Lidando com o inevitável

Segunda-feira, lavar louça e acordar cedo. O modo como encaramos as situações determina se aquilo será uma benção ou um fardo a carregar

Temos certa habilidade de não aceitar aquilo que é inevitável. Me peguei corrigindo minha sobrinha, que estava relutante em lavar algumas peças de louças, aliás, algumas bacias que usamos para salada no almoço.

Existem coisas das quais quando nascemos estamos traçados a fazer. Uma mulher, pelas leis naturais terá a maior responsabilidade pelos serviços domésticos, e não julgue isso como um comentário preconceituoso, claro que existem homens que ajudam, e alguns solteiros sozinhos que o fazem muito bem, no entanto, é na mulher que naturalmente pensamos para esse tipo de trabalho, na minha pouca vida, nunca vi alguém até hoje que contratou um homem como secretário do lar.

Consigo fazer a mesma referencia, ao fato de ter de levantar cedo para trabalhar, ou enfrentar as segundas-feiras. Toda semana vejo as pessoas postarem ou dizerem, sobre o quanto é ruim a segunda, o quanto é triste acordar cedo, o quanto esperam pela tão querida sexta-feira. Eu fui uma dessas pessoas, já reclamei muito por ter de levantar pela manhã, onde sempre quero ativar a soneca mais 5 minutinhos.

Mas onde quero chegar é que sempre existiram segundas-feiras, acordar cedo, louça pra lavar, e ai, fica a cargo de nós mesmo decidirmos se faremos isso ser uma carga ou uma benção.

Acordar cedo na segunda é sinal que você tem um trabalho, que a louça suja após o almoço prova que você almoçou, e muito maior que isso é o fato que você está vivo. Decida levar a vida agradecendo até mesmo pelas coisas que você faz pela necessidade e que não te dão prazer, com o tempo, já não será uma carga mas sim uma benção, afinal de contas, não é a felicidade que traz a gratidão, mas a gratidão que faz de nós pessoas felizes.

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