"Liderar e Motivar em tempo de crise - O grande desafio"

Este artigo, aborda o que se passa neste momento em termos de sucesso das empresas em função de toda a conjuntura de crise existente, apresentando aos líderes, dirigentes e funcionários de empresas, alternativas práticas ainda pouco exploradas para contornar a situação de crise.

Uma saída para a crise pode estar em aspectos como: “Manter a motivação elevada”.

O que se passa neste momento em termos de sucesso das empresas em função de toda a conjuntura de crise, é que existem dois fatores muito importantes.

Um tem a ver com liderança forte das pessoas que estão a frente da empresa, o outro tem a ver com comunicação e envolvimento das pessoas que fazem parte da empresa, ou seja, se não houver uma comunicação de forma correta e as pessoas não souberem o que está acontecendo dentro e fora da empresa, é muito difícil hoje em dia alinhar todo o plano estratégico, sendo isto fundamental para o sucesso.

Não é fácil conseguir a motivação dos funcionários e em tempos de crise isto se agrava, pois cada um deles tem que ter uma base de motivação própria e quando essa base está abalada, é muito difícil entrar no mérito da motivação que venha só por parte da empresa e então temos que nos voltar para as pessoas em si e fazê-las pensar “Por que, e Para que, eu corro no dia a dia? “.

Se elas não entenderem o porquê de acordar e sair para trabalhar num contexto de crise, pura e simplesmente não é a empresa que vai dar essa motivação.

Assim o trabalho de motivação deve mudar de foco, ou seja, deve mudar da motivação dada pela empresa, para a automotivação da pessoa e este aspecto muitas vezes não é simples de executar porque a crise está presente, as mensagens negativas em torno de todos estão lá, mas mesmo assim é primordial que cada pessoa descubra porque apesar de tudo, todo dia de manhã deve acordar para a luta, porque corre, enfim, quais são seus “porquê” e “para que” de vida, que o impulsionam para frente.

A grande questão enfrentada pelos líderes, está em como transmitir a necessidade de automotivação às pessoas, que por sua vez vivem com dificuldades, que não ganham o suficiente, que não sabem se continuarão empregadas, como muita gente vive hoje em dia.

Para responder a isto devemos separar as coisas, ou seja, uma coisa são os ferramentais que temos a disposição em termos motivacionais e a outra é a seguinte questão: “Será que isto trará valor ao realizar meu trabalho?

As pessoas precisam começar a separar as duas coisas, independentemente se estão em época de crise, de dificuldades, de corte orçamentário, as pessoas precisam entender que se forem improdutivas ou ainda estiverem desmotivadas a situação será ainda pior.

Portanto não se trata exatamente em dizer ao líder que este deve se empenhar mais em motivar as pessoas, trata na verdade de cada pessoa que faz parte da equipe olhar para dentro de si e perguntar: “Será que eu tenho a vontade de persistir?

Via de regra esse processo é pessoal, interno à cada um e por isso é muito complicado de executá-lo a nível de empresa.

Cada pessoa da equipe deveria pensar nela como: “Ela S/A”, como se ela fosse uma empresa, ou seja, se ela tivesse que oferecer seus serviços para a empresa onde trabalha, como essa pessoa funcionaria? Qual seria seu posicionamento? Qual deveria ser seu nível de motivação para vender seus serviços?

Esse processo interno é que vai permitir embora exista a crise, que a pessoa consiga desempenhar seu papel com o máximo de empenho e produtividade.

Em épocas de crise, fica cada vez mais difícil, realizar negócios e para contornar isso as pessoas precisam cada vez mais confiar nas informações, sejam estas provenientes de empresas de pesquisa externas, ou mesmo de fontes internas à própria empresa, para balizarem suas ações.

É primordial que as empresas preservem momentos que tinham fora da época de crise em termos de motivação das equipes, onde se parava para ver o que poderia ser feito, pois embora agora estejam enfrentando tempos de crise é importante colocar na cabeça das pessoas “O que está em nossas mãos que podemos fazer? “

Embora no mercado as coisas estejam em crise, é sempre necessário repetir a pergunta “O que posso fazer enquanto funcionário que pode fazer a diferença para ajudar a manter a empresa ativa no mercado e manter meu emprego? “ E isto pode ser conseguido através da automotivação.

O papel do líder é crucial em épocas de crise, pois a princípio este consegue atuar em termos de motivação nos aspectos que dizem respeito a parte da empresa, mas não consegue motivar o funcionário em si, porque isto depende da automotivação do funcionário.

Porém, o líder de certa forma, pode contribuir com a automotivação dos funcionários, se estiver devidamente preparado para atuar como Líder Coach e Mentor, onde através de ferramentais adequados, consegue ampliar o mapa mental ou visão de mundo dos seus subordinados e com isto, quando eles atingem a consciência da real situação, existe uma grande probabilidade deles desenvolverem a vontade de realizar seus porquês de vida, se auto motivando para isso.

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