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LETARGIA A ENFERMIDADE DOS ADMINISTRADORES E EMPRESÁRIOS

LETARGIA A ENFERMIDADE DOS ADMINISTRADORES E EMPRESÁRIOS As faculdades de Administração estão crescendo vertiginosamente desde 1968, aproximadamente, 38 anos formando administradores, mas nada se acrescenta em termos de grade curricular para formar administradores com visão de futuro, criativos e sensíveis aos colaboradores humanos, ou subordinados. Algumas colocações estão sendo feitas nos cursos de pós-graduação de gestão de pessoas, mas em suma é uma repetição da graduação, dependendo muito do professor que pelo seu idealismo, traz coisas novas, cases, ou outras informações adicionais. O que precisaria ser mudado é o próprio curso de graduação, onde os jovens assimilam melhor e ainda não estão viciados ou influenciados com os erros cometidos pelas empresas. Sendo um pouco radical ou vamos dizer prático, já faria esta mudança no curso fundamental e médio, mas infelizmente o Ministério da Educação encontra-se nesta letargia administrativa. Como pode alguém no estado obtuso, ter visão de futuro, criatividade, e sensibilidade para mudanças se é fruto desta enfermidade. Em artigos anteriores, já citei sobre a incapacidade ou falta de vontade política de nossos governantes, onde as ferrovias, rodovias, portos, saúde, educação, segurança, moradia, etc. não têm o mínimo de planejamento e administração. As desapropriações nas cidades, para fazer avenidas, viadutos, e outras obras, já demonstrou falta de planejamento e visão de futuro dos administradores anteriores, que eram advogados, engenheiros e alguns economistas, raramente um administrador ou talvez nenhum. Mas, após 38 anos de Administração de Empresas a letargia continua na sua grande maioria a mesma; apesar de inúmeros livros, artigos, palestras e cursos de como administrar empresas, continua-se a cometer os mesmos erros e os mais banais: - Inicia-se um negócio sem pesquisa, levantamento de mercado, viabilização da localização, consulta da legislação, formação de preços, em suma sem um plano de negócio. - Após abrir o negócio não se capacitam para a gestão diária de suas empresas, não faz uma previsão de vendas, não controla os estoques, não faz um fluxo de caixa, não controla os gastos e mistura as contas particulares com as contas da empresa. - Administra seus colaboradores com ignorância e mão de ferro, não lê nada sobre gestão de pessoas, não aceita sugestões e cria um ambiente de medo, insegurança e desmotivação. - Não sabe exigir de seu escritório de contabilidade informações gerenciais para tomada de decisões, pois acha que é o senhor absoluto do conhecimento. - Não deixa seus gerentes e supervisores aplicarem novas técnicas de gestão ou fazer mudanças para melhoria contínua, pois dentro de seu entendimento letárgico e ultrapassado, só o que ele aprendeu é válido, esquecendo-se que o mundo empresarial e os consumidores estão muito mais exigentes e mudando rapidamente. - Compram um ou dois computadores que só são usados para escrever cartas e acessar internet e acreditam que informatizaram sua empresa. - Mudam o nome do Departamento Pessoal para Recursos Humanos e acham que estão fazendo mudanças profundas. - Não atendem as necessidades básicas de seus colaboradores funcionários, como Assistência Médica, Odontológica, Vale Refeição, ou mesmo um refeitório decente, café da manhã, pois muitos, para não dizer a maioria não come absolutamente nada de manhã, prejudicando o rendimento no trabalho. - Não fazem reservas para melhoria dos equipamentos ou investimento em novas máquinas para aumento de produção ou qualidade de seus produtos; dividem todo o lucro mensalmente, através de retiradas, deixando a empresa pobre e o empresário rico, mas por pouco tempo. - Não procuram conhecer e implantar um sistema de certificação ISO. - Não dá a devida importância aos clientes e consumidores, e menosprezam a concorrência. Sejam mais humildes velhos e letárgicos empresários administradores, os jovens estão se preparando por conta própria, apesar das dificuldades, estão fazendo cursos de pós-graduação, MBA, mestrado e outros; estes jovens não estão aceitando mais, este regime opressivo e totalitário, eles querem a administração participativa, onde poderão colocar em prática tudo que estão aprendendo e irão revolucionar a administração no Brasil. Autor: Cláudio Raza; Administrador de Empresas, Economista, Contador, Pós-Graduado em Gestão de Pessoas para Negócio, Professor Universitário, mais de 35 anos assessorando empresas. www.razaconsultores.com.br. e-mail: c.raza@terra.com.br;
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