Janeiro não precisa ser o mês das despesas

Você está preocupado com as despesas de início de ano? Aprenda um jeito diferente de gerenciar seus gastos eventuais

Todo início de ano, costumo ouvir o mesmo discurso: "estou cheio de despesas". São gastos com matrículas de escolas e faculdades, compras de material escolar, IPVA, IPTU, sem falar nos parcelamentos que foram feitos para pagar os presentes, festas e viagens de fim de ano e que começam a surgir na fatura do cartão de crédito.

É fato que essas despesas eventuais desequilibram seu orçamento e você não pode fugir disso. Precisa achar uma maneira de resolver, provavelmente reduzindo suas despesas ou elevando a renda durante o mês.

Mas será que existe uma maneira alternativa e mais eficiente de lidar com as despesas de janeiro? A resposta é sim e ensinarei como fazer.

Primeiro, vale lembrar que, assim como os gastos de início de ano, existem outros tipos de despesas eventuais que podem ocorrer no seu orçamento e que não estão concentradas em janeiro.

Por isso, precisamos tratar não apenas as despesas de janeiro, mas sim todas as eventualidades - que são diferentes de imprevistos - que ocorrerem no seu orçamento.

Quer saber como fazer isso? Siga os seguintes passos:

  1. Escreva uma lista com suas despesas eventuais. Procure lembrar-se de todas, inclusive da data de aniversário daquela pessoa querida - como, por exemplo, a sua sogra -, que você tem o hábito de presentear.

  2. Anote quanto você estima gastar com essas eventualidades. Você pode concluir, por exemplo, que gasta cerca de R$ 1000 com roupas durante o ano.

  3. Divida o valor total de cada item pelo número de meses que você pode poupar. Vamos supor que você tenha um seguro de carro no valor de R$ 1800, que incide no orçamento a cada 12 meses, então você poderá poupar R$ 150,00 por mês para quitar esse gasto à vista.

Compreendeu o raciocínio? A ideia é mensalizar as despesas eventuais, poupando uma quantia todos os meses. Assim, elas são diluídas ao longo do ano, fazendo com que haja uma linearidade no total de gastos. Ou seja, deixarão de existir os "picos" no orçamento, os meses que, como janeiro, são temidos por quem não se planeja.

Outro benefício dessa estratégia é que você saberá se pode ou não se comprometer com uma nova despesa. Ao considerar não apenas os gastos frequentes, mas também os eventuais, você estará contabilizando todas os seus gastos e saberá se há espaço para um novo débito.

Com essa simples mudança na maneira de gerenciar e estruturar o orçamento, você terá um grande e positivo impacto nas suas finanças.

Com carinho!

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