Investir com projeto de vida garante rentabilidade e satisfação

Um dos temas que ganhou importância e maior atenção, ao longo dos últimos anos, está relacionado à educação financeira. E não é tema apenas para os jovens, mas, com o aumento significativo da longevidade, também os que estão na meia-idade ou ultrapassaram os 50, se sentiram estimulados a tentar agir, preventivamente.

Entre os tópicos de um tema bastante abrangente, merece destaque a orientação sobre investimentos. Ou seja, como e onde aplicar os recursos disponíveis, visando uma reserva futura.

Entre a vasta literatura disponível sobre o assunto, recomendo dois livros, de forma muito especial.

“O valor do amanhã” de Eduardo Gianetti, e “O dinheiro e o significado da vida” de Jacob Needleman.

São obras que não estão focadas, exclusivamente, na questão financeira, mas alertam para um olhar mais amplo sobre a importância de criar uma reserva, pensando na qualidade de vida que o investidor pretende manter ou conquistar no seu futuro.

Artigo do “The Economist”, sob o título “Investindo nas melhores coisas da vida”, inicia dizendo que “Títulos, ações e letras do tesouro vão muito bem, mas são apenas pedaços de papel. Não são ativos que você pode pendurar na parede ou exibir para os vizinhos admirarem. Muitas pessoas gostam de investir suas fortunas de forma mais tangível – propriedades, é claro, mas também colecionáveis, como arte, vinhos finos e carros clássicos.”

Um estudo feito pelos professores Elroy Dimson e, Paul Marsh e Mike Staunton, da London Business School, concluiu que, após os impostos, os itens colecionáveis acabam trazendo retorno mais elevado que as ações para investidores britânicos, desde 1900.

Segundo eles “os investidores podem obter um ‘retorno emocional’ pela posse de tais ativos, que pode ser tanto um hobby como um investimento. Qualquer um que conheça o dono de um carro clássico saberá que ele pode demonstrar tanta devoção ao seu veículo quanto a um animal de estimação”.

O estudo revela ainda que, talvez a descoberta mais surpreendente seja que o ouro e a prata tenham ambos se saído muito pior que dinheiro e títulos, nos últimos 118 anos, apesar da alta inflação durante grande parte desse período.

O subtítulo do artigo diz que “vinhos finos proporcionaram melhor retorno, quando comparados a ativos tradicionais”.

E se os professores estiverem certos novamente, mais investidores serão tentados pelos Bordeaux e Bugattis.

Segundo Baudelaire “a atração pelo prazer ata-nos ao presente; os cuidados com a nossa salvação elevam-nos ao futuro”.

Enfim, vale provocar uma reflexão a todas as pessoas que olham o futuro com algum cuidado preventivo, que esta conduta vai muito além de apenas manter uma boa reserva financeira.

Exige pensar sobre a qualidade de vida que se pretende obter no futuro, mantendo a capacidade de se reinventar.

Para tanto, os investimentos devem ser realizados de forma vinculada com um importante Projeto de Vida.

Comentários

Participe da comunidade, deixe seu comentário:

Deixe sua opinião!  Clique aqui e faça seu login.
    café com admMinimizar