Luxo oriental e luxo brasileiro

O grande abismo que existe entre o consumo de luxo no Brasil e na China é que nosso país está longe de se destacar nessa área. O mercado de alto padrão ainda está em fase de consolidação entre os brasileiros e, mais do que nunca, é necessário informação a todos os agentes envolvidos nesta indústria

Um relatório divulgado por um dos mais importantes veículos de comunicação da China apontou que os consumidores do país fizeram gastos na ordem de 116 bilhões de dólares em itens de luxo no exterior no decorrer do ano passado. A pesquisa chegou a essa conclusão após estudar as receitas de aproximadamente 20 mil marcas de alto padrão dos mais diversos segmentos de mercado.

Outro dado que chama bastante a atenção é que, de acordo com o governo do país, mais de 120 milhões de turistas realizaram viagens ao exterior em 2015 e, dessa forma, a grande maioria das compras de luxo foi realizada em outros países, uma vez que os artigos premium custam muito caro na China em razão das altas taxas de importação.

Essas informações a respeito do cenário econômico chinês, com a leitura apropriada, podem servir como uma importante ferramenta para a compreensão e as perspectivas do mercado de luxo no Brasil. Afinal de contas, ambas as nações são consideradas emergentes e se encontram em pleno processo de desenvolvimento econômico.

Quando o assunto é o mercado de luxo, a principal semelhança entre os países é que os consumidores brasileiros, também, realizam grande parte de suas aquisições de bens de alto padrão no exterior. E isso acontece por dois grandes motivos: muitas regiões do país não contemplam sequer uma loja das principais marcas do luxo mundial e, nos centros em que as lojas existem, os preços muitas vezes estão muito acima do praticado no mercado internacional, devido aos impostos e taxas.

O grande abismo que existe entre o consumo de luxo no Brasil e na China é que nosso país está longe de se destacar nessa área. O mercado de alto padrão ainda está em fase de consolidação entre os brasileiros e, mais do que nunca, é necessário informação a todos os agentes envolvidos nesta indústria. Dos empresários, passando pelos lojistas, com enfoque especial nos responsáveis diretos pelas vendas, até chegar ao público consumidor, é fundamental existir uma rede de informações confiáveis, dinâmicas e atualizadas que permitam o fortalecimento do mercado.

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