Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade empresarial: novo conceito para o administrador

O artigo desenvolve novas abordagens,que podem significar análises mais adequadas dos fenômenos individuais e coletivos, que caracteriazam o universo das organizações, nos seus conflitos, nas suas contradições e na sua própria razão de ser

De acordo com as mudanças e adaptações de estratégias empresarial na contemporaneidade, as empresas tentam acompanhar o ritmo frenético e desenfreado da globalização, onde cada vez mais em todo esse processo, recursos considerados como custos, estão se tornando cada dia mais fator de preponderância para sobrevivência das organizações, que hoje são as “pessoas”, onde com o reflexo da responsabilidade social das empresas hoje em meio socioeconômico, o capital humano não está sendo considerado mais como um custo para empresa e sim investimento.

Desde décadas anteriores, com analogia a Elton G. Mayo (1949) psicólogo e sociólogo e opositor a teoria clássica da administração, trouxe uma relação mais humanística, trazendo e conceituando novas abordagens empresarial para organizações da épocas, onde a partir daí surgiram conceitos como “Teoria das Relações Humanas” e “Teoria do Comportamento Organizacional” onde a partir disso as relações de trabalho começaram a se tornar mais humana e fatores sociais dos seus trabalhadores começaram a implicar diretamente na lucratividade da empresa, onde fatores como satisfação e motivação começaram a se tornar evidentes para o desenvolvimento econômico-empresarial.

Contudo, viu-se que se não houver interação entre todos os componentes organizacional de uma empresa, seria difícil alinhar e motivar, visando comprometimento das partes para todo, não conseguindo assim, de forma tangível unificar e simplificar a visão e a missão da empresa, onde a partir desse pressuposto termos como comunicação empresarial, pouco estudado e levando em consideração, começou a si criar destaque no meio empresarial, criando-se assim ferramentas de gestão para comunicação em todos os processos de uma empresa, até os dias atuais.

Daí se conceituou termos empresariais usados até hoje como: Endomarketing, Recursos Humanos (GRH), entre muitos outros. Com isso, trazendo um reflexo atual, o FEEDBACK é uma ferramenta de gestão parceira dos grandes administradores e gestores de todo o mundo, onde através da comunicação empresarial reciproca, podemos alinhar e motivar as pessoas para que ela possa se munir de informações, afim de se fazer um trabalho mais eficiente e plausível. Segundo Hendrie Weisinger (2001) “A comunicação é o que abastece a motivação” em seu livro inteligência emocional no trabalho.

Entretanto, a administração de empresas, sendo uma ciência completa e multidisciplinar, nos eleva a olhar em meio ao processo de tomadas de decisão, o objeto empresarial em várias óticas, de forma onde várias ciências interajam e cooperem de forma sistemática entre si, como por exemplo um gestor de pessoas precisa obter entendimento em algumas matérias como: sociologia organizacional, psicologia organizacional entre outras, para ter discernimento em seus atos. Com isso, a interação entre ciências é uma coisa irretroativa onde podemos em um contexto corporativo e organizacional chamar de interdisciplinaridade empresarial, onde dentro da própria ciência da administração, se cria novos paradigmas e conceitos, afim de se tampar lacunas existentes sobre uma determinada área, criando se assim, novos conceitos de coisas já existentes afim de aprimorar conceitos, ou quem sabe criar paradoxos de uma determinada ciência existente, criando-se assim, novos conceitos e formas de pensar, onde isso eu chamo de transdisciplinaridade empresarial.

Sendo assim, ser um administrador de empresas nos dias atuais está cada dia mais difícil, pois o papel do mesmo hoje, está além de gerir uma organização e seus processos como um todo, mas sim, o obriga a ser um multiprofissional, focado e atento aos ritmos de transição global. Em síntese, hoje, se encontramos em uma era do conhecimento, onde podemos vislumbrar que pessoas na era do conhecimento, não são mais trabalho, e sim capital, ou seja, pessoas são recursos e não custo. Dito isto, a gestão de conhecimento é um fator preponderante e decisivo, no processo decisório, onde a transdisciplinaridade profissional é um diferencial no mercado competitivo de trabalho.

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