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Liderança Positiva

A palavra liderança pode denominar um número tal de funções na sociedade que não é possível defini-la de forma categórica. James MacGregor Burns, um estudioso do assunto, declarou ter encontrado 130 significados para ela. Um líder pode ser político, espiritual, moral, familiar, material, artístico, ou, ainda, corporativo, empresarial. Podemos classificá-lo também como factual ou
inato, referindo-nos, então a situação real do líder, que pode ter sido colocado em uma posição por pura imposição ou por deter talento para isso. Mensurar o sucesso de um líder é algo bastante subjetivo e difícil. A eficácia do grupo dirigido por ele é facilmente relacionada com a sua destreza. Uma boa impressão por parte dos clientes é um indicativo de boas relações na equipe. Contudo, é entre seus colegas, ou entre seus comandados, que o líder deve cultivar um relacionamento saudável e utilizar suas virtudes para criar um ambiente onde a eficiência é uma realidade. Saber ouvir e interpretar o que os liderados dizem e encarar o dia-a-dia com otimismo são alguns dos caminhos para isso. Há, no entanto, um fator determinante na imagem deixada por um líder em exercício: o carisma. Max Weber, o grande sociólogo alemão, autor de A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, foi o primeiro a definir um líder carismático. Na tradução literal, o carisma de Weber é: certa qualidade de uma personalidade individual, pela qual o líder é colocado à parte das pessoas comuns e tratado como dotado de poderes ou qualidades sobrenaturais, sobrehumanas, ou, ao menos, excepcionais. O tempo passou, e o carisma passou a ser associado, mesmo no mundo dos negócios, a certo magnetismo pessoal e capacidade de induzir as pessoas a mudarem suas idéias sobre um determinado produto, ou sobre a realidade do mercado, por exemplo. Steve Jobs, CEO da Apple Computer, é tido como um divulgador extremamente carismático de sua linha de produtos, capaz de lançar modas e fazer com que eles obtenham ótimos resultados, apesar de não serem familiares para a maioria. Quando um novo produto da Apple é lançado, o próprio Jobs apresenta-o para o público em grandes shows que envolvem efeitos e demonstrações surpreendentes. O líder e o administrador estão intimamente ligados. Porém, é possível diferenciar esses dois papéis, a fim de poder-se analisar em quais processos administrativos existe uma liderança efetiva. Warren Bennis, um grande especialista em liderança americano que foi conselheiro de John Kennedy, explicita muitas das diferenças em suas obras. Ele atribui, por exemplo, a capacidade de inovação aos líderes, e a de controle aos administradores. Também diz que os líderes devem enxergar tudo a longo prazo, e focarem-se em pessoas, enquanto os administradores focam-se em sistemas. Em muitos casos, o problema de uma administração está na centralização das características de liderança. Grandes e bem-sucedidos empreendimentos tendem a expandir a possibilidade de liderar para vários, ou todos, os seus trabalhadores. É o que pode ser chamado de liderança participativa ou democrática, um ótimo caminho para aproveitar-se o máximo das capacidades de liderança.
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