Jornalismo de relevância

Prospectar e apontar tendências não é coisa fácil. Prova disso é a escassez desse tipo de conteúdo oferecido ao público consumidor

Tendência é uma das palavras da vez em comunicação, tanto para quem está nas redações, perseguindo novidades e pontos de vista originais, quanto para quem atua na retaguarda, ajudando pessoas, empresas e instituições a se tornarem conhecidas e relevantes na barafunda que é esse mundo da informação.

Prospectar e apontar tendências não é coisa fácil. Prova disso é a escassez desse tipo de conteúdo oferecido ao público consumidor.

Quando ele aparece, vale ouro. Mesmo que a audiência possa não ser massiva, certamente será muito qualificada, o que torna incalculável seu valor.

Digite “tendência em jornalismo” no Google e você encontrará dezenas de artigos sobre novas plataformas, recursos tecnológicos, estratégias de SEO, dispositivos móveis e aplicativos. A maioria decreta o fim das plataformas tradicionais e toca o terror ao vislumbrar um reino absolutamente virtual para apresentação de dados, opiniões, fatos, memórias, análises e o que mais frequente a esfera do jornalismo.

Difícil mesmo é encontrar conteúdo apontando tendências no que a vida tem de real e que diz respeito ao dia a dia em que acordamos, vivemos, ganhamos a vida, com saúde ou adoentados, deprimidos ou entusiasmados, otimistas ou desesperados.
Para onde caminhamos como sociedade e como indivíduos, o que devemos aprender para respeitar o ambiente, educar os filhos, preservar as liberdades individuais sem suprimir o interesse público, como e por que fazer trocas racionais e pagar o justo pelo consumo sustentável?

Respostas a essas angústias independem do substrato em que elas se apresentem, seja papel, seja digital, seja imagem ou apenas voz. Um debate não pode anular o outro. O jornalismo deve ser adulto e visionário em qualquer plataforma.
Vislumbrar caminhos novos ou repisar velhas saídas inteligentes, que se perderam por descuido, também não é privilégio de uma casta de comunicadores. Somos todos responsáveis por isso, em qualquer lado do balcão em que estejamos. Nas redações de qualquer tamanho dos veículos tradicionais, nos escritórios de assessoria de imprensa, na solidão do home office dos blogueiros, quem abraçou a comunicação abraçou também o compromisso social de por em comum o que é relevante, o que amplia os horizontes da sociedade.

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