Julho - mês do produtor rural

Não é segredo para ninguém que o produtor rural de todo o mundo planta uma semente e colhe um monte bons frutos com desafios pouco encorajadores

A geração de emprego pelo setor agrícola supera expectativas, surpreende pelos bons resultados e, na contramão da economia mundial, mostra que de fato a maior indústria do mundo é mesmo a agricultura.

Na Alemanha, mesmo não sendo a principal colaboradora pelos ótimos números econômicos (os principais setores são as indústrias metalúrgica e química) faz com que agricultores daquele país trabalhem de domingo a domingo com tecnologia de ponta para atender a uma necessidade comum a todo ser humano, o de se alimentar.

No Japão a agricultura familiar se faz presente em toda cidade deste país que tem um recurso natural assustadoramente limitado, a terra, já que o país é famoso pela “produção de tecnologia” e geograficamente é impossível produzir alimento suficiente para toda sua população.

Nos Estados Unidos, país com maior índice de produtividade agrícola do mundo e maior exportador do setor, o emprego da mão de obra é de apenas 3% de sua população. Isso se deve por uma fórmula interessante e que tende a ser copiada por todo o mundo nos próximos anos: a industrialização da agricultura.

Tecnologias podem ser observadas em mídias especializadas onde são mostrados pequenos aviões (drones) que mapeiam a área a ser plantada e os dados são utilizados para uma melhor adubação, controle de pragas, eliminação do desperdício de insumos, maior controle de defensivos, etc.

Os números da agricultura moderna surpreendem a todo dia, onde a produção de alimento pela agricultura familiar e produção de commodities com a utilização de ferramentas que colaboram para a modernização das técnicas de produção.

No Brasil, na contramão de muitos países super desenvolvidos como Alemanha, Japão e EUA que tem no setor público o apoio necessário para alavancar a agricultura, o setor privado faz verdadeiros milagres colaborando com o PIB nacional. O setor espera crescer 2,8% em 2015, mesmo em plena crise de confiança, crise política e crise hídrica.

Não se pode negar que existe algum investimento do setor público no Brasil, mas mesmo com anúncio de investimento no setor, a realidade é que financiamentos estão parados nos bancos, a indústria de máquinas agrícolas não vê com bons olhos os resultados e, setores como o automotivo que engloba caminhões e automóveis tem demitido em massa seus profissionais com o objetivo de não fechar as portas.

Se a frota nacional tem uma idade média por volta dos 12 anos, a tendência é de que essa idade aumente nos próximos meses, mostrando que o setor agrícola, mais uma vez, arranque forças para superar tantas notícias ruins.

No mês de Julho, mês do Agricultor, peço uma salva de palmas para quem produz o alimento, gera renda e emprego em todo o mundo, o Produtor Rural.

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