melhores para este mundo fantástico.

Temos a responsabilidade e oportunidade de construir.

Responsabilidade temos sempre, porém a oportunidade é única.

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