Internet das Coisas: tudo o que pode ser conectado, será conectado

Pesquisa da CompTIA revela que oito em cada dez executivos do setor de TI buscam entender as oportunidades de negócios com a Internet das Coisas

Tudo o que pode ser conectado, será conectado. Esta afirmação capta a essência do que é conhecido como a Internet das Coisas (IoT). Há uma marcha constante para melhorar a utilidade de dispositivos, objetos, estruturas e até mesmo pessoas por meio da conectividade, buscando a funcionalidade inteligente das redes.

Estimativas indicam que o número de "coisas" conectadas à Internet será 50,1 bilhões até 2020. Isso se traduz em cerca de 6,3 coisas ligadas por pessoa se distribuída uniformemente por todo o planeta.

Organizações dos setores público e privado buscam novas maneiras de alavancar a conectividade, de acordo com relatório divulgado pela CompTIA, a associação comercial da indústria de tecnologia da informação (TI).

A pesquisa Sizing Up the Internet of Things da CompTIA, indica que oito em cada dez executivos do setor de TI buscam entender as oportunidades de negócios com a Internet das Coisas. Um em cada três executivos acreditam que estas oportunidades emergentes irão melhorar seus resultados ao longo dos próximos dois anos.

Ao mesmo tempo, algumas questões permanecem. Cinquenta e três por cento dos entrevistados acreditam que a publicidade em torno do mercado de IoT é maior do que ele, já 47% consideram que as oportunidades apresentadas pela IoT justificam a publicidade. Taxa comparável com os resultados da pesquisa realizada em 2014.

"Os dados apontam que a Internet das coisas avança em várias frentes, mas também confirmam que, como muitos mercados de tecnologia emergente, vai levar tempo para se desenvolver.

Muitas facetas da Internet das Coisas - questões de normalização, governança, segurança e privacidade, qualificação de profissionais e outros assuntos – necessitam de definições antes que o mercado possa realmente florescer.

A pesquisa da CompTIA identifica várias áreas onde se espera que a Internet das coisas possa ter maior impacto, incluindo:

• Controle e monitoramento de sistemas ou dispositivos recém-conectados. (Citado por 53% dos pesquisados)

• Coleta de novos fluxos de dados. (46%)

• Adicionando inteligência para dispositivos anteriormente "burros" ou sistemas. (46%)

• Criando novo valor a partir de sistemas conectados. (42%)

A indústria de TI está no centro de grande parte da atividade corrente da IoT. Mas seu impacto será sentido em praticamente todos os setores da economia como empresas, entidades governamentais e outras organizações, que poderão explorar maneiras inovadoras para criar oportunidades de negócios, oferecer serviços e ampliar a conectividade.

Como ganhar dinheiro?

Como qualquer nova tecnologia, uma questão sempre vem à tona: Como ganhar dinheiro? Isto é especialmente importante para as empresas já estabelecidas, que têm de competir com os focados recém-chegados, mantendo a sua fonte de receita existente.

Para IoT, a ameaça de recém-chegados está certamente em jogo. Os três principais tipos de empresas que os executivos de TI citam que irão ganhar dinheiro com a nova tendência, têm um foco de especialidade que se aplica diretamente à tecnologia. São eles: fabricantes de dispositivos (44%), desenvolvedores de aplicativos (35%) e analistas de dados (31%).

Claro que existem fabricantes de dispositivos, desenvolvedores de aplicativos e serviços de análise de dados na prática hoje. A diferença está na construção e exigências dos dispositivos, na estrutura e na velocidade dos dados e do software e APIs (Application Programming Interface) que são usadas para a integração.

Isso não quer dizer que não haverá oportunidade para outras empresas dos canais de TI ou de telecomunicações. Após estas empresas de IoT específicas, provedores de soluções de TI e MSPs (managed service providers) são os próximos na linha quando se trata de expectativas de lucro. A dinâmica principal que se encaixa no modelo de negócios dessas empresas é a complexidade.

A crescente complexidade da TI levou a uma maior demanda por serviços gerenciados, bem como a complexidade inerente da Internet das Coisas irá conduzir as empresas a procurar ajuda para extrair valor a partir dos sistemas.

Como fornecedores de soluções têm como objetivo reduzir a complexidade para os seus clientes, eles terão que desenvolver suas habilidades para lidar com a tecnologia da Internet das Coisas. Isto pode não exigir mudanças drásticas, no entanto. Muitas áreas da IoT podem ser vistas como extensões das habilidades ou linhas de negócios que os provedores de soluções já possuem. De fato, muitas disciplinas que estão no topo da lista para as expectativas de lucro já fazem parte dos canais existentes.

Uma disciplina de destaque é o desenvolvimento de aplicativos. Esta é uma área em que as empresas de canal não são normalmente tão fortes, mas tornou-se crítica para a condução de iniciativas de mobilidade. Aplicações de negócio muitas vezes precisam de um front-end móvel otimizado a fim de produzir maior benefício, e se uma empresa está usando um software legado personalizado, o front-end requer personalização também. Aplicações IoT requerem um front-end semelhante para simplificar as tarefas de acesso aos dados. De modo que os provedores de soluções devem começar a pensar seriamente sobre como construir habilidades de aplicativos móveis.

A pesquisa Sizing Up the Internet of Things, da CompTIA, foi realizada em julho de 2015 com a participação de 381 empresas de TI dos EUA. O relatório está disponível gratuitamente com um simples registo no http://www.comptia.org/resources/sizing-up-the-internet-of-things.

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