Internet e programática: amor ao primeiro lance
Internet e programática: amor ao primeiro lance

Internet e programática: amor ao primeiro lance

No Dia Mundial da Internet, uma reflexão sobre como a publicidade online tem voltado ao controle de quem realmente importa: o consumidor

No Brasil e no mundo, o dia 17 de maio é tido como o Dia Mundial da Internet. Celebrada pela primeira vez no dia 25 de outubro de 2005, a comemoração foi transferida para a data atual em novembro do mesmo ano, uma mudança decidida pela Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação de Túnis, organizada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) da ONU.

O intuito dessa data é promover a discussão sobre o tema da tecnologia e o seu bom uso, além de lembrar que todas as pessoas deveriam ter acesso a ela. E, com a sua penetração crescente no país – hoje, o IBGE estima que são 116 milhões os brasileiros que possuem acesso à rede -, cresce o poder e controle do usuário sobre sua própria presença online. Mas como se explica esse assunto pelo lado da programática, técnica publicitária que se estabeleceu pela grande influência (e mesmo a existência) da internet?

A massificação dos dados

Sem a internet, todo este universo de dados não seria viável. No Brasil, a programática se encontra em pleno desenvolvimento, graças aos avanços na coleta de dados digitais – e como medir não só a necessidade, mas também o grau de satisfação do cliente?

A medição e a criação de estratégias publicitárias se dá graças ao uso de dados de qualidade - os verdadeiros protagonistas. Eles, junto com a atenção dispensada aos clientes, a análise da mensagem, o maior controle da campanha, a otimização do tempo de exposição e os reportes periódicos com recomendações de como a marca pode investir melhor o dinheiro de comunicação ajudam a medir a satisfação do cliente.

Quando falamos de Big Data, falamos de um grande volume de dados, estruturados ou não. O Big Data permeia diferentes negócios a cada dia e traz resultados significativos, graças à granularidade das análises que proporciona. As empresas investem cada vez mais nesses estudos sobre os dados para obter mais informações sobre perfis, interesses e outros elementos para poder conhecer os prospects em detalhe.

O futuro da publicidade online

Nossas vidas mudaram drasticamente nas últimas décadas, graças à internet. Avançamos, comunicamos e nos informamos em várias áreas com a ajuda dela – o que torna quase impossível imaginar um mundo sem conexões. E, no futuro da internet, o usuário é protagonista – as marcas precisam se perguntar o que os consumidores querem de verdade e o que esperam da publicidade. Isso leva a campanhas que não sejam invasivas e que ofereçam conteúdos úteis para os usuários.

As estratégias podem ser incrementadas com várias opções que o marketing oferece. Para a programática, uma forma de compra de mídia que busca a aproximação do consumidor, as combinações são muitas e trazem uma maior presença de inteligência artificial, sem negligenciar o viés humano da propaganda.

Como modificar as variáveis para uma campanha mais efetiva?

A Internet abriu suas portas e deu origem a um novo tipo de consumidor, novos negócios e profissões inéditas. Dessas oportunidades, veio a mídia programática, que pode modificar suas variáveis para otimizar campanhas e realizar entregas que sejam efetivas, graças aos diferentes segmentos de dados que existem (geolocalização, horário, frequência etc.) para maximizar resultados em tempo real. Pelo uso de ferramentas de Analytics, Data Mining e Big Data, por exemplo, a inteligência artificial e o machine learning potencializam a personalização da publicidade, facilitando a comunicação publicitária em vários setores da comunicação, além de reduzir o tempo de gestão e trazer transparência aos processos da campanha.

Que desafios a programática ainda enfrenta?

Além dos investimentos (de 80% nos Estados Unidos, enquanto, no Brasil, ainda injetamos menos de 30%), a mídia programática ainda encontra alguns desafios no mercado. O setor cresce no país e na América Latina como um todo, revelando grandes oportunidades que podem levar a novas possibilidades comerciais entre os anunciantes e os parceiros programáticos: pouco a pouco, o mercado se dá conta de que esse acompanhamento programático é uma função vital. Com esses parceiros, valores como transparência, visibilidade, brand safety e proteção à fraude são buscados e garantidos, ajudando a amadurecer os negócios.

Por fim, com a vigência de temas centrados na sociedade de dados e em como melhorar a experiência do usuário sem que ele perca o controle sobre suas informações pessoais, a mídia programática a companha e promove o empoderamento dos internautas. A seleção e o respeito aos consumidores que ela traz, sobretudo se feita com parceiros sérios, permite à publicidade voltar ao seu papel informativo e de serviço às pessoas, reconciliando marcas e audiências.

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    Luisa Monteiro

    Luisa Monteiro

    Luísa Monteiro é Gerente de Comunicação e Marketing da Tradelab Brasil, uma plataforma programática que opera adicionando tecnologia à compra de mídia programática tradicional. Para mais informações, acesse http://tradelab.com/pt/ ou escreva para lsouto@tradelab.com .
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