Inteligência Competitiva: “Quem”, “Quando”, “Como”, “Onde” e “Por quê”?

O principal para se dizer a respeito de Inteligência Competitiva é que um profissional busca insights exclusivos e relações até então não detectadas entre os dados

  • Quem usa Inteligência Competitiva?

Em uma organização, empresa com fins lucrativos, profissionais tomadores de decisão – em pesquisa e desenvolvimento, marketing, planejamento estratégico, gestão produtos, vendas – procuram obter informações antecipadas sobre os movimentos do mercado, seus clientes e consumidores.

À medida que aumenta o número e a complexidade dessas informações, aumenta o número de profissionais para processá-las. E desse processo nasce o processo de “Inteligência Competitiva”.

E nesse processo, informação, integração e acesso formam as condições fundamentais para que um profissional, uma área ou um departamento possa dar suporte à tomada de decisões que qualquer gestor moderno necessite.

  • Quando se usa Inteligência Competitiva?

Foi Nicholas Negroponte que ao escrever seu livro Being Digital (Knopf, 1995) trouxe pela primeira vez a questão da “revolução digital” ao mundo empresarial. De acordo com Negroponte, a medida que os recursos do mundo passarem a se compor cada vez mais de bits, em lugar de átomos, a sociedade irá assumindo uma condição digital.

Em seguida, em um artigo publicado na Fast Company, Slywotzky (1999) deu contornos práticos à perspectiva futurista de Negroponte, perguntando aos leitores: “Até que ponto a sua empresa é digital?”. Ou seja, que aspectos do trabalho envolvem átomos enquanto representados por papel, canetas e pessoas?

O fato é que profissionais de todas as empresas, de todos os setores e tamanhos, estão sempre buscando informações a respeito de seus setores de negócios, ou indústrias no conceito de Michael Porter.

Então, se fatores como a velocidade dos processos de negócios, a sobrecarga de informações, o crescimento global do processo competitivo com o surgimento de novos participantes, a concorrência cada vez mais agressiva, as rápidas mudanças tecnológicas e as transformações acarretadas pela entrada em cena global de entidades como a União Europeia (EU) e o Tratado Transpacífico – TTP.

  • Como se usa Inteligência Competitiva?

O principal para se dizer a respeito de Inteligência Competitiva é que um profissional, busca insights exclusivos e relações até então não detectadas entre os dados.

Por exemplo, colocar cerveja próximo a prateleira de fraldas na loja de conveniência. Uma vez que o comprador, na maioria das vezes, é do sexo masculino. Já que saiu para uma compra especial, vai levar algo especial para ele também.

Então aqui, não cabe discutir as fases de coleta, análise, se com software estatístico, e/ou variáveis estatísticas de modelagem. O que importa é o resultado que a empresa irá ver. Ou seja, o resultado do trabalho de “Inteligência”.

Os profissionais de Inteligência conseguem elaborar relatórios, sumários ou exposições escritas, faladas, digitais ou em vídeo. E qualquer que seja o conteúdo ou formatação, o essencial é que a utilização enderece uma tomada de decisão, seja ela de marketing, vendas, planejamento estratégico ou desenvolvimento de um novo produto.

  • Onde se usa Inteligência Competitiva?

Inteligência Competitiva deve ser utilizada a serviço da empresa e não só de uma área, departamento, setor.

"Toda empresa precisa descobrir um nicho de exclusividade no setor em que atua, a fim de confrontar as forças de mercado" (Miller, 2000).

Fundamentalmente, o processo de inteligência pode criar vantagens competitivas para as empresas. O escopo do processo de Inteligência é amplo. Por isso, precisa ser definido a cada novo projeto, ou projeto em curso. Exemplos: estratégia corporativa, a eficiência operacional, a posição competitiva no respectivo setor, planejamento de novos produtos, entre outras possibilidades.

  • Por quê se usa Inteligência Competitiva?

Em síntese, para diminuir riscos. Além de melhores ganhos em participação de mercado e rentabilidade. Pesquisas da SCIP - Strategic and Competitive Intelligence Professionals, USA, comprovam que empresas com profissionais especializados em Inteligência Competitiva tem vantagens sobre as empresas que não tem profissionais com essa formação, metodologia e técnica.

Conclusão

Os negócios têm um ritmo cada vez mais veloz. Os ciclos dos produtos são medidos em meses, não mais em anos. Empresas e sócios tornam-se rivais em menos tempo do que se leva para ver o telejornal da noite.

Então, monitorar os concorrentes, acompanhar os movimentos dos consumidores e dos clientes não é mais uma tarefa, é uma questão de sobrevivência (Inteligência Competitiva) empresarial. Pense nisso!

Fonte: MILLER, Jerry P. Business Intelligence BrainTrust. Millenium Intelligence: Understanding and Conducting Competitive Intelligence in the Digital Age, 2000, Information Today, Inc.

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