Inteligência Emocional é um bom negócio

Um dia nosso chefe veio até nós e disse que esperava que a nossa turma de trabalho melhorasse no desempenho pois precisava de maior produtividade no atendimento. Depois de alguns Instantes passou pela minha cabeça que aquele recado tinha destino certo: era pra mim. Senti raiva e passei a pensar porque ele não havia me chamado e dito diretamente aquelas coisas, ao invés de usar os outros para dar o seu recado. Uma colega parece ter recebido bem a mensagem, e outro colega ainda, demonstrou indiferença. A questão é que foi apenas um pedido como qualquer outro e nada mais. Por quê cada um reagiu de uma forma tão diferente? Uma mesma circunstância pode causar diferentes impactos nas pessoas que dela tomem contato, em virtude de cada um ter um tipo de estrutura e jeito diferente. Um cliente sério é capaz de causar antipatia para alguns, medo para outros e também simpatia para outros tantos. Apesar de uma determinada ação se passar igualmente para vários membros de um único grupo, as respostas são variadas porque encontramos pessoas que respondem usando mais a lógica e outras a emoção. Quem ganha ou perde nestes casos? Pense e responda a si mesmo. Olhando para a nossa história o homem tem valorizado mais a razão do que a emoção, e uma prova disto é o desenvolvimento racional que se deu com o tempo e os resultados tecnológicos e científicos que obtivemos como resposta a tanto empenho. Porém, o campo das emoções ficou para trás, sem haver algum tipo de preocupação com ele, com o seu desenvolvimento, ficando ao acaso, além de ser considerado, em muitas sociedades como algo a ser reprimido, do tipo: homem não chora, portanto, homem não se exprime em momentos como este, e tampouco se desenvolve em alguns aspectos emocionais. Atualmente, o desenvolvimento emocional já se apresenta com maior força por causa de vários estudos que se tem realizado na área, e também pelo tamanho descontrole emocional que temos percebido constantemente em várias partes do mundo, em todas as classes sociais. Algo para se pensar nos lares e nas empresas. Para se ter alguma idéia sobre as emoções trataremos de explicar as funções de algumas: o medo, de cuja finalidade é o gerar alerta mediante alguma situação nova e inesperada, oferecendo com isso, tempo para refletirmos se vamos continuar ou mudaremos o rumo sobre o que está acontecendo. O ruim neste caso, é quando permanecemos com muito medo e não conseguimos dar mais passos adiante. A tristeza, que é um termômetro de que algo dentro de nós está em desarranjo, é justamente a oportunidade de se voltar para si mesmo e procurar o que há de errado e trabalhar tal situação, contudo, o que fazemos é reprimir a tristeza. Achamos que os nossos problemas internos podem ser resolvidos em bons momentos, contudo, estamos presos ao mundo exterior com muita força, dificultando o olhar interno. Temos ainda a situação em que nos apegamos à tristeza e dela não queremos largar, faltando o equilíbrio. Percebemos então que temos uma impressão distorcida sobre as emoções que deveriam ser auxiliares em nosso viver e não serem consideradas obstáculos. É hora de desenvolver este campo tão importante e tomar consciência sobre ela, já é um enorme passo. Pense com sinceridade sobre si mesmo e reveja os pensamentos e comportamentos que costuma ter. Aquele que pratica autoavaliação constantemente tem maior êxito sobre as suas próprias limitações. Case da cliente brava Certa vez vi uma cliente muito brava com um balconista de uma loja, em virtude deste rapaz, ter prometido uma entrega em bom número de um produto desta loja, porém, não foi possível atendê-la e então se iniciou tremenda exaltação por parte da cliente, que alegou não ter mais prazo para encontrar outros produtos iguais e que isto acarretaria em desagrado por parte da pessoa que dela receberia a encomenda. Esta cliente ficava cada vez mais nervosa, tendo em vista a forma como o balconista também respondia para ela. O atendente sentiu-se humilhado e respondeu quando a cliente disse que aquilo era uma incompetência total e que nunca mais retornaria ali. Até que chegou a gerente da loja, que havia se ausentado para comprar um salgado no bar próximo dali. Percebendo o conturbado ambiente, tratou logo de assumir a questão e perguntou àquela cliente o que ocorria, para entender o conteúdo dos fatos que levaram a tal situação. A cliente contou a história e disse que havia sido mal tratada pelo balconista, que a essa altura já se encontrava nos fundos da loja. A habilidosa gerente contornou a situação procurando oferecer um produto semelhante que dispunha naquela quantidade em estoque, agradando a cliente, que já dava sinais de tranqüilidade e logo se despediu com os seus pacotes. A gerente conversou com o sua funcionário, procurando fazer com que ele compreendesse a respeito de algumas questões emocionais que estão presentes no cotidiano, a exemplo da incompetência dita pela cliente, a qual foi tomada para si; pelo balconista, acreditando neste caso, se tratar dele, e não do conjunto; profissionais e loja como um todo, além da perda de controle existente. Saber suportar fortes emoções com consciência delas durante o processo de compra e venda é também importante para se alcançar sucesso em cada resultado obtido. É bom lembrar que sempre é possível encontrarmos clientes que nos chegam nos mais variadas estados emocionais existentes. Alguns se encontram bem, mais equilibrados e facilitam o negócio, caso se interessem por ele, sejam bem atendidos, etc. Outros chegam com dúvidas e isso pode gerar ansiedade, dificultando a venda. Outros ainda, podem estar com raiva, por determinada situação particular e, causar um mal estar na hora de comprar, levando muitos vendedores a discussões que se assemelham a verdadeiros barracos em virtude do tom de voz e das palavras proferidas nesta acalorada discussão comercial, por mais que nos sintamos preparados para enfrentar tais situações, que, via de regra, nos escapam do controle. O sangue ferve...já viu. A inteligência emocional é a tomada de consciência acerca de nossas emoções e como respondemos ao mundo por meio delas. O exercício de ter domínio, cada vez mais sobre as emoções deve listar em nosso programa diário, recebendo atenção especial para isso, uma vez que podemos estar perdendo controle sobre as coisas facilmente, na vida social e no trabalho (há os casos em que é necessária uma psicoterapia).
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