Liderança: O Fim das Cartilhas

Muito se tem falado sobre o conceito de liderança e temas relacionados. Centenas de livros, milhares de artigos, palestrantes e palestras. Indiscutivelmente o tema é extremamente impactante em todos os setores da vida. Para minha alegria, e de todos que objetivam um mundo mais justo e equilibrado, houve uma evolução deste conceito e um desenvolvimento do personagem a ele relacionado. Outrora existem informações desencontradas e contraditórias, e, definições que não sintetizam tudo aquilo que a palavra liderança significa. Liderança é um processo de ressonância entre dois seres que lhes permitem alcançarem o desenvolvimento a partir da atitude de um deles, o líder. Leia-se por atitude qualquer estímulo; seja exemplos, valores, conceitos ou o próprio ato em si. O ato de influenciar e servir são meios utilizados para o objetivo máximo da liderança que é o desenvolvimento do ser, e não são os únicos meios. Tom Peters nos seus livros e artigos, ou melhor cartilhas, enumera diversas maneiras (meios) de se chegar à liderança; e acredito que ao seu objetivo. James C. Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, apresentou meios mais avançados (ato de servir e o amor) em sintonia com o verdadeiro objetivo de desenvolvimento do ser. Existem muitas abordagens, bem como interpretações que se pode extrair delas, que nos leva erroneamente a crer no papel do líder como um desenvolvedor (moldador) de um ser para uma empresa. O desenvolvimento do ser que se pretende atingir na liderança é humano, ou seja o profissional, social, espiritual, emocional e físico. O cliente deste desenvolvimento não é só a empresa, mas as outras empresas, a sociedade, o governo, enfim todo ser humano. Entender o benefício de um trabalho deste é aceitar o retorno em longo prazo e muitas vezes de forma indireta. Uma pessoa que está em evolução e vai trabalhar no concorrente, ou se desliga da empresa, continuará contribuindo das mais diferentes formas, principalmente quando a evolução traz consigo benefícios sociais em forma de inovação ou melhoria de processos. Um dos problemas de definir liderança como o ato de influenciar pessoas está no objetivo que originou esta definição: o egoísmo empresarial. A palavra influenciar isolada e neste contexto ganha cogitações como: manipular, colocar a empresa como centro, um só ganhador. Outro problema é a restrição quanto as mais recentes abordagens como a de James C. Hunter. O ato de servir é em muitos aspectos contraditórios ao ato de influenciar. De servir se espera resultados em longo prazo, de influenciar em curto; a postura usada no ato de servir é de humildade, o influenciar pode muitas vezes levar a arrogância. No entanto ambos trazem resultados positivos quanto ao objetivo de desenvolver seres, tudo é relativo ao contexto, a intensidade. Falar de Jesus num cenário onde o entendimento do ser e da vida é uma necessidade, onde o mais importante é o homem, com certeza o aprendizado ganha dimensões amplas. Jesus não foi somente um líder em vida, para sempre ele através de sua sabedoria irá desenvolver pessoas em todas as suas dimensões da vida. O amor não é apenas um estilo de vida, um sentimento ou conceito: é a explicação do entendimento dos princípios da vida. O conceito de liderança evoluiu e hoje abrange Jesus, Amor, Relatividade, Empresa, Sociedade, enfim tudo para colocar eu, você, nós em permanente desenvolvimento, para o nosso bem, para o bem de todos. José Divaldo Rufino Administrador CRA/PR 18.058
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