Investir nas pessoas, uma questão de bom senso

Um dos principais propósitos da Administração enquanto ciência, é criar e desenvolver situações com o objetivo da conquista de resultados; utilizar recursos de maneira que a relação custo/benefício seja alcançada de forma mais equilibrada possível. Temos ouvido, lido e visto as mais diversas teorias sobre aplicação de técnicas de administração e a cada dia temos mais certeza de que, apenas a retórica não é suficiente para o sucesso das empresas ou das pessoas, é preciso que estas teorias estejam fundamentadas pela prática, ou simplesmente perdem o sentido. A velha frase de que o fim justifica os meios até pode servir para justificar o resultado frio, seco, matemático, no entanto, está cada dia mais comprovado que não se pode mais buscar o resultado apenas pelo resultado, é preciso considerar os métodos e os processos pelos quais os resultados se realizaram. É necessário a revisão dos conceitos utilizados para estas conquistas, o resultado politicamente correto, é aquele que considerou, durante seu desenvolvimento, o meio ambiente e a satisfação das pessoas que o construíram, esse é o princípio básico da Qualidade Total. O produto ou serviço é concebido a partir da satisfação pessoal de cada colaborador que participa de sua produção. Esta satisfação reflete na produção, em forma de produtividade e qualidade e a seguir se transforma na satisfação do cliente. A comunicação e o universo de informações que circula no mundo globalizado, dia a dia tem unificado os processos nas áreas de manufatura e prestação de serviços. As margens de lucros têm sido a cada dia mais estreitas. Em meio a esta competição tão acirrada, em pouco tempo será destaque e se manterá no mercado apenas as empresas que tiverem em sua missão e sua visão, entre outros propósitos, a valorização do homem, numa relação justa de direitos e deveres, tanto para empresa quanto para seus colaboradores. Há estatísticas realizadas por empresas de marketing, que mais de 50% da perda de clientes para a concorrência acontece por motivo de mal atendimento. O cliente almeja segurança ao adquirir um bem ou serviço e o diferencial para que isto aconteça se encontra nas relações interpessoais. Para encantar o cliente a empresa precisa primeiro valorizar seus funcionários, a partir daí, eles se encarregarão de construir uma imagem positiva da própria empresa e de seu produto. Segundo o filósofo marxista italiano Gramsci (1891-1937), senso comum é o conhecimento e a cultura adquiridos por tradição herdados dos antepassados, aos quais, acrescentamos experiências vividas na sociedade em que vivemos. O bom senso é o núcleo, a parte boa do senso comum. Devido a globalização da informação, comunicação e tecnologias, os mercados tendem a si unificarem com características cada dia mais parecidas. Se mantêm as tradições, as crenças e os valores regionais, no entanto, a consciência de Qualidade Total, procedente do Japão após a segunda guerra mundial, tem se difundido no ocidente e tornado os mercados cada dia mais exigentes. Há um senso comum unificando os mercados. Em um mundo onde tudo é tão igual, bom senso é investir nas pessoas, elas serão a diferença em um futuro que já chegou.

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    Laercio Filho

    Laercio Filho

    Administrador de Empresas, MBA em Planejamento e Gestão Organizacional pela Universidade de Pernambuco, Professor Universitário, Empresário, Palestrante, Escritor e Poeta.
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